1-18
1 Tudo é vaidade 1-3
1:1 Palavra do Pregador, filho de Davi, rei de
Jerusalém:
1:2 Vaidade de vaidades, diz o Pregador;
vaidade de vaidades, tudo é vaidade.
1:3 Que proveito tem o homem de todo o seu
trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?
4-11 A eterna mesmice
1:4 Geração vai e geração vem; mas a terra
permanece para sempre.
1:5 Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta
ao seu lugar, onde nasce de novo.
1:6 O vento vai para o sul e faz o seu giro
para o norte; volve-se, e revolve-se, na sua carreira, e retorna aos seus
circuitos.
1:7 Todos os rios correm para o mar, e o mar
não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr.
1:8 Todas as coisas são canseiras tais, que
ninguém as pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem se enchem os
ouvidos de ouvir.
1:9 O que foi é o que há de ser; e o que se
fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.
1:10 Há alguma coisa de que se possa dizer:
Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.
1:11 Já não há lembrança das coisas que
precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão
de vir depois delas.
12-18 A experiência do pregador
1:12 Eu, o Pregador, venho sendo rei de
Israel, em Jerusalém.
1:13 Apliquei o coração a esquadrinhar e a
informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho
trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir.
1:14 Atentei para todas as obras que se fazem
debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.
1:15 Aquilo que é torto não se pode
endireitar; e o que falta não se pode calcular.
1:16 Disse comigo: eis que me engrandeci e
sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com
efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do
conhecimento.
1:17 Apliquei o coração a conhecer a sabedoria
e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é
correr atrás do vento.
1:18 Porque na muita sabedoria há muito
enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.
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sergiovalentin