* 8.2
frutos de verão. As
palavras hebraicas para “fruto de verão” e “fim” são parecidas, e são
inteligentemente trazidas juntas aqui, para fazer efeito. A visão dos frutos de
verão indica que “chegou o fim” para Israel.
passarei por eles. Ver nota
em 7.8.
* 8.3 naquele dia. Ver nota
em 5.18.
cânticos. . . uivos. O Senhor
não mais toleraria o barulho dos cânticos do templo (5.23), que se tornariam em
uivos de infortúnio quando o Senhor viesse em julgamento.
multiplicar-se-ão os cadáveres. Uma
abundância de cadáveres era típica nas cidades derrotadas do antigo Oriente
Próximo, especialmente quando vencidas pelos assírios (Na 3.3).
* 8.4-14
Deus acusa Israel de injustiça social,
desonestidade comercial e indiferença para com os dias santos.
* 8.5 lua nova. . . sábado. O festival
da lua nova era celebrado a cada quarta semana, com ofertas variadas (Nm
28.11-15). O sábado, observado a cada
semana, foi estabelecido nos atos da criação (Ex 20.8-11) e redenção (Dt 5.12
nota) de Deus. O trabalho era proibido nestes dias.
diminuindo o efa. . . balanças.
Tais práticas desonestas de negócios eram contra a lei do Senhor, e resultariam
no seu julgamento (Lv 19.36; Dt 25.14).
* 8.6 dinheiro. . . sandálias. Ver notas
em 2.6.
o refugo de trigo.
Literalmente, “o trigo recusado”. Os donos das propriedades vendiam até a
palha, que caía no chão quando o trigo era peneirado, juntando-a com o trigo e
enganando o comprador.
* 8.7 a glória de Jacó. Ver nota em
6.8. Aqui, a frase pode se referir ao próprio Senhor, ou à terra de Israel, que
em outros lugares é chamada de “nossa herança. . . a excelência de Jacó” (Sl
47.4)
* 8.8 será agitada e baixará. Todo ano o
Nilo subia e transbordava, inundando o campo e deixando ricos depósitos de sedimentos.
A imagem é usada aqui para ilustrar uma inundação de julgamento que vem -- o
levante da invasão assíria (cf. Is 8.7,8).
* 8.9 naquele dia. Ver nota
em 5.8.
farei. . . entenebrecerei. Embora tal
idolatria fosse estritamente proibida pela aliança (Dt 4.19), Judá e Israel
engajaram-se em adoração do sol e da lua (5.26 nota; 2 Rs 23. 5,11). As
declarações aqui afirmam que só ele é Deus, e o sol meramente uma de suas
criações (Gn 1.16 e notas).
a terra. Ou, a terra
de Israel, que estava para ser punida. A frase relembra diretamente a praga da
escuridão que o Senhor trouxe sobre a terra do Egito (cf. Ex 10.21,22; Sl
105.28) Aqui, novamente, o Senhor está prestes a julgar Israel com um julgamento similar ao do Egito.
pano de saco. Este
tecido rude era usado como um sinal de
lamentação, para indicar que os prazeres da vida não mais importavam ao que
lamentava (Gn 37.34; 2 Sm 3.31)
calva sobre toda a cabeça. Raspar a
cabeça era um sinal de lamentação. Era proibido na aliança (Lv 21.5; Dt 14.1),
talvez porque fosse uma prática pagã de desfiguração do corpo que desgraçava a imagem de Deus (Is
15,2,3; Ez 27.30,31). Ironicamente foi profetizado para Israel e Judá (cf. Is
3.24; Mq 1.16).
amarguras. Um termo
descrevendo a conseqüência final do pecado (2 Sm 2.26; Pv 5.4).
* 8.11 fome. . . de ouvir a palavra. Esta
maldição provém da lei da aliança Dt 32.20; Os 3.4). Assim também, no período
dos juízes, quando o pecado era abundante (Jz 21.25) , “a palavra do Senhor era
rara” (1 Sm 3.1).
* 8.12 de mar a mar. Uma frase
padrão no antigo Oriente Próximo, indicando “os confins da terra”, isto
significava literalmente “do Mediterrâneo ao Golfo Pérsico”.
* 8.13 as virgens formosas . . .os
jovens. Mesmo os jovens e robustos estarão no fim de suas forças
(cf. Is 51.20).
sede. O enfoque
é sobre a situação física extrema (cf. 4.7,8), embora a sede espiritual possa
também estar em vista (v. 11).
* 8.14 juram pelo ídolo. Ver nota
do texto. Jurar por um deus, no antigo Oriente Próximo, implicava no
reconhecimento e adoração desse deus. Os israelitas tinham ordens de jurar
somente pelo Senhor (Dt 6.13; 10.20; cf. Jr
5.7; Sf 1.5).
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sergiovalentin