* 8.1-14 Nem todos os exilados retornaram em
resposta ao decreto de Ciro, em 538 a.C. Um segundo grupo, significativamente
menor, retornou com Esdras cerca de oitenta anos após o primeiro retorno.
* 8.15 nenhum dos filhos de Levi. Esdras
queria mais levitas para servirem no templo (v. 17), e, talvez, para ajudarem
nos sacrifícios mencionados no v. 35. Talvez ele também quisesse levitas para
fazerem parte da caravana para a Terra Prometida, tal como tinham feito ao
tempo do Êxodo do Egito, e no primeiro retorno da Babilônia (1.2, nota).
* 8.16 enviei. Esdras selecionou um grupo
de homens influentes para persuadir alguns levitas a retornarem em sua
companhia.
* 8.17 chefe em Casifia. A
localização desse lugar não é certa, mas poderia ser Ctesifonte, no rio Tigre,
ao norte de Babilônia. Visto que antes (Dt 12.5; Jr 7.2,3) e depois "o
lugar" se refere a algum lugar santo, parece que Casifia era o local de um
santuário. Havia um santuário judaico em Elefantina, no Egito, nesse mesmo tempo.
Os levitas estariam concentrados em tal santuário, o que explica por que Esdras
enviou a delegação a Casifia. Ido seria o líder nesse santuário.
* 8.18-20 a boa mão de Deus. Esdras não
se cansava de atribuir o seu sucesso ao controle providencial de Deus (7.6,
nota). Trinta e oito levitas foram persuadidos a retornar, juntamente com três
líderes levíticos importantes e duzentos e vinte servos do templo
("Nethinim"). Tal como o Senhor tinha impelido os espíritos de Ciro
(1.1) e dos primeiros judeus que regressaram (1.5), e de Artaxerxes (7.27),
assim também ele impeliu aqueles levitas a aceitarem a chamada de Esdras.
* 8.21 um jejum. O jejum é um aspecto de
"nos humilharmos" com o propósito de pedir alguma coisa da parte de
Deus (2Cr 20.3).
pedirmos jornada feliz. Segurança
contra os bandidos, entre outros perigos, está aqui em vista (v. 31).
* 8.22 tive vergonha. Esdras
tinha testificado do controle providencial de Deus, não somente diante dos
santos, mas também diante de Artaxerxes. Teria sido incoerente com esse
testemunho solicitar uma escolta militar. Ver nota em Ne 2.7-9 quanto a um
contraste entre Esdras e Neemias quanto a esse ponto.
* 8.23 ele nos atendeu. Não ali
mesmo, por meio de palavras, mas através da jornada inteira, mediante as ações
divinas (vs. 31,32).
* 8.24 doze. Doze sacerdotes e doze
levitas, talvez representando o Israel inteiro (cf. v. 35).
* 8.25 ofereceram o rei. A
contribuição total, alistada no v. 26, é enorme, de tal modo que os críticos
têm duvidado da autenticidade da lista. Todavia, os reis persas eram conhecidos
por suas grandes riquezas e generosidade para com as religiões de povos
conquistados. Também havia famílias judaicas ricas na Babilônia, naquele tempo.
* 8.28
sois santos ao SENHOR. A
santidade é um dos atributos divinos (Lv 19.2), e, por extensão, um atributo de
qualquer pessoa ou de qualquer coisa a ele pertencente, especialmente
sacerdotes (Lv 21.6) levitas (Nm 3.11-13, onde "santificados"
significa dedicados a Deus) e artigos do templo (Êx 30.22-29). A ordem estrita
de Esdras originou-se da ameaça espiritual que o contato com o profano
representava para o santo.
* 8.31 no dia doze. De acordo
com 7.9, a partida deu-se no primeiro dia. A diferença deve-se ao atraso
sofrido a fim de encontrar os levitas necessários.
livrou-nos. Uma vez
mais, Esdras atribuiu seu sucesso ao controle providencial de Deus. O jejum e a
oração para que houvesse uma jornada segura foi respondida com a chegada das
pessoas e das possessões em Jerusalém (vs. 21,32).
* 8.32 repousamos ali três dias. Compare o
descanso similar ao de Neemias, em Ne
2.11 (cf. Js 3.2).
* 8.35 ofereceram holocaustos. Tal como
as provisões tinham sido feitas (7.17), assim também os sacrifícios foram
oferecidos. Isso é um quadro de êxito completo.
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