* 4.1 O rei Nabucodonosor. Esse
incidente final, no livro de Daniel, associado com Nabucodonosor deve ser
colocado perto do fim do seu reinado de quarenta e três anos, quando seus
projetos de construção estavam terminados e o seu poder estava no auge (cf. vs.
4, 30). Ele representa o mais poderoso reino da terra (vs. 10-12, nota) em
oposição ao governo do Deus Altíssimo. Os registros babilônicos de longos
períodos de ausência e de atos blasfemos por parte do rei Nabonido (governou
entre 556 e 539 a.C.; 5.1, nota) assemelha-se, de algumas maneiras, à narrativa
de Daniel sobre Nabucodonosor. Uma outra composição escrita, chamada
"Oração de Nabonido", foi descoberta entre os Papiros do Mar Morto,
(documentos escondidos antes do ano 70 d.C. por uma comunidade judaica em
Qumran e encontrados em 1947). Essa "oração" também é semelhante
àquilo que Daniel disse sobre Nabucodonosor. Nabonido foi separado da sociedade
por um período de sete anos, tendo sido restaurado com a ajuda de um exilado
judeu após a confissão de seus pecados. Entretanto, a sua aflição é descrita
como uma forma de enfermidade da pele, e não como um distúrbio mental.
* 4.2 Deus, o Altíssimo. Ver
notas em 2.47; 3.26.
* 4.3 Quão grandes. A confissão
de Nabucodonosor, neste versículo e nos vs. 34 e 35 comunica o tema central do
livro de Daniel, a saber, a absoluta soberania do Deus de Israel.
* 4.6,7 Ver notas em 1.20 e 2.2.
* 4.8 Beltessazar. Ver nota em
1.7.
o espírito dos deuses. O Espírito
Santo era o autor imediato do extraordinário poder de Daniel para conhecer e
interpretar segredos (2.19, nota). As palavras de Nabucodonosor concordam com
isso, embora ele pudesse estar pensando em um outro deus conhecido por ele, e
não no Deus de Daniel.
* 4.10-12 Uma árvore. Ver Ez 31 quanto a
uma extensa descrição da Assíria que usa a figura de uma árvore. Um simbolismo
imaginário é usado tanto com relação a indivíduos justos quanto indivíduos
ímpios, e também sobre nações (Sl 1.3; 37.35; 52.8; 92.12; Jr 11.16,17 e 17.8).
* 4.11 a sua altura chegava até ao
céu. A palavra "céus" é um vocábulo chave neste capítulo. Embora
o reino de Nabucodonosor chegasse em sua altura, da terra ao céu, os céus
condenavam o seu orgulho, relembrando-lhe que sua autoridade e até sua sanidade
mental eram dádivas de Deus.
* 4.13 vigilante. Um nome usado
somente aqui no Antigo Testamento para indicar um anjo.
* 4.16 e lhe seja dado coração de
animal. O distúrbio mental mediante o qual uma pessoa se imagina um animal
é chamado de "zoantropia" (um nome composto das palavras gregas que
significam "animal" e "homem").
passem sobre ela sete tempos. Isso
significa sete períodos de duração não-especificada (cf. vs. 23 e 25) como
estações, anos ou meses.
* 4.22 és tu, ó rei. Com essa
declaração, mais ou menos como Natã fizera com Davi (2Sm 12.7), Daniel aplicou
o sonho a Nabucodonosor.
* 4.25 a tua morada será com os
animais do campo. Com detalhes nítidos, Daniel explicou como a mente de
Nabucodonosor entraria em colapso. Ele seria privado de seu trono, e perderia a
sua dignidade de ser humano, criado para controlar os animais, e não para
imitá-los.
o Altíssimo tem domínio. O propósito
da humilhação de Nabucodonosor era o de compelí-lo a reconhecer a soberania de
Deus.
* 4.26 o teu reino tornará a ser teu. A
Nabucodonosor foi prometido que a despeito da severidade e a duração de sua
enfermidade, ele recuperaria o trono, quando reconhecesse a soberania de Deus.
que o céu domina. Ver
referência lateral. Essa é a primeira vez nas Escrituras onde a palavra
"céu" é usada como substituição para "Deus" (4.37). Cf. Mt
5.3 com Lc 6.20.
* 4.34,35,37 Embora Nabucodonosor confesse a
soberania de Deus, ele não confessa a crença que o Deus de Israel é o único
Deus. Ver nota teológica, "Deus Reina: A Soberania Divina", índice .
* 4.37 Rei do céu. Esse título
ímpar sintetiza o tema do capítulo: o governo divino, exercido do céu (vs. 3,26
e notas).
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