* 6.1 E
o buscaremos contigo. O animado elogio da jovem ao seu amado parece ter
convencido as filhas de Jerusalém de que ele era digno de ser procurado (cf.
5.9). Mas não fica claro se elas querem encontrá-lo por amor à jovem, ou por
interesse próprio.
* 6.2,3 A linguagem destes dois
versículos foi extraída das duas passagens anteriores que tratam de encontros
imaginários entre a jovem e seu amado (5.1 e 2.16). O mais provável é que ela
suspeitasse dos motivos delas (v. 1, nota), motivo pelo qual na realidade ela
tivesse rejeitado o oferecimento das filhas de Jerusalém para ajudá-la na busca
do amado dela, e tenha voltado a pensar sobre seus momentos de intimidade com
ele.
* 6.4 Tirza.
Essa cidade, que ficava a quase dez quilômetros a nordeste de Siquém, na
Palestina central, ocupava um território de grande beleza natural. Foi a
capital do reino do norte, Israel, por aproximadamente cinquenta anos, após a
morte de Salomão. Continuou sendo um local de intrigas políticas até que foi
destruída no século VII a.C. (1Rs 14.17; 15.21; 16.8-18; 2Rs 15.14-16). A
referência positiva a Tirza, neste lugar, particularmente no paralelo com
Jerusalém, dá apoio ao ponto-de-vista tradicional de que o livro de Cantares
originou-se nos dias de Salomão, antes que a hostilidade entre as tribos do
norte e do sul levasse à divisão em dois reinos distintos.
* 6.5 Gileade.
Ver nota em 4.1.
* 6.8,9 As duas referências a rainhas e
concubinas indicam que os vs. 8 e 9 devem ser analisados como um só verso. Aos
olhos de seu amado, a jovem é mais bela do que todas as mulheres do harém de
Salomão (8.11,12 e notas).
* 6.8 Sessenta...
oitenta. No seu apogeu, o harém de Salomão continha muito mais esposas e
concubinas do que isso (1Rs 11.13), e já há a sugestão de seu crescimento futuro
na expressão "virgens sem número".
concubinas. Uma concubina não era uma parceira de sexo ilícito ou
casual, mas uma esposa de situação secundária (Gn 25.6; 36.12; Jz 20.4).
* 6.9 pomba,
a minha imaculada. Em seus sonhos, a mente da jovem retorna por várias
vezes aos termos de carinho usados por seu amado (5.2).
de sua mãe, a única. O relacionamento íntimo entre a filha e sua mãe
transparece neste livro (3.11, nota), mas não há qualquer sinal de
possessividade por parte da mãe.
* 6.10 Quem
é esta. É a jovem que estava sendo elogiada aqui, provavelmente pelas
rainhas e concubinas (vs. 9).
alva do dia... lua...
sol. A jovem foi aqui descrita
quase como se fosse uma deusa.
formidável como um
exército com bandeiras. A frase é uma
repetição exata da linha final do v. 4. O elogio dado aqui é um eco do elogio
do amado da jovem, e completa a unidade (vs. 4-10).
* 6.12 O original hebraico deste
versículo é difícil. No mínimo, o versículo indica que a jovem continuava
sonhando ou fantasiando, que ela era uma princesa, e de que o seu amado era um
príncipe ou um rei. Ver nota em 3.6-11.
* 6.13 Volta.
Os oradores eram do sexo masculino, conforme é indicado pela resposta da
jovem, aqui: "Por que quereis contemplar a Sulamita...?" Esses
homens, o mais provavelmente é que eles sejam os guardas de 5.7, de quem,
presumivelmente, ela havia fugido. Essa identificação explicaria a sugestão de
sensualidade na chamada deles. Nesse caso, ela continuava sonhando. Uma
qualidade de pesadelo retorna brevemente neste versículo, para então
desaparecer, devido ao aparecimento oportuno do amado da jovem.
sulamita. Essa designação provavelmente refere-se à cidade natal da
jovem, como uma variante do nome "sunamita" (1Rs 1.3,15; 2.17-22).
Maanaim. Ver a nota textual. Maanaim era o nome de uma cidade a
leste do rio Jordão (Gn 32.2). A natureza da "dança de Maanaim" é
desconhecida, mas os verbos "contemplemos" e "contemplar"
sugerem que a honra da jovem teria sido comprometida se ela dançasse, levando seu
amado a intervir, como ele acabou intervindo.
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sergiovalentin