* 7.1 No primeiro ano de Belsazar. Ver
nota em 5.1. A administração de Belsazar, sob Nabonido, pode ter começado ao
mesmo tempo em que seu pai subiu ao trono (556 a.C.), ou alguns poucos anos
depois. Em ambos os casos as visões dos caps. 7 e 8 aconteceram
cronologicamente entre os caps. 4 e 5.
* 7.2 mar Grande. O mar é uma figura comum
para o tumulto agitado e perigoso de homens e nações pecaminosas (ver o v. 17;
cf. Is 17.12,13 e 57.20).
* 7.3 Quatro animais, grandes. Esses
quatro "animais" representam quatro reinos (vs. 17,23), correspondendo
de perto com os quatro reinos do sonho de Nabucodonosor, no segundo capítulo do
livro de Daniel. Quanto à identificação dos quatro reinos, ver nota em Dn
2.37-40 e Introdução: Data e Ocasião.
* 7.4 como leão. O
"leão", com "asas de águia", era um símbolo
apropriado do império babilônico (cf. Jr 50.44; Ez 17.3,12). Leões alados com
rostos humanos eram comuns na arte dos babilônios e eram colocados à entrada de
importantes edifícios públicos.
foram-lhe arrancadas as asas. Talvez essa
seja uma referência à humilhação de Nabucodonosor e à sua restauração à saúde,
após um período de sete anos de insanidade (cap.4).
* 7.5 o segundo animal, semelhante
a um urso. O reino medo-persa é simbolizado aqui por um animal dotado de um
apetite voraz. O lado levantado pode representar a posição superior da Pérsia,
e as "três costelas" provavelmente representa as conquistas persas da
Lídia (546 a.C.), da Babilônia (539 a.C.) e do Egito (525 a.C.). Ver nota em
8.3.
* 7.6 outro, semelhante a um
leopardo. O império grego é simbolizado pelo "leopardo",
conhecido pela sua velocidade no ataque. Alexandre o Grande (356—323 a.C.)
conquistou o império persa com grande rapidez. Alexandre morreu de repente, com
a idade de trinta e três anos, e o império que ele estabeleceu foi dividido em
quatro partes (a Macedônia ficou com Cassandro; a Trácia e a Ásia Menor, com
Lisímaco; a Síria, com Seleuco; e o Egito, com Ptolomeu).
* 7.7 o quarto animal. Esse
animal, que não é identificado, representa "Roma", o reino que,
finalmente, assimilou as várias divisões do reino grego dividido.
tinha dez chifres. Os
"dez chifres" simbolizam dez reis ou reinos associados com o império
romano (v. 24). Alguns intérpretes têm sugerido que uma segunda fase do
quarto reino, um império romano reavivado deve ser esperado, do qual procederão
os dez chifres, ou todos ao mesmo tempo, ou um depois do outro (2.44,
nota; cf. Ap 13.1-10; 17.3,12).
* 7.8 outro pequeno. Os dez
chifres aparecem antes do "pequeno chifre", que
arrancará três dos dez, simbolizando outra face do quarto reino. Muitos
intérpretes têm sugerido que o "pequeno chifre" representa o
"anticristo" (2Ts 2.3,4,8). Essa seria a primeira referência ao
anticristo nas Escrituras.
* 7.9 o Ancião de dias se assentou.
O título "Ancião de dias" ocorre na Bíblia somente neste
capítulo (vs. 13 e 22). Trata-se de uma designação de Deus no seu trono de
julgamento.
o seu trono... suas rodas. A descrição
do trono de Deus assemelha-se ao que Ezequiel viu em sua visão sobre o trono
com rodas de Deus (Ez 1.15-28).
* 7.11,12 Um contraste é traçado entre
a completa destruição do quarto reino e uma certa medida de continuação
concedida aos três reinos anteriores, quando seu povo e seus costumes forem
absorvidos nos reinos sucessivos.
* 7.13 um como o Filho do homem. O
original aramaico para "Filho do homem" significaria "um ser
humano", em contraste com os "animais" anteriores. O equivalente
é usado para indicar Daniel, em Dn 8.17, e por muitas vezes para indicar o
contemporâneo de Daniel, Ezequiel (p.ex., Ez 2.1,3,6). Porém, em contraste com
os "animais" que desgovernarão a terra, o Filho do homem governará a
terra conforme Deus pretendeu que fosse, antes da queda da humanidade no pecado
(Gn 1.26-28; Sl 8.4-6). A expressão "Filho do homem" é usada por sessenta
e nove vezes nos evangelhos sinóticos e por doze vezes no evangelho de João
para referir-se a Cristo. Esse é o título que Jesus usou com maior frequência
para indicar a si mesmo.
vinha com as nuvens do céu. Em outras
porções do Antigo Testamento, somente Deus Pai aparece entre nuvens (Sl 104.3;
Is 19.1). De acordo com esse princípio, o "Filho do homem" é
originário do céu e virá por iniciativa divina.
* 7.14 os povos... o servissem. O
"Filho do homem" é Cristo, o Messias. Jesus aplicou essa passagem à
sua pessoa, e ao fazê-lo, isso levou os líderes religiosos de Israel, em seus
dias, a acusá-lo de blasfêmia (Mt 26.64,65; Mc 14.62-64).
domínio eterno. Ele recebe
a soberania de Deus e exerce o governo simbolizado pela pedra que caiu do céu,
dentro do sonho de Nabucodonosor (Dn 2.34,35,44 e 45).
* 7.18 os santos do Altíssimo. Ver os vs.
21, 22, 25, 27. Os "santos" não eram anjos, mas homens e mulheres
crentes em Deus, que compartilharão do reino de Cristo (Mt 19.28; 1Co 6.1-3;
1Tm 2.12 e Ap 22.5).
* 7.21 este chifre fazia guerra contra
os santos. Daniel nos presta mais algumas informações sobre a
hostilidade do pequeno chifre, que talvez seja o anticristo (v. 8), contra o
povo de Deus (cf. Ap 13.7).
* 7.22 até que veio o Ancião de dias. Embora
o anticristo prevalecerá, durante algum tempo, contra o povo de Deus, no fim,
ele cairá sob o julgamento divino (Zc 14.1-4; Ap 13.7-17 e 19.20).
* 7.25 por um tempo, dois tempos e
metade dum tempo. A palavra "tempo" é o mesmo vocábulo usado em
4.16 e 4.23, e, tal como ali, pode significar "um ano". Alguns
interpretam este versículo como uma indicação da segunda metade da septuagésima
semana do nono capítulo (ver 9.27). Outros estudiosos não atribuem uma duração
específica à expressão, mas consideram-na um período de tempo que é abreviado
por causa da intervenção de Deus.
* 7.27 santos do Altíssimo. Ver
nota no v. 18.
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