* 6.1 Dario. Ver nota em
5.31. Dario, o medo, não aparece nos informes históricos fora das
Escrituras, e também não há intervalo de tempo entre Belsazar e Nabonido
(5.1, nota) e a ascensão ao trono de Ciro, da Pérsia. Os estudiosos têm
sugerido que "Dario, o medo" pode ter sido: um nome oficial para
Ciro, o fundador do império persa (v. 28, nota); um título; ou uma designação
de Gobrias, um general que foi infiel a Nabucodonosor e se bandeou para Ciro,
posteriormente capturando a cidade da Babilônia. Ciro fez de Gobrias o
governador dos territórios que os persas tomaram dos babilônios.
* 6.3 nele havia um espírito
excelente. Ver 1.17; 4.8 e 5.12.
* 6.5 lei do seu Deus. Os
adversários de Daniel sem querer, afirmaram não somente a sua integridade moral,
mas também a natureza visível de sua piedade e dedicação ao Deus de Israel.
* 6.7 concordaram. A inverdade
dessa declaração era que Daniel também tinha concordado com a proposta. Esses
oficiais mostraram-se hipócritas em sua aparente lealdade a Dario. O esquema
deles foi a tentativa de manipular o imperador, visando o próprio desígnio
deles.
... qualquer deus... e não a ti. A proposta
pareceria a Dario como uma proposta mais política do que religiosa,
servindo para consolidar a sua autoridade sobre territórios recém-conquistados.
* 6.8 segundo a lei dos medos e dos
persas. A imutabilidade da lei desses povos irmãos também é confirmada nos
escritos extra-bíblicos. O efeito do decreto era criar um conflito, para
Daniel, entre a lealdade a Deus e a obediência ao governo humano.
* 6.10 punha de joelhos. Ficar em pé
pode ter sido uma postura regular em oração (1Cr 23.30; Ne 9.2-5), enquanto que
a posição de orar de joelhos era reservada para circunstâncias de solenidade
específica (1Rs 8.54; Ed 9.5; Sl 95.6; Lc 22.41; At 7.60 e 9.40), por ser um
sinal de humildade.
como costumava fazer. É evidente
que os hábitos de oração de Daniel tinham-se tornado públicos.
* 6.13 dos exilados de Judá. Essa
identificação étnica de Daniel talvez indique preconceitos contra os judeus,
por parte dos outros oficiais de Dario (3.8).
* 6.14 determinou consigo mesmo livrar
a Daniel. Dario percebeu imediatamente que ele havia se tornado uma vítima
das intrigas de seus próprios oficiais que queriam que Daniel caísse em uma
armadilha. A lealdade de Dario a Daniel permaneceu inabalável.
* 6.16 O teu Deus... que ele te livre.
Contra sua própria vontade, Dario foi forçado a submeter-se ao decreto. Não
obstante, ele confiava que o Deus de Daniel interviria em favor de seu servo
fiel.
* 6.17 selou-a o rei com o seu próprio
anel. Anéis de selar e cilindros de selar eram usados pelos
assírios, babilônios e persas. O cilindro de selar era pressionado sobre a
argila ainda mole, para deixar nela a marca do proprietário do selo. Romper
esses selos era uma violação da lei.
* 6.22 O meu Deus enviou o seu anjo. Possivelmente,
embora isso não se faça necessário no contexto, temos aqui uma menção ao Anjo
do Senhor. Ver nota em 3.28.
* 6.23 o rei... mandou. Dario
podia mandar tirar a Daniel da cova, sem violar o decreto, visto que as
exigências da lei se tinham cumprido.
* 6.26 um decreto. Cf. 2.47;
3.28,29; 4.2,3,34-37; 5.18-29. Tal como nas narrativas anteriores, Deus exibiu
a sua soberania mediante o controle sobre a natureza e a história, sobre os
reinos e os reis. O decreto é um testemunho eloqüente ao "Deus vivo"
e seu reino indestrutível. Esse é um reconhecimento oficial ao Deus de Daniel,
embora não reflita necessariamente a fé salvífica por parte de Dario.
* 6.28 Daniel, pois, prosperou. Embora
o governo imperial tenha trocado de mãos, o favor de Deus sustentou a Daniel e
deu prosseguimento à sua autoridade.
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