*          1.1     Assuero.        Também conhecido como Xerxes (486 - 465 a.C.), Assuero foi o rei persa mencionado em Esdras 4.6. Ele tornou-se famoso por consolidar o império de seu pai, Dario, por seus bem sucedidos projetos de construção, e por suas guerras contra os gregos, de 480 a 470 a.C.

 

Etiópia. No hebraico, "Cuxe", na região ao sul do Egito, que agora faz parte do norte do Sudão.

 

cento e vinte e sete províncias. A referência aqui é ao grande número de divisões dentro dos vinte distritos administrativos maiores, ou satrapias, dentro do império persa.

 

*          1.2                   na cidadela de Susã. Essa acrópole, um palTácio fortificado a 36,60 m acima da cidade circundante de Susã, era uma das três capitais persas e a residência real de inverno. Tem sido escavada por diversas vezes, desde 1851.

 

*          1.3                   no terceiro ano. 483 a.C.

 

*          1.4-7   Durante cento e oitenta dias o rei exibiu com ostentação as riquezas reais. A dispendiosa festa externa de sete dias foi o clímax das celebrações. Os detalhes esmerados dos vasos de beber e da abundância do vinho salienta a generosidade do monarca.

 

*          1.9                   Vasti. Esse nome, que não se encontra em qualquer outro lugar, pode estar relacionado à palavra persa que significa "a amada" ou "a melhor". Fontes informativas extrabíblicas dão à rainha de Assuero o nome de Amestris. Ele pode ter tido outras rainhas.

 

*          1.12     As razões para a desobediência de Vasti não são citadas no texto hebraico, embora os antigos intérpretes judeus tenham explicado que ela recebera ordens de comparecer despida, vestindo apenas a sua coroa, ou então que ela apresentava algum defeito físico. A recusa da rainha em obedecer introduz o tema da obediência e da desobediência.

 

*          1.13,14            entendiam dos tempos. Essa expressão usualmente refere-se à astrologia, embora neste contexto provavelmente signifique "procedimento apropriado a ser seguido" (cf. 1Cr 12.32). O sabor satírico da narrativa evidencia-se no fato do rei, que acabara de exibir todo o seu poder e a glória de seu magnificente reino, precisar consultar os peritos nas questões de lei e de justiça, e dirigir-se aos nobres (cf. Ed 7.14) conselhos sobre como enfrentaria o comportamento de sua esposa.

 

*          1.19     se inscreva, nas leis dos persas... e não se revogue. A imutabilidade das leis decretadas pelos reis é uma característica importante no desenvolvimento dessa narrativa (4.11; 8.8). Era preciso efetuar o plano de banir Vasti, entregando a posição dela para alguém melhor, mais bela e mais obediente.

 

*          1.21,22            cartas a todas as províncias do rei. O sistema postal dos persas, renomado por sua eficiência, foi usado para publicar os irrevogáveis decretos reais (3.12-14; 8.9,10; cf. 9.20,30).

 

*          2.1                   apaziguado. O uso do mesmo verbo raro, em 7.10, sugere um paralelo entre a despedida de Vasti e o enforcamento de Hamã.

 

lembrou-se de Vasti. O rei talvez tenha-se arrependido de suas ações, mas já era tarde; a legislação dera um cunho definitivo às ações dele.

 

*          2.5                   Mordecai. Um nome pessoal derivado de Marduque, o deus da cidade da Babilônia. Mordecai, tal como Ester (Hadassa), pode ter tido também um nome judaico. A descoberta de textos antigos (incluindo um datado de cerca de 485 a.C.) do nome babilônico pessoal Mardukaya, e a descoberta de um arquivo de textos em Nipur, contendo os nomes de judeus dos tempos de Artaxerxes I e de Dario, salientam a autenticidade do nome de Mordecai bem como a historicidade dos eventos por detrás dessa narrativa. Mordecai era um judeu que vivia na cidade, o que pode dar a entender que ele era um oficial persa.

