* 2.1-70 A
lista dos exilados que retornaram talvez não pareça teologicamente importante,
mas a repetição da mesma lista, com algumas variações, em Ne 7, sugere outra
coisa. Em primeiro lugar, o Senhor conhece pessoalmente o seu povo. O
relacionamento pactual entre o Senhor e o seu povo é um laço de amizade íntima.
Em segundo lugar, pessoas comuns são vitais para a realização do plano divino
da redenção (Introdução: Características e Temas). Não somente os líderes
religiosos e políticos são importantes na reconstrução da casa de Deus, mas
também o é o povo comum. De fato, "o restante do povo" contribuiu
mais para a reconstrução do que fizeram os "cabeças das famílias" ou
o governador (Ne 7.70-72). Em terceiro lugar, a numeração assemelha-se àquelas
que se encontram em Números e em Josué (Nm 1.26; Js 18; 19). Assim como o
Senhor formou a comunidade do pacto depois do êxodo do Egito, assim também ele
a recria, após o retorno da Babilônia.
* 2.2 Zorobabel. Um
descendente de Davi e neto de Jeoaquim; ele foi o líder responsável pelo
lançamento dos alicerces do templo (3.8-10).
Jesua. Ele era o sumo sacerdote na época da
restauração (Ag 1.1; Zc 3.1).
Neemias. Não aquele Neemias que, posteriormente,
supervisionou a reconstrução das muralhas de Jerusalém.
Mordecai. Não o mesmo Mordecai que era primo de
Ester.
* 2.2-35 O primeiro grupo a ser alistado era
composto de leigos. A lista divide-se em duas partes: parte um (vs. 3-20) dá os
nomes de família dos que retornaram; e parte dois (vs. 21-35) alista as suas
cidades. Os leigos são mencionados antes do clero, em consonância com a ênfase,
em Esdras e Neemias, sobre a relevância do povo comum na reconstrução do reino
(2.1-70, nota).
* 2.36-58 Os grupos seguintes estavam
oficialmente associados ao culto no templo: os sacerdotes (vs. 36-39), os
levitas (v. 40), os cantores (v. 41), os porteiros (v. 42), os servidores do
templo ("nethinim", vs. 43-54), e os servos de Salomão (vs.
55-57). Os servos de Salomão provavelmente serviam no templo, visto que são
contados juntamente com os servidores do templo, no v. 58.
* 2.59-63 O grupo final dos que retornaram
compunha-se daqueles que não puderam provar que eram israelitas. Novamente, os
leigos são alistados em primeiro lugar (v. 60), e então os sacerdotes (v. 61).
* 2.62 foram tidos por imundos. Um homem
tinha que descender de Arão a fim de ser um sacerdote (Êx 29.44; Nm 3.3).
* 2.63 coisas sagradas. Somente um
sacerdote ou um membro de sua casa podia comer das porções dos sacrifícios
distribuídas aos sacerdotes (Lv 22.10).
Urim e Tumim. Um
artifício na tomada de decisões (Êx 28.30), necessário nesse caso para
determinar a linhagem desses sacerdotes.
* 2.64 quarenta e dois mil trezentos e sessenta.
Temos aqui o mesmo total que se vê em Ne 7.66. A soma das cifras na lista de
Esdras, porém, é de apenas 29.818, ao passo que a soma da lista, em Ne 7, é de
31.089. Certos grupos podem ter sido contados sem terem sido alistados, ou um
erro pode ter ocorrido em manuscritos copiados.
* 2.66 voluntárias ofertas. O primeiro
templo também foi construído com ofertas voluntárias (1Cr 29.1-9), e não
mediante os dízimos. O princípio das doações voluntárias, acima dos dízimos, e
de acordo com a capacidade de cada um, continua em operação na construção do
reino, sob a Nova Aliança (2Co 8.11).
* 2.70 Este versículo final encerra a seção
ecoando o v. 1. No v. 1 eles "subiram" e "voltaram"; e
neste v. 70 eles "habitaram nas suas cidades". O Senhor tinha feito
voltar o povo da promessa à Terra Prometida.
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