*           4.1—5.1 Nesta única unidade o homem elogia a sulamita (4.1-15); ela retruca com um convite (4.16); e ele aceita o convite (5.1).

 

*           4.1                   monte de Gileade. Um elevado platô, a leste do rio Jordão.

 

*           4.4                   a torre de Davi. A localização dessa torre é desconhecida. Não se trata da atual torre de Davi, do lado de dentro do portão de Jafa, em Jerusalém, visto que este portão não é mais antigo do que os tempos de Herodes o Grande. O pescoço da jovem estava adornado com jóias, tal como aquela famosa torre estava adornada com escudos.

 

*           4.6                   Antes que refresque o dia. Aproximava-se o tempo em que os amados deveriam separar-se (2.17, nota).

 

monte de mirra... outeiro do incenso. O incenso, tal e qual a mirra, era uma especiaria aromática importada (cf. Mt 2.11). Apesar da linguagem exótica, a referência mais provável é à região montanhosa local, fragrante com inflorescências da primavera (cf. 1.13-17).

 

*           4.8                   Noiva minha. Essa palavra, ("esposa" no hebraico original), não foi usada literalmente, mas como um termo de afeto, em antecipação ao casamento futuro.

 

Líbano... Amana... Senir... Hermom. Todos esses locais estão na região norte mais remota da Palestina. Não devemos imaginar que a jovem habitava no cume do monte Hermom. Antes, esses nomes locativos eram símbolos do caráter inacessível da jovem que o namoro deveria vencer.

 

*           4.9                   minha irmã. Nos idiomas do Oriente Próximo e Médio, "irmã" era comumente usada pelos apaixonados como termo de carinho. Expressava uma proximidade entre pessoas que não eram membros de uma mesma família.

 

*           4.10     do que o vinho. Volta agora o cumprimento de 1.2.

 

*           4.12     Jardim fechado és tu... manancial recluso. Essas são figuras de linguagem da virgindade.

 

manancial... fonte. O seu amado anelava por ela como um viajante sedento anela por águas refrescantes (Pv 5.15-20).

 

*           4.13,14            Os teus renovos. A imagem do jardim fechado é desenvolvido mais ainda (v. 12, nota). As "plantas" aludem aos deleites antecipados do ato de amor.

 

*           4.15     poço das águas vivas. Essa linguagem exprime como o jovem gostaria que sua querida fosse: não mais uma fonte selada (v. 12 e nota). Há um convite implícito à entrega sexual.

 

*           4.16     Venha o meu amado para o seu jardim. A jovem destrancou o "jardim" de sua virgindade para o seu amado (v. 12, nota).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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