 

Jair... Simei... Quis. Os nomes podem referir-se à sua genealogia remota, e não imediata (Simei, 2Sm 16.5-14; Quis, 1Sm 9.1,2; 1Cr 8.33). Quis pode bem ter sido um ancestral mais antigo, e não o daquele que foi levado para o exílio. Que a família de Mordecai fora "transportada... com Jeconias" (o rei Joaquim) pode significar que sua família pertencia à nobreza dos judeus (v.6; 2Rs 24.6-17; 25.27-30). A conexão de Mordecai com Saul, que também era da tribo de Benjamim, assume grande significado quando encontramos Hamã, inimigo de Mordecai, que era um parente distante do amalequita Agague, inimigo de Saul (3.1, nota: Introdução: Características e Temas).

 

*          2.7                   Hadassa. Esse era o nome hebraico de Ester, um nome que significa "murta".

 

Ester. Nome talvez derivado da palavra persa que significa "estrela", ou uma forma de Istar, uma deusa babilônica.

 

*          2.9                   alcançou favor. Um uso secular da palavra hebraica que significa lealdade à Aliança (hesed, Êx 15.13, nota). Agradar o rei e obter o seu favor, tão necessários para a sobrevivência no império de Assuero, podem ser vistos como sinais do cuidado providencial de Deus e da orientação dada a Ester (cf. v.17; 5.2; contrastar as referências mais explícitas à providência divina em Dn 1.9).

 

os devidos alimentos. Lit. “suas porções”. O recebimento, por parte de Ester, de porções especiais de alimentos, contrasta com seu jejum intencional em 4.16. Diferente de Daniel, Ester não seguia as leis dietéticas dos judeus (v.10).

 

*          2.12 Os preparativos esmerados estavam em consonância com os outros excessos da corte (1.4-8).

 

*          2.18 A subida ao trono de Ester, celebrada com um banquete, contrastou com o banquete de Vasti, em 1.9.

 

concedeu alívio. Lit., "deu um descanso", uma celebração que pode ter incluído a remissão de impostos, a distribuição de presentes (provavelmente alimentos) e outros favores. Essas celebrações prefiguraram o grande banquete e o descanso dos judeus em 9.16-18,22. Ver Introdução: Características e Temas.

 

*          2.19     à porta do rei. Essa expressão (cf. v.21; 3.2; 5.9,13; 6.10,12) pode subentender que Mordecai fora nomeado um oficial do palácio, uma posição que não somente o capacitava a descobrir a conspiração para assassinar o rei (v.21), mas também para incitar os ciúmes de Hamã (5.13).

 

*          2.23     pendurados numa forca. Lit., "em uma árvore". Isso se refere a impalação em estacas de madeira, uma forma persa e assíria de execução. Para os judeus, isso seria um sinal de que os dois oficiais estavam sob a maldição de Deus (Dt 21.22,23, nota), confirmando quão apropriada era a lealdade de Mordecai ao rei pagão.

 

escrito no livro das crônicas. Mordecai não foi recompensado nessa ocasião (6.1-11); pelo contrário, o relato da promoção de Hamã aparece em 3.1.

 

*          3.1                   Hamã... agagita. Embora os nomes "Hamã" e "Hamedata" possam ser persas, a identificação de Hamã como "agagita" sugere uma importante associação com Agague, rei dos amalequitas, o arquiinimigo de Israel, que se opusera a Saul (Êx 17.8-16; Dt 25.17-19; 1Sm 14.47—15.35).

