* 2.1 No segundo ano. Visto que
o sistema babilônico começou a contar o reinado de Nabucodonosor oficialmente
no começo do ano seguinte, o "segundo ano" do reinado de
Nabucodonosor poderia significar o fim dos três anos de treinamento de Daniel
(1.5). De outra sorte, os eventos aqui historiados teriam acontecido durante o
treinamento de Daniel.
passou-se-lhe o sono. Era
largamente crido, no antigo Oriente Próximo e Médio, que os deuses falavam aos
seres humanos por meio de sonhos.
* 2.2 os
magos, os encantadores. Ver nota em 1.20.
os feiticeiros e os caldeus. Os
"feiticeiros" praticavam a adivinhação ou a feitiçaria (Êx 22.18; Dt
18.10; Is 47.9,12; Jr 27.9). "Caldeus", palavra encontrada aqui,
provavelmente significa uma classe de adivinhadores e astrólogos, não sendo o
nome de um grupo étnico (conforme se vê em 1.4; 3.8; 5.30 e 9.1).
* 2.4 em
aramaico. Daqui até o fim do cap. 7 do livro, o texto foi escrito em
aramaico, e não em hebraico. Os trechos de Ed 4.8—6.18; 7.12-26 também foram
escritos em aramaico. Tem havido muita especulação sobre a razão pela qual
esses trechos foram escritos em aramaico, mas não se chegou ainda a nenhuma
conclusão comumente aceitável.
* 2.5 saber o sonho. Nabucodonosor
formulou um teste para ver se os conselheiros da corte tinham mesmo acesso ao
conhecimento oculto, conforme reivindicavam. Se eles não lhe fizessem saber o
sonho, então ele não teria confiança na interpretação deles (cf. o v. 9).
* 2.11 difícil. Os magos e
encantadores confessaram que não podiam fazer o que o rei lhes solicitara.
Somente os deuses têm tais poderes; mas os deuses, segundo eles protestaram,
não revelam tais coisas a ninguém (cf. Êx 8.18,19).
* 2.18 pedisssem misericórdia ao Deus
do céu. Daniel também percebeu que a sabedoria humana era insuficiente para
poder atender à solicitação do monarca (v. 11, nota). Somente a revelação
divina poderia prover a resposta.
* 2.20 Ver nota teológica, "A
Sabedoria e a Vontade de Deus", índice .
* 2.21 remove reis e estabelece reis. Daniel
aludiu aqui ao conteúdo do sonho de Nabucodonosor.
* 2.22 Ele revela o profundo e o
escondido. O cap. 28 do livro de Jó é um quadro cuidadosamente traçado da
sabedoria que "está encoberta aos olhos de todo vivente" (Jó 28.21) a
qual é inacessível sem a ajuda de Deus.
* 2.24 Não mates os sábios da
Babilônia. Daniel exortou o rei a mostrar-se misericordioso com os sábios
da Babilônia, apesar da incapacidade deles saberem qual o sonho de
Nabucodonosor, conforme ficara claramente demonstrado.
* 2.28 há um Deus no céu, o qual
revela mistérios. Da mesma forma que José tinha feito no Egito (Gn 40.8;
41.16), assim também Daniel atribuiu a Deus seu conhecimento sobre o sonho de
Nabucodonosor. O Deus de Daniel revelara ao jovem Daniel o que a astrologia, a
magia e as artes ocultas não tinham podido descobrir.
nos últimos dias. Essa
expressão parece variar em significado do "tempo do fim",
tecnicamente chamada "o eschaton" (Ez 38.16), até, simplesmente o
futuro em geral (Gn 49.1; Dt 4.30; 31.29).
* 2.32,33 ouro... ferro... barro. Há
uma diminuição progressiva no valor dos materiais na imagem, da cabeça para os
pés.
* 2.34 pés de ferro e de barro. Alguns
intérpretes vêem a mistura de ferro e barro, nos pés da imagem, como
representativa de uma segunda fase do quarto reino, diferente das pernas de
ferro sólido (cf. os vs. 41-43).
* 2.37-40 rei de reis... O quarto reino. Os
quatro reinos têm sido geralmente entendidos desde Josefo (século I d.C.) como
sendo os impérios da Babilônia, medo-persa, Grécia e Roma. Mas outros os
entendem como sendo os reinos da Babilônia, da Média, da Pérsia e da Grécia,
uma seqüência em consonância com o ponto de vista crítico segundo o qual o
livro foi escrito, depois dos fatos, por uma testemunha viva durante o período
da ascendêcia dos gregos, no Oriente Médio. Entretanto, os símbolos dos
animais, em Dn 7.4-7, ajustam-se, historicamente, à anterior estrutura
de um império combinado medo-persa, deixando a Grécia como o terceiro, e Roma
como o quarto reino. Dario apelou à única "lei dos medos e dos persas"
(Dn 6.12; cf. 5.28), concorda com a primeira ordem dos quatro impérios
mundiais.
* 2.43 misturar-se-ão... mas não se
ligarão um ao outro. Os elementos formadores do quarto reino não poderão
preservar sua união. Uma interpretação possível da imagem é que o ferro
representa a cultura e as leis da Roma imperial, enquanto que o barro
representa as tradições políticas e sociais divergentes das suas muitas partes
formadoras. O quarto reino, embora poderoso, será temporário.
* 2.44 nos dias destes reis. A interpretação
mais natural é que os reis são os governantes das quatro potências mundiais que
compõem a imagem que acaba de ser descrita. A outra possibilidade é que eles
são uma seqüência de diversos governantes somente do quarto reino.
um reino que não será jamais
destruído. O reino eterno será o reino de nosso Senhor Jesus Cristo (Is
9.7; Lc 1.33; Hb 1.8; Ap 11.15). Esse reino foi inaugurado e pregado por
ocasião do primeiro advento de Cristo (Mc 1.15; Mt 12.28; 24.14), mas
que só chegará à sua plenitude por ocasião do segundo advento de Cristo. Ver
"O Reino de Deus", índice.
* 2.46 o rei Nabucodonosor... se
prostrou rosto em terra perante Daniel. Em uma reversão de papéis, Daniel
foi exaltado a uma posição de honra pela intervenção do Senhor em seu favor.
Quanto à reação do rei, compare At 14.11 e Ap 22.8.
* 2.47 Deus dos deuses. A
declaração de Nabucodonosor não significa, necessariamente, que ele
tivesse reconhecido o Deus de Israel como sendo o único Deus. A sua exclamação
reconheceu tão-somente que o Deus de Israel é superior aos outros deuses.
o Senhor dos reis. Nabucodonosor
reconheceu aqui que o Deus de Israel é o Deus supremo sobre os governantes e os
reinos humanos. Esse é o tema unificador de Dn 1—6 (Introdução: Características
e Temas).
* 2.48 de toda a província da
Babilônia. O império da Babilônia estava dividido em províncias. Daniel
foi nomeado governante (cf. 3.2) da província onde estava a capital do império.
José e Mordecai também foram elevados,
como judeus, ao poder político em uma terra estrangeira. Ver Gn
41.37-44 (José) e Et 8.1,2 (Mordecai).
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