3 Mordecai odiado por Hamã 1-6
7-11 Hamã pretende matar todos os judeus
12-15 O rei decreta a morte dos judeus
3:1 Depois destas coisas, o rei Assuero
engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e lhe pôs o trono
acima de todos os príncipes que estavam com ele.
3:2 Todos os servos do rei, que estavam à
porta do rei, se inclinavam e se prostravam perante Hamã; porque assim tinha
ordenado o rei a respeito dele. Mordecai, porém, não se inclinava, nem se
prostrava.
3:3 Então, os servos do rei, que estavam à
porta do rei, disseram a Mordecai: Por que transgrides as ordens do rei?
3:4 Sucedeu, pois, que, dizendo-lhe eles isto,
dia após dia, e não lhes dando ele ouvidos, o fizeram saber a Hamã, para ver se
as palavras de Mordecai se manteriam de pé, porque ele lhes tinha declarado que
era judeu.
3:5 Vendo, pois, Hamã que Mordecai não se
inclinava, nem se prostrava diante dele, encheu-se de furor.
3:6 Porém teve como pouco, nos seus
propósitos, o atentar apenas contra Mordecai, porque lhe haviam declarado de
que povo era Mordecai; por isso, procurou Hamã destruir todos os judeus, povo
de Mordecai, que havia em todo o reino de Assuero.
7-11 Hamã pretende matar todos os judeus
3:7 No primeiro mês, que é o mês de nisã, no
ano duodécimo do rei Assuero, se lançou o Pur, isto é, sortes, perante Hamã,
dia a dia, mês a mês, até ao duodécimo, que é o mês de adar.
3:8 Então, disse Hamã ao rei Assuero: Existe
espalhado, disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, um povo
cujas leis são diferentes das leis de todos os povos e que não cumpre as do
rei; pelo que não convém ao rei tolerá-lo.
3:9 Se bem parecer ao rei, decrete-se que
sejam mortos, e, nas próprias mãos dos que executarem a obra, eu pesarei dez
mil talentos de prata para que entrem nos tesouros do rei.
3:10 Então, o rei tirou da mão o seu anel,
deu-o a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus,
3:11 e lhe disse: Essa prata seja tua, como
também esse povo, para fazeres dele o que melhor for de teu agrado.
12-15 O rei decreta a morte dos judeus
3:12 Chamaram, pois, os secretários do rei, no
dia treze do primeiro mês, e, segundo ordenou Hamã, tudo se escreveu aos
sátrapas do rei, aos governadores de todas as províncias e aos príncipes de
cada povo; a cada província no seu próprio modo de escrever e a cada povo na
sua própria língua. Em nome do rei Assuero se escreveu, e com o anel do rei se
selou.
3:13 Enviaram-se as cartas, por intermédio dos
correios, a todas as províncias do rei, para que se destruíssem, matassem e
aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em
um só dia, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de adar, e que lhes
saqueassem os bens.
3:14 Tais cartas encerravam o traslado do
decreto para que se proclamasse a lei em cada província; esse traslado foi
enviado a todos os povos para que se preparassem para aquele dia.
3:15 Os correios, pois, impelidos pela ordem
do rei, partiram incontinenti, e a lei se proclamou na cidadela de Susã; o rei
e Hamã se assentaram a beber, mas a cidade de Susã estava perplexa.
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