* 3.1 Paulo inicia uma oração para que os seus
leitores gentílicos sejam cheios da presença de Cristo e aptos para apreenderem
a verdade sobre o amor e poder do seu Redentor (vs. 14-21). Paulo faz uma
digressão para explicar a natureza de seu ministério e de sua visão em relação
à união dos judeus e gentios em Cristo (vs. 2.13).
prisioneiro.
Paulo está sujeito à prisão domiciliar em Roma (At 28.16,30).
* 3.3 conforme escrevi há pouco, resumidamente. Ver 1.9, 10.
* 3.5 como, agora, foi revelado. O silêncio do Antigo Testamento sobre o
mistério de Paulo — a união de judeus e gentios na igreja (v. 6) — não foi
absoluto mas relativo. Foi previsto
pelos profetas ("Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de
minhas mãos, e Israel, minha herança." Is 19.25). Se a idéia tivesse sido completamente
desconhecida no Antigo Testamento, Paulo não poderia ter dito, como disse em Rm
4, que o pacto abraâmico compreendia todos os que fossem da fé que teve Abraão,
inclusive os gentios. Paulo disse a
Agripa que a sua proclamação de luz para judeus e gentios, indistintamete, não
ultrapassava o que havia sido prometido por Moisés e os profetas (At 26.22,
23).
* 3.6 que os gentios são co-herdeiros. Embora o Antigo Testamento ofereça vislumbres
ocasionais de uma raça humana unificada, é somente à luz do sacrifício de
Cristo que o plano de Deus se torna claro: em um único e grandioso ato, Deus
removeu a inimizade entre ele mesmo e a humanidade, bem como eliminou as
divisões que fraccionavam a humanidade (2.14-18). Paulo já havia refletido sobre o modo
extraordinário como Deus incluiu os gentios em seu povo: contra as leis da
agricultura, os gentios foram um ramo bravo enxertado em árvore cultivada (Rm
11.11-24).
* 3.8 Observe o desenvolvimento da descrição que
Paulo faz de si mesmo, comparando a progressão entre 1Co 15.9; Ef 3.8 e 1Tm
1.15,16.
* 3.10 principados... nos lugares celestiais. Paulo já mencionou “o príncipe da potestade
do ar” (2.2) e voltará a falar da batalha que os cristãos travam contra os seus
inimigos espirituais no universo (6.10-17). Convém lembrar aqui a recente
controvérsia de Paulo com os falsos mestres em Colossos. Em sua carta àquela
igreja, havia afirmado que Jesus é Senhor de todas as coisas, inclusive do
mundo espiritual, e, ainda, que é somente em Jesus que reconciliam-se os céus e
a terra (Cl 1.15-20; 2.8-23). Em conseqüência, o estabelecimento da paz entre
judeus e gentios na Igreja é um sinal a todos os poderes no universo. Para o
apóstolo, não há divisão mais profunda na raça humana do que a existente entre
judeu e gentio. O fato de que podiam estar unidos um ao outro em Cristo
demonstra a profunda sabedoria de Deus (Is 55.8,9; 1Co 2.6-10) e prova
inclusive aos poderes sobrenaturais que Jesus é Senhor do universo (1.20-23).
* 3.14 me ponho de joelhos. Os judeus normalmente colocavam-se em pé para
orar (Mt 6.5; Lc 18.11,13). Ajoelhar-se
parece ter sido uma expressão de humildade e urgência (Ed 9.5; Lc 22.41; At
7.59,60). Esse versículo retoma a oração que Paulo havia iniciado no v. 1
(nota).
* 3.15 toda família... no céu. Ou, “cada família”. A literatura judaica
intertestamental e rabínica contém referências a famílias de anjos.
* 3.16 homem interior. Essa expressão integra o mais elaborado
vocabulário de Paulo sobre a obra do Espírito Santo dentro dos indivíduos (2Co
5.17). Efésios, em grande parte, trata da identidade corporativa dos cristãos
(p.ex., 4.3-6,12-16). Mas Cristo habita também nos corações das pessoas. O
cristianismo não é uma confissão coletiva à exclusão da experiência individual
nem uma piedade particular sem visão corporativa.
* 3.18 a largura, e o comprimento, e a altura, e a
profundidade. Essas medidas de
espaço lembram a metáfora do templo em 2.21.
Como as “pedras vivas” (1Pe 2.5) são unidas em amor, a habitação de Deus
cresce e é preenchida com o próprio Cristo.
Deus usa o amor entre “todos os santos” — judeus e gentios, sem
distinção — para construir um todo que é maior do que as respectivas partes. A linguagem espacial exalta o amor de Cristo
para com o seu povo — um amor que é inclusivo, inesgotável e auto-sacrificial.
* 3.20 o seu poder que opera em nós. Ver
1.19-23; 2.5,6. A primeira parte da carta culmina com a consideração de Paulo
sobre o poder infinito de Deus, que conduz o seu plano gracioso (2.7) e
onisciente (v. 10) para a reconciliação da raça humana.
* 3.21 glória. Paulo dá glórias a Deus pelo poder que Deus
tem dado à igreja.
na Igreja e em Cristo Jesus. Paulo recorre, nessa carta, a diversas
metáforas para descrever o relacionamento mútuo entre a Igreja e Cristo: o
corpo e a cabeça (1.22,23), o reconciliado e o reconciliador (2.14-18; 4.3), e
a noiva e seu noivo (5.22,33).
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sergiovalentin