*          9.1- 6              Nas outras quatro visões, Amós era um intercessor ou réu das perguntas do Senhor (7.1 - 8.3 nota; 7.7 nota). Nesta visão, contudo, Amós não tem voz ativa, mas simplesmente registra o que vê.

 

Fere. . . de todos eles. A ordem parece ser para um anjo (cf. 2 Sm 24.16; 2 Rs 19.35) destruir o templo, fazendo-o cair sobre as cabeças daqueles que estão dentro (cf. Jz 16.29,30).

 

*          9.2                   abismo. . . céu. Este par expressa poeticamente a amplitude do domínio de Deus (Sl 139.7-12; Is 7.11).

 

*          9.3                  Carmelo. Ver 1.2 e nota.

 

fundo do mar. Em contraste com a altura do Monte Carmelo. Uma vez que o Monte Carmelo estava próximo à costa de Israel, uma fuga iria levar as pessoas para dentro do mar.

 

serpente. O monstro marinho é talvez o Leviatã de Is 27.1. A soberania de Deus sobre toda a criação é poeticamente afirmada; ninguém pode escapar de sua justiça.

 

*          9.4                   cativeiro. Uma das maldições da aliança para a desobediência.

 

*          9.5,6                Esta seção constitui um título divino curto (4.13 nota), identificando o Senhor como Juiz.

 

*          9.5                  toca. . . derrete. Para expressões semelhantes do surpreendente poder do Senhor, ver Sl 46.6; 104.32; Na 1.5.

 

subirá. . . abaixará. Ver nota em 8.8.

 

*          9.6                   câmaras. Isto poderia ser interpretado como “palácio” ou “templo” (cf. Ap 11.19). A palavra hebraica significa “degraus”  ou “escadas”, como aqueles usados para entrar no templo, particularmente no templo do final dos tempos (Ez 40.6,22,26,31,34).

 

abóbada. Literalmente, “arcos”. Aqui talvez signifique o arco ou arcada do céu (Ez 24.10, nota)

 

O Senhor é o seu nome. Uma exata repetição da frase em 5.8.

 

*          9.7                   como os filhos dos etíopes. Literalmente, “como os filhos dos cusitas”, as tribos de pele escura do sul do Egito (Gn 10.6). A Israel pecadora rejeitou a aliança e não é mais privilegiada do que os etíopes.

 

Egito. . . Caftor. . . Quir. Tornando o êxodo de Israel do Egito poeticamente paralelo (e daí  implicitamente igual) a seus tratamentos com outras nações, Deus diz a Israel que ela não se tornou melhor do que os pagãos.

 

Caftor. Creta.

 

de Quir os siros. Ver nota em 1.5.

 

*          9.8                   reino pecador. Israel.

 

não destruirei de todo. Um remanescente graciosamente escolhido sobreviverá.

 

*          9.9                   sacudirei. . . entre todas as nações. O Senhor espalharia seu povo entre as nações, primeiro por meio da Assíria, que freqüentemente estabelecia  os povos conquistados em diversas partes de seu império.

 

como se sacode trigo. Figurativamente separando o trigo (os fiéis) da palha (os pecadores), a experiência do exílio servirá para purificar a nação de Israel (v. 10).

 

*          9.10                 o mal não nos alcançará. A negação do julgamento, como a negação da culpa, é característica de pecado.

 

*          9.11-15                       Amós conclui com um oráculo da restauração prometida, ordenada como segue: (a)  reconstrução (v. 11); (b) conquista (v. 12); (c)  abundância frutífera (v.13); (d) reconstrução e replantio (v. 14); segurança duradoura (9.15). Amós garante a seus leitores que, uma vez que o julgamento do exílio  tenha passado, a restauração é tão certa quanto a dispersão.

 

*          9.11                 Naquele dia. O dia do Senhor é aqui descrito como o tempo da libertação de Israel (Sf 1.7 nota).

 

tabernáculo. Ver nota de texto. A “tenda” representa a dinastia de Davi que, aos olhos do profeta, era tão boa quanto decaída. Mas o tabernáculo de Davi será reconstruído. Em Jesus, o maior Filho de Davi, a dinastia de Davi foi restabelecida (At 15.16,17).

 

*          9.12                Edom. Embora sujeito a julgamento divino (1.11,12), um remanescente de Edom será trazido sob o reinado redentor do Filho de Davi. Edom, e na realidade todas as nações, serão beneficiadas por ficarem sob o domínio do futuro Rei (Sl 2.8). Em At 15.16,17, Tiago aplica esta passagem a Deus, tomando um povo para si mesmo dentre os gentios, e incluindo-o na igreja.

 

e todas as nações. O acréscimo desta frase sugere que “o remanescente de Edom” representa os redimidos de todas as nações.

 

que são chamadas pelo meu nome. Esta frase nos diz que alguns, não todos, de cada grupo gentio, virão para debaixo do domínio do Filho de Davi. Somente aquelas que levam o nome do Senhor, entre as nações, serão incluídas. A frase (lit., “sobre quem meu nome é chamado”) indica subordinação ao Nome, e algumas vezes é usada a respeito da subordinação de Israel ao senhorio da aliança do Senhor (Dt 28.10; Jr 14.9). Amós prevê que o Senhor tomará posse do remanescente de todas as nações e reinará sobre ele numa relação de aliança  através de seu Rei messiânico (At 15.13-17)

 

*          9.13                 Uma predição de abundância, na realidade mais do que abundância, segue as profecias de desastre e desolação. A culminação da obra redentora do Senhor através do Filho de Davi é retratada em termos de ciclos infindáveis de fecundidade, que nos lembram o Éden, mas o sobrepujam. (cf. Jl 3.18).

 

*          9.14                mudarei a sorte de meu povo. Ou “trarei de volta os cativos”. Uma frase que se repete nas profecias dos julgamentos da aliança (Jr 29.14; Ez 16.53; Os 6.11).

 

reedificarão...habitarão...plantarão...beberão. Estas bênçãos revertem as maldições de futilidade anteriores (5.11, nota).

 

*          9.15                 Plantá-los-ei. O Senhor promete segurança duradoura para seu povo. A aliança de Deus com Davi tinha prometido um reinado eterno (v.11; 2 Sm 7.10). O filho maior de Davi, Jesus Cristo, garantirá as bênçãos permanentes da Israel redimida.

 

dessa terra que lhes dei.  Ver nota em Gn 13.15. A frase relembra a aliança de Deus com Abraão e seus descendentes (Gn 12. 1,7; 13.14-17; 15.18;17.8). A Terra Prometida física não é senão um tipo da vida da Nova Israel em Cristo; aponta para o futuro, para a Jerusalém celestial (Hb 11.13-16; 12.22-24). A promessa da terra da aliança encontra cumprimento final nos novos céus e nova terra (Ap 21.1 - 22.6). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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