*          3.1                   uma imagem de ouro. Embora as proporções da largura pudessem sugerir um obelisco, e não uma estátua, o monumento é chamado de "imagem". Provavelmente, tratava-se de uma figura em pé sobre um pedestal. Provavelmente, era banhado a ouro, pois a imagem se parecia muito com aquela descrita em Is 40.19; 41.7; Jr 10.3-9.

 

no campo de Dura. Provavelmente a 10 km ao sul da cidade da Babilônia.

 

*          3.2                   sátrapas... oficiais. Não são conhecidas as responsabilidades precisas desses diferentes oficiais. Cinco dos sete termos são de origem persa, o que parece indicar que Daniel não terminou de escrever o relato senão depois do começo do governo persa, que se deu em 539 a.C.

 

*          3.5                   o som da trombeta... do saltério. Dentre os seis vocábulos usados para indicar instrumentos musicais, os três traduzidos aqui por "harpa", "saltério" e "gaita de foles" foram tomados por empréstimo dos gregos. Isso não é de surpreender, visto que a troca internacional de músicos e instrumentos musicais, nas cortes reais, era um costume de longa data. A presença desses três termos gregos não estabelece que a narrativa tivesse sido escrita após o tempo de Alexandre o Grande, conforme tem sido, algumas vezes, argumentado.

 

*          3.6                   lançado na fornalha de fogo ardente. Fornalhas eram usadas na Babilônia para cozer tijolos (Gn 11.3). Mas execuções na fornalha não eram incomuns (Jr 29.22; cf. Heródoto 1.86; 4.69; 2Macabeus 7).

 

*          3.8                   caldeus. Ver 2.2 e nota; aqui, "caldeus" provavelmente indica a questão da nacionalidade. Os informantes tinham preconceitos contra os judeus (v. 12; cf. Et 3.5,6), provavelmente porque tinham inveja da posição privilegiada dos judeus.

 

*          3.12                 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Ver nota em Dn 1.7. Ou Daniel não estava presente ou foi isentado, por causa de sua elevada posição, de ter que demonstrar a sua lealdade (2.48,49).

 

*          3.15                 quem é o deus. Da perspectiva politeísta de Nabucodonosor, não havia deus capaz de tal livramento. Sem sabê-lo, Nabucodonosor desafiou o poder do Deus de Israel.

 

*          3.17,18            Se... quer livrar-nos... Se não... Estes versículos expressam o tema central deste capítulo. A idéia não é que Deus sempre protegerá o seu povo dos danos físicos (Is 43.1,2). Ele pode fazer isso, e, sem dúvida, é capaz de tanto. A idéia central é que o povo de Deus devia ser obediente a ele, sem importar quais as conseqüências.

 

*          3.25                 um filho dos deuses. Como Nabucodonosor reconheceu a quarta pessoa na fornalha, como um ser divino, não ficou explicado (v. 28, nota). Talvez a aparição miraculosa foi, por si mesma, suficiente para que o rei tivesse chegado a essa conclusão.

 

*          3.26                 Deus Altíssimo. Esse é um título que exprime a autoridade universal de Deus. Tal como no v. 29 em 2.47, tal confissão, nos lábios de um pagão, não era o reconhecimento que o Senhor de Daniel era o único Deus, mas tão-somente que ele era supremo sobre todos os deuses (4.2,17,34). Para um judeu, porém, isso significa que só existe um Deus (4.24-32; 5.18,21; 7.18-27).

 

*          3.28                 anjo. O "Anjo" pode ser identificado com o Anjo do Senhor (Gn 16.7). Nesse caso, teria sido uma manifestação visível do próprio Deus (Êx 3.2). Deus prometeu a sua presença, quando Israel passasse pelo fogo (Is 43.1-3).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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