 

*          3.2                   Mordecai... não se inclinava, nem se prostrava. A recusa de Mordecai em honrar a Hamã não pode ser explicada à base da lei veterotestamentária, visto que os judeus não consideravam o ato de prostrar-se perante os reis e outras pessoas honradas como uma violação do primeiro e do segundo mandamentos (Êx 20.3-6; 1Sm 25.23; 2Sm 18.28; 2Rs 4.37). Hamã e Mordecai são melhor compreendidos como representantes de duas nações hostis — Israel e seu inimigo, Amaleque, uma nação sujeita à maldição divina (v.1, nota). A recusa de Mordecai de prostrar-se diante de seu inimigo hereditário, porque ele (Mordecai) era "judeu", é compreensível (v.4). Por igual modo, pode ser explicada a excessiva paixão de Hamã em destruir a nação judaica inteira, devido apenas à insolência de Mordecai (v.6).

 

*          3.7                   Pur, isto é, sortes. Hamã usava a antiga prática do lançamento de sortes (1Sm 14.41,42; Pv 16.33) para determinar o tempo mais propício para executar o seu plano de destruição dos judeus. A forma plural de pur, purim, é o nome da celebração que comemora a morte de Hamã, o "adversário dos judeus" (9.23-32).

 

*          3.9                   dez mil talentos de prata. Essa enorme peita é calculada como cerca de dois terços das rendas anuais do império persa, no reino de Dario.

 

*          3.10     tirou da mão o seu anel. Outra reação impulsiva do rei autorizava Hamã a expedir decretos reais (cf. Gn 41.42). A repetição do nome completo de Hamã, juntamente com a frase "adversário dos judeus", sublinha o predicamento terrível dos judeus, neste ponto.

 

*          3.12-14 Os planos de Hamã começaram a movimentar-se. A exagerada linguagem descritiva (por exemplo, os múltiplos verbos no decreto, "matassem, destruíssem e aniquilassem") exibe a paixão do decreto insensato e enfatiza o extremo perigo em que se achava o povo da Aliança com Deus. Ver Introdução: Características e Temas.

 

e que lhes saqueassem os bens. Isso deve ser comparado à recusa dos judeus quanto a saquearem (9.10,15,16).

 

*          4.1-3    rasgou as suas vestes... clamou... luto... jejum, e choro. Essas reações de Mordecai (vs. 1,2) e dos judeus, em todas as províncias (v.3), serviram de sinais convencionais de horror e tristeza intensos, diante do recebimento das más notícias (cf. Gn 37.29,34; Dn 9.3; Jn 3.6). Os persas reagiram do mesmo modo, depois de sua derrota pelos gregos, na batalha de Salamina.

 

*          4.4                   roupas para vestir. Ester talvez quisesse que Mordecai estivesse devidamente vestido, a fim de que pudesse falar com ele em pessoa (v.2).

 

*          4.5                   Hatá. O nome dele significa "o bom" ou, talvez, "correio".

 

*          4.8                   decreto. Mordecai certificou-se que Ester recebesse um exemplar do decreto, e também que ele fosse explicado a ela (talvez traduzido) antes de encarregá-la de rogar ao rei por misericórdia pelo povo judeu. A ordem anterior de Mordecai de que Ester ocultasse sua identidade como judia foi agora alterada (2.10).                                

 

*          4.12-14 Sutilmente, Mordecai alude à sua crença de que Deus, em sua Soberania, tem providencialmente disposto os eventos na vida de Ester para colocá-la em posição de livrar todos os judeus. Mordecai cria que o Deus Soberano traria alívio e libertação para os judeus, que Ester poderia ser o canal para essa libertação, e que Deus não se limitava a esse plano, caso Ester escolhesse não se envolver.

 

*          4.16     Vai, ajunta... jejuai por mim. Com convicção, fé e temor, Ester pede em seu favor um jejum (orações sempre acompanhavam os jejuns religiosos, Dt 9.9; Jz 20.26,27; Ed 8.21-23; 2Sm 12.16; Dn 9.3), em seu favor. Deus honrou a fé dos judeus nessa ocasião, salvando-os da destruição.

