*          10.1—12.13    O profeta revela uma visão final concernente ao reinado futuro de Antíoco IV Epifânio, mas olhando para além do reinado dele para outro que culmina no fim de nossa era.

 

*          10.1                 No terceiro ano de Ciro. Ou seja, em 537 a.C. Ver nota em 1.21. Os exilados repatriados retornaram à terra para reconstruir o templo (Ed 1.1-4; 3.8), mas em breve teriam que cessar, temporariamente, os seus esforços (Ed 4.24).

 

*          10.2                 pranteei. É provável que Daniel tenha pranteado por causa da lastimável condição de Jerusalém (Ne 1.4; Is 61.3,4; 64.8-12; 66.10).

 

*          10.5                 eis um homem vestido de linho. Os vs. 5 e 6 oferecem uma descrição detalhada desse anjo, que talvez seja aquele que falou ao anjo Gabriel (Dn 8.16) , ou o próprio Gabriel (9.21). Sua aparência é muito parecida com a da glória do Senhor (Ez 1.26-28; Ap 1.12-16). Quanto a outras referências aos anjos, ver Jz 13.6; Ez 9.2,3; 10.2; Lc 24.4.

 

*          10.7                 grande temor. Ver Is 6.5 e Lc 5.8.

 

*          10.12   foram ouvidas as tuas palavras. A visão e a revelação que Daniel recebeu vieram como resposta direta à suas orações.

 

*          10.13   Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu. Esse "príncipe" é um ser espiritual mau e poderoso (cf. Is 24.21; Lc 11.14-26) que afetava o governo imperial da Pérsia.

 

Miguel. "Miguel", em outras passagens das Escrituras, é retratado como comandante dos santos anjos (Jd 9; Ap 12.7; cf. 2Rs 6.15-17). Temos aqui um vislumbre das batalhas espirituais desfechadas nos "lugares celestiais", que afetam os acontecimentos na terra (cf. Ef 6.12; Ap 12.7-9). O poder dos anjos caídos é limitado por Deus, conforme fica claro em outras passagens bíblicas (Jó 1.12 e 2.6).

 

*          10.20   o príncipe dos persas. Ver nota no v. 13.

 

o príncipe da Grécia. Esse anjo afeta os negócios do reino da Grécia (v. 13, nota). Embora tanto a Pérsia quanto a Grécia governassem o povo de Deus, Daniel teria que compreender que o poder desses príncipes era limitado pelo poder de Deus.

 

*          10.21   na escritura da verdade. Essa é uma metáfora que representa o conhecimento de Deus e seu controle sobre a história inteira.

 

a não ser Miguel, vosso príncipe. O interesse de Miguel em proteger a Israel (v. 13, nota; cf. 12.1) corresponde ao interesse do mensageiro, que está diretamente preocupado com os propósitos de Deus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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