* 5.1 Já
entrei no meu jardim. O amado aceita o convite de sua amada.
minha irmã, noiva
minha. A natureza inacessível da
jovem fora finalmente vencida (4.8).
Comei e bebei... ó
amados. Aqueles que assim disseram
não são especificados, mas reverberam a linguagem usada pelo pastor nas duas
linhas anteriores ("comi", "bebi"). Comer e beber são, com
frequência, linguagem figurada para o ato do amor. A jovem sonha com o tempo em
que sua relação com seu amado não somente será consumada, mas terá a aprovação
da família e dos amigos.
* 5.2 Eu
dormia... velava. Ver notas em 3.1 e 3.2-4.
* 5.5 mirra
preciosa. A mirra, em seu estado líquido e virgem, exatamente como flui da
árvore, era uma substância rara e preciosa (cf. Êx 30.23). Não é claro, no
original hebraico, se a jovem aplicou a mirra liberalmente a si mesma, antes de
ir à porta, ou se seu amado, desapontado, deixara a mirra sobre a porta, como
sinal de seu amor. A repetição da expressão exata, no v. 13, favorece um pouco
esta última possibilidade.
* 5.6 tinha
ido embora. Neste ponto, o sonho da jovem se transforma em um pesadelo,
quando os seus temores se erguem para assustá-la. Primeiramente, houve o temor
de perder o amado.
* 5.7 Espancaram-me
e feriam-me; tiraram-me o manto. O pesadelo continuava, quando a jovem
agora sonhava que estava sendo atacada (v. 6, nota). A noiva futura tanto anela
pelo amor como teme o amor, e o sonho combina esses anelos e esses temores.
* 5.10-16 Em
reação à desvalorização implícita de seu amado, pelas filhas de Jerusalém (v.
9), a jovem o elogia em termos elaborados. A situação é paralela à de 1.5,6,
onde a jovem respondera a uma crítica implícita de sua cor, pelo mesmo grupo de
mulheres.
* 5.12 Os
seus olhos são como os das pombas. O elogio de 1.15 e 4.1 é devolvido (1.15,
nota). O contraste com "cachos... pretos como o corvo", na linha
anterior, é notável. A descrição feita pela jovem sugere que o amado dela exibe
tanto força quanto ternura.
lavados em leite. Essa figura de linguagem provavelmente refere-se ao branco
dos olhos. A descrição dos olhos, neste versículo, serve de exemplo de metáfora
mista.
* 5.13 gotejam
mirra preciosa. Lit., "gotejando mirra fluente". Ver nota no v.
5.
* 5.14 jacintos.
Não se pode determinar a pedra preciosa exata aqui mencionada. Em Êx 28.20,
o mesmo tipo de pedra é engastada em ouro, no peitoral usado pelo sumo
sacerdote.
* 5.16 Tal
é o meu amado, tal, o meu esposo. O relacionamento entre um homem e uma
mulher em Cantares, é mais amplo do que o ato do amor, embora seja central ao
mesmo. Envolve também o companheirismo.
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sergiovalentin