*          4.1-13             Através de seu servo, Amós, Deus iniciou um segundo processo jurídico do pacto, contra Israel.

 

*          4.1                   Ouvi esta palavra. Ver 3.1 e nota.

 

vacas de Basã. As mulheres ricas de Samaria, que tinham sido criadas e cuidadas como o melhor gado de Basã, uma área fértil a leste do rio Jordão (Dt 3.1 nota).

 

*          4.2                   Jurou... pela sua santidade. Essa mesma frase ocorre uma vez mais em outro lugar, no Sl 89.35. Nenhum outro juramento pode ser maior ou mais definitivo (Hb 6.13,14).

 

anzóis. Freqüentemente, os assírios conduziam seus prisioneiros por meio de cordas que estavam presas a argolas ou anzóis postos em seus narizes ou lábios.

 

*          4.3                   e vos lançareis para Harmom. A localização é atualmente desconhecida.

 

*          4.4                   Betel... Gilgal. Esses eram locais importantes na história antiga de Israel; Betel fora um santuário durante o período dos juízes, e Samuel julgava tanto ali como em Gilgal (1Sm 7.16). Eram, igualmente, centros de adoração sincretista durante o período do reino dividido (5.5).

 

de três em três dias. Embora a palavra hebraica traduzida por "dia" aqui signifique um ano (referência lateral), ou mesmo um período não-especificado porém mais longo (Gn 1.5, nota), parece que aqui estão em pauta três dias literais. As observâncias religiosas de Israel ultrapassavam aquilo que a lei requeriam. Embora entusiasmados sobre questões rituais, os israelitas não gozavam de relacionamentos vivos com Deus.

 

*          4.5                   sacrifício... do que é levedado. A lei do pacto deixava claro que não deveriam queimar pão levedado como um sacrifício (Lv 2.11; 6.17; 7.12). Sarcasticamente, Amós os exortou a continuarem em sua desobediência.

 

porque disso gostais. No antigo Oriente Próximo, o termo "amor" tinha um significado especial nos pactos: o "amor" de um vassalo pelo seu soberano impunha obediência (Dt 6.5; cf. Jo 14.15). A desobediência da nação deixava claro que Israel amava os ritos e a idolatria, e não o Senhor.

 

*          4.6-11  Esta seção revisa o que o Senhor fez ao castigar o seu povo, a fim de adverti-los e chamar a atenção deles de volta a ele. A frase enfática "também vos deixei" indica a mudança de assunto. Todos os desastres aqui mencionados foram ameaçados no pacto (Dt 28). Israel deveria ter compreendido isso e se arrependido. Porém, conforme o refrão repete: "Contudo, não vos  convertestes a mim, disse o SENHOR" (4.6,8-11).

 

*          4.6                   vos deixei de dentes limpos. Os dentes deles estavam limpos porque nada tinham para comer. A Aliança tinha ameaçado com fome e carências, como penalidade por causa da desobediência (Dt 28.47,48).

 

*          4.7,8    a chuva. As chuvas de inverno, que caíam entre outubro e fevereiro eram essenciais para que os plantios começassem a crescer. As chuvas da primavera, ou "últimas chuvas", que caíam em março e abril, proviam o crescimento maduro (Jr 5.24). O Senhor havia prometido essas chuvas, se Israel obedecesse seus mandamentos (Lv 26.3,4), mas também havia advertido que ele as reteria, se fosse desobediente (Lv 26.18,19; Dt 28.23,24).

 

*          4.9                   o crestamento e a ferrugem. O Senhor havia ameaçado com essas pragas na lei da Aliança (Dt 28.22; cf. Ag 2.17).

 

gafanhoto. A palavra hebraica que indica esse inseto destruidor provavelmente deriva-se do verbo que significa "cortar" (cf. Jl 1.4; 2.25). Ironicamente, a punição aqui descrita é exatamente o que o Senhor tinha infligido ao Egito (Sl 105.34,35), cujo Faraó rebelara-se contra Deus. A rebelde nação de Israel recebeu a mesma punição, e, tal como Faraó, não se arrependeu.

 

*          4.10                 peste... Egito. O Senhor havia ameaçado a Israel com uma praga em sua Aliança com essa nação (Dt 28.21), juntamente com todas as enfermidades do Egito (Dt 28.21,60,61).

 

matei-os à espada. Essa foi outra maldição do pacto que foi cumprida (Êx 22.24).

 

*          4.11                 subverteu a Sodoma e Gomorra. Frases similares ou idênticas foram usadas em profecias contra a Babilônia (Is 13.19; Jr 50.40) e Edom (Jr 49.18). A devastação de Sodoma e Gomorra, proveu um símbolo do juízo de Deus contra o pecado (Gn 19.24,25; Dt 29.23 nota); aqui Deus promete destruir Israel completamente, da mesma maneira.

 

tição arrebatado da fogueira. Apesar da repetida misericórdia que Deus havia demonstrado pelo seu povo (p.ex., 2Rs 13.3-5; cf. Zc 3.2), eles permaneceram ingratos e sem arrependimento.

 

*          4.12                 Portanto, assim te farei. Ou então: "Porque isso é o que tenho feito a ti". O hebraico é ambíguo. Ou lança uma advertência acerca do futuro, ou cita o passado como uma razão para temer.

 

prepara-te... Deus. Essa frase deriva-se de Êx 19.15-17, onde após três dias de santificação, o povo encontrou o Senhor, no Sinai. Então encontraram com um Deus que estava graciosamente fazendo uma Aliança com eles. Agora, entretanto, eles se encontrariam com um Deus que estava vindo para julgar a desobediência deles à Aliança.

 

*          4.13                 quem forma... declara... faz... pisa... Este versículo tem a forma de um título real ou divino do antigo Oriente Próximo: uma série de títulos ou epítetos usados para descrever os feitos ou poderes de uma divindade ou de um rei. Aqui eles descrevem o grande Rei, o qual é abundantemente capaz de cumprir as maldições com as quais ele originalmente ameaçou no pacto (cf. Is 44.24-28).

 

SENHOR, Deus dos Exércitos. Ver nota em Zc 1.3.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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