*          3.1—6.22        O povo reconstruiu o altar, reiniciou os sacrifícios (3.1-6) e então reconstruiu o próprio templo (3.7—6.22). Impelidos pelos profetas Ageu e Zacarias (5.1,2), e abençoados por Deus (5.5), eles obtiveram sucesso, apesar da oposição dos povos que residiam ao redor deles (cap. 4), bem como do governador do Trans-Eufrates, "daquém do Eufrates" (5.3—6.12).

 

*          3.1                   o sétimo mês. Este era o mês de Tisri (setembro-outubro), o mês da Festa dos Tabernáculos (Lv 23.33-44). O desejo de celebrar essa festa (3.4), sem dúvida proveu o estímulo necessário para a reconstrução do altar.

 

*          3.2                   holocaustos. Os holocaustos eram os sacrifícios primários (Lv 1), mas também havia outras ofertas (v. 5). Os holocaustos eram a base contínua sobre a qual um povo pecaminoso podia viver na presença de um Deus santo (Êx 29.42), pois prenunciava o futuro sacrifício de Cristo, como o sacrifício final que leva os pecadores à presença de Deus (Hb 10.19,20).

 

como está escrito. A palavra escrita era um instrumento poderoso usado por Deus para cumprir o seu plano redentor.

 

*          3.3                   ainda que estavam sob o terror. Eles tiveram a coragem de erigir o altar e lançar os alicerces do templo. Mas a coragem deles em breve seria submetida a teste (4.4,5), e o trabalho pararia (4.24).

 

*          3.4-6    Não somente foi celebrada a Festa dos Tabernáculos, mas o sistema sacrifical inteiro foi posto em movimento, porquanto os sacrifícios eram uma parte da manutenção do relacionamento segundo a aliança (Hb 9.22). Tão importantes eram os sacrifícios que foram iniciados antes que o próprio templo terminasse.

 

*          3.7                   Provisões foram feitas para se começar imediatamente a reconstrução do templo. A linguagem do v. 7 relembra os materiais reunidos para o templo de Salomão (1Cr 22.2-4; 2Cr 2.8-16).

 

*          3.8                   No segundo ano. 536 a.C.

 

no segundo mês. Esse era o mês de Ziv (ou Iyar, abril-maio), a mesma época do ano em que Salomão começara a construção do templo original (2Cr 3.2).

 

para a superintenderem. Essa frase é virtualmente idêntica à linguagem usada acerca do templo de Salomão (1Cr 23.4).

 

*          3.10     Quando os edificadores lançaram os alicerces. O foco da narrativa é a reação popular, e não a mecânica da construção. Se a devolução dos artigos do templo encorajaram os espíritos do povo (1.9-11, nota), muito mais o fez o lançamento dos alicerces, pois este confirmou a sua fé em Deus, o qual havia prometido a restauração após o exílio (Dt 30.1-5). A expressão de louvores deles ecoa com exatidão a dedicação do templo de Salomão (2Cr 5.13).

 

*          3.12     Porém muitos... choraram. As lágrimas dos membros mais idosos da comunidade não eram lágrimas de alegria, mas de desapontamento, por causa do contraste entre esse pequeno começo (cf. Zc 4.10) e o esplendor do templo de Salomão. Desapontamentos similares seriam, posteriormente, repreendidos (Ag 2.1-5), mas pelo momento a alegria do Senhor era a força de muitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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