* 8.1 como
meu irmão. A palavra chave aqui é "como". Naturalmente, ela não
desejava que seu amado fosse seu irmão, mas somente que ela tivesse a liberdade
de beijá-lo em público e ir na companhia dele a qualquer lugar, sem atrair
comentários.
* 8.2 na
casa de minha mãe. Ver nota em 3.4.
e tu me ensinarias. O original hebraico também poderia ser traduzido por
"ela me ensinaria". E o contexto parece requerer essa última
possibilidade de tradução. O homem conduziria a mulher na arte do amor.
* 8.3 Este
versículo é idêntico a 2.6. Em ambos os casos, a jovem estava sonhando estar
nos braços de seu amado.
* 8.4 Ocorrendo
aqui pela terceira e última vez, o refrão aponta para a consumação que ainda
ocorreria (2.7; 3.5; Introdução: Características e Temas).
* 8.5 Quem
é esta que sobe do deserto. Essa frase é uma repetição exata de 3.6, que
introduz a cena de casamento no sonho da jovem (3.6-11, nota). Agora o sonho
cedeu lugar à realidade. O par feliz, casado finalmente, não mais tem que
ocultar seu relacionamento, mas podem andar em público de braços dados
(contrastar o vs. 1 e nota).
encostada ao seu
amado. Esta declaração simples
captura uma pose íntima e típica de um homem e sua mulher.
te despertei. Ou seja, "comecei a cortejar-te". O próprio
texto hebraico não deixa claro se foi a jovem ou o amado dela quem falou aqui,
e nas próximas três linhas. A tradição, conforme é indicado pelos sinais
vocálicos adicionados mais tarde, faz a jovem ter falado. O conteúdo das linhas
sugere que o homem é quem estava falando, pelo menos até o fim do v. 5. Seja
como for, a passagem indica que a consumação tivera lugar, e o casal relembra
como tudo começou.
ali. Presumivelmente, isso não se refere à
"macieira", mas ao lar dos pais dela, do qual se estavam agora aproximando.
A jovem tinha sonhado em trazer para a sua casa o seu amado (3.4; 8.2); e agora
ela faz isso, na realidade.
* 8.6 como
selo. O "selo" era um sinete feito de metal ou de pedra, e usado
pendurado em um colar, sobre o coração, ou como uma faixa para ser usada no
braço (Gn 38.18).
o amor é forte como a
morte. O amor é tão forte como a
mais poderosa e negativa experiência humana. Essa frase assinala o começo de um
breve "hino ao amor", proferido pela noiva.
o ciúme. Em paralelo com o "amor", aqui, o "ciúme"
é um zelo positivo, semelhante ao ciúme de Deus (Êx 20.5; Jo 2.17). Tal como o
amor de Deus, o amor aqui celebrado não tolera rivais.
brasas de fogo. Lit., "a chama de Yah", onde "Yah" é
uma forma abreviada do nome divino, Yahweh.
O uso dessa expressão confirma que há uma comparação implícita com o amor
divino.
* 8.8-10 O
clímax dos Cantares de Salomão fora atingido e ultrapassado (ver Introdução:
Características e Temas). Mas ainda havia espaço para algumas lembranças. Nesta
unidade, a mulher relembra quão possessivos e protetores foram seus irmãos,
quando ela ainda era jovem demais para casar-se (1.6).
* 8.8 em
que for pedida. Ou seja, pedida como noiva.
* 8.9 Se
ela for um muro. Isto é, se ela for firme em sua recusa à proposta de casamento.
A reação dos seus irmãos a essa resposta será edificar sobre esse muro uma
torre de prata, isto é, eles confirmarão a recusa dela e a honrarão por isso.
se for uma porta. Em outras palavras, se ela aceitar a proposta. Então os
seus irmãos a cercariam com "tábuas de cedro", ou seja, lhe recusarão
a permissão de ela casar-se.
* 8.10 Eu
sou um muro, e os meus seios, como as suas torres. A menina afirmou a força
de sua integridade moral, e também a sua maturidade sexual (contrastar o v. 8).
fui tida por digna de
confiança. Um completo bem-estar. No
hebraico original temos aqui a palavra shalom.
Por implicação, os Cantares de Salomão apontam para a relação do casamento
como a situação em que a paz e a realização devem ser achadas.
* 8.11 uma
vinha em Baal-Hamom. Alguns intérpretes têm considerado essa
"vinha" como uma metáfora do harém de Salomão, mas a designação de um
lugar específico sugere outra coisa. A localização de Baal-Hamom é
desconhecida.
cada um lhe trazia
pelo seu fruto. Os guardas traziam o
dinheiro apurado com a venda das uvas.
* 8.12 A expressão "a vinha que me
pertence" sugere que este versículo foi dito pela mulher. Aqui, tal como
em 1.8, o uso literal da "vinha" é seguida por um uso metafórico. A
"vinha" da jovem é o corpo dela, com sua beleza natural e rústica.
Ela contentava-se com seu tesouro para compartilhar com aquele a quem ela
amava. Salomão podia guardar a preciosidade dele.
* 8.13 companheiros.
Provavelmente os convidados à cerimônia do casamento.
faze-me, pois, também
ouvi-la. O noivo anela estar com a
sua noiva.
* 8.14 Vem
depressa, amado meu. O desejo era mútuo. Ela o convidou a vir com ela,
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sergiovalentin