 

três dias, nem de noite nem de dia. Usualmente os jejuns eram preceituados somente por um dia. Esse jejum desusadamente longo indica a seriedade da situação e contrasta eficazmente com as festas que aparecem no começo e no fim do livro (1.3,5,9; 2.18; 9.17,18).

 

contra a lei. O dilema de Ester reintroduz o tema da obediência a Deus, visto que, para Mordecai, a obediência importava em desobedecer à lei dos persas.

 

se perecer, pereci. Vemos aqui a coragem de Ester, e não uma resignação passiva (cf. Gn 43.14).

 

*          5.1,2 Usando vestes reais que, indubitavelmente, destacam sua beleza física (contrastar as vestes de lamentação, em 4.15,16), Ester aproximou-se do rei, que atendeu seu pedido de uma audiência.

 

*          5.3                   até metade do reino. Essa oferta generosa reflete uma convenção própria da corte, e não deve ser entendida literalmente (v.6; cf. Mc 6.23). O primeiro pedido de Ester foi que o rei e Hamã estivessem presentes a um banquete (v.4). Sua segunda resposta (v.8) realmente obrigou o rei a atendê-la em sua petição. Mas foi somente em 7.2-6 que Ester, finalmente, respondeu à pergunta do rei. As táticas de adiamento de Ester não somente demonstraram sua sabedoria e senso de controle mas também aumentaram o suspense da história.

 

*          6.6-9 A identidade daquele que devia ser honrado é ocultada (cf. o ocultamento intencional de Hamã, da identidade do povo que seria destruído, em 3.8). Supondo que ele mesmo seria o homem a ser honrado, Hamã ocultou sua lista de sonhos pessoais, que se concentrou não nas vantagens materiais e na posição pessoal, mas antes na aclamação e na adulação públicas (cf. Gn 41.42,43).

 

*          6.13     não prevalecerás contra ele. A esposa e os conselheiros de Hamã exprimiram a crença de que o povo judeu é indômito e, talvez, até a crença que o Deus deles era o Deus vivo. Ver as predições sobre a queda de Amaleque diante de Israel (Êx 17.16; Nm 24.20; Dt 25.17-19; 1Sm 15; 2Sm 1.8-16; cf. Dn 6.26,27; Js 2.11; 9.29; Ez 38.23). Ver também Introdução: Características e Temas.

 

*          6.14     levaram Hamã. Os negócios da corte eram sempre efetuados com grande pressa. Era um costume oriental que os servos escoltassem os convidados a funções especiais.

 

*          7.3       O drama da cena é intensificado enquanto Ester desvenda lentamente a sua petição pela sua própria vida e o seu pedido para que seu povo fosse poupado.

 

*          7.4                   fomos vendidos. Uma referência à peita inicial de Hamã (3.9; 4.7).

 

destruírem, matarem e aniquilarem de vez. Os verbos hebraicos usados foram precisamente aqueles empregados no decreto inicial (3.13).

 

o inimigo não merece. O original hebraico é um tanto difícil de traduzir aqui. Ester parece ter argumentado que a oferta financeira de Hamã (3.9) não compensaria pelos danos sofridos pelo rei (isto é, a renda que ele perderia da parte dos judeus).

 

*          7.8                   tinha caído sobre o divã. As violações da etiqueta, por parte de Hamã, selaram o seu destino.

 

cobriram o rosto de Hamã. Os auxiliares da corte compreenderam o que ficara implícito na palavra do rei (v.8). Como sempre, o rei acolheu o conselho de outros — aqui, do eunuco Harbona (1.10; cf. sua fala em 5.14). A ordem para enforcar Hamã na forca preparada para Mordecai é a grande reversão irônica da história. Ver Introdução: Características e Temas.

 

*          8.1                   à rainha Ester a casa de Hamã. De acordo com os costumes persas, as propriedades de um traidor eram confiscadas pela coroa.

 

Mordecai veio perante o rei. A situação de Mordecai foi oficializada (1.14), e ele assumiu a posição oficial e pessoal de Hamã.

 

*          8.7,8 Embora o rei não fosse capaz de revogar formalmente o decreto (1.19), ele autorizou Ester e Mordecai a expedirem outro decreto que anulasse eficazmente o primeiro.

 

*          8.9-14 O novo decreto, expedido dois meses e dez dias após o primeiro (3.12), foi quase idêntico ao primeiro decreto de Hamã (3.12-15).

 

*          8.17     muitos... se fizeram judeus. A conversão daqueles que pertenciam a outras nações, e que temiam aos judeus, assinala um clímax na história (cf. Js 2.9; Êx 15.14-16; Sl 105.38).

 

*          9.1                   sucedeu o contrário. O tema de uma irônica reversão é novamente salientado. Ver Introdução: Características e Temas.

 

*          9.2                   o terror que inspiravam. O temor do Deus dos judeus estava por detrás do terror generalizado dos persas diante dos judeus (cf. Êx 15.14-16). A reversão (v.1, nota) foi tão completa que todos os oficiais que teriam dado o seu apoio ao extermínio dos judeus os ajudaram.

 

*          9.5                   fizeram... o que bem quiseram. É enfatizada a extensão da matança (vs. 6-11), mas também é destacado o fato que os judeus não saquearam os gentios (v.10). A recusa dos judeus em saquear faz-nos lembrar que os amalequitas saquearam os judeus, o que levou à morte de Saul (1Sm 15.17-19). Esse contraste (cf. 8.11) sugere a propriedade da conduta dos judeus nesse embate com os amalequitas, a despeito da extensão da matança.

 

*          9.12-15 O pedido de vingança maior ainda, por parte de Ester (v.13), que pode ter sido devido ao alto grau de anti-semitismo naquela cidade, levou a um segundo dia de derramamento de sangue em Susã (v.15). Notavelmente, a ênfase da narrativa é sobre a matança dos inimigos, e não apenas sobre a vitória lograda. Os dois dias de matança têm levado a diferenças entre os judeus sobre em qual dia se deve observar a festa de Purim (vs. 17-19).

 

*          9.14     dependuraram... dez filhos de Hamã. Os cadáveres dos filhos mortos de Hamã (v.12) foram exibidos como uma advertência e como um sinal de desonra final (2.23, nota).

 

*          9.16,17 A execução de outros setenta e cinco mil inimigos enfatizou a extensão do antagonismo contra os judeus por todo o império persa, o que, por sua vez, explica as celebrações que se seguiram.

 

*          9.16     tiveram sossego dos seus inimigos. O descanso concedido aos judeus, nessa ocasião, tornou-se a base da celebração anual da festa de Purim (ver também o v.22).

 

*          9.19     e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros. A troca de presentes, usualmente sob a forma de alimentos (v.22), capacitou até aos judeus mais pobres unirem-se às celebrações (Ne 8.10,12; Dt 16.11,14), e serviu de exemplo adicional dos cuidados providenciais pelos oprimidos, neste caso dentro da própria comunidade judaica.

 

*          9.20-32 Esses versículos esclarecem que o propósito do livro de Ester é o de estabelecer a festa de Purim como uma festividade a ser celebrada por cada nova geração de judeus, dando instruções acerca de sua observância.

 

*          9.20     Mordecai escreveu estas coisas. Ele enviou as cartas de instrução acerca da festa.

 

*          9.24,25 Este breve sumário dos eventos dos capítulos anteriores enfoca não Ester e Mordecai, mas o rei e Hamã, e apresenta Hamã como o adversário arquétipo de todos os judeus, passados e presentes (3.10; 8.1; 9.10).

 

*          9.29-32 Ester e Mordecai enviaram uma carta final oficial acerca do Purim que colocava a Festa dentro do arcabouço das práticas israelitas mais estabelecidas do jejum e da lamentação (v.31). Dessa maneira, a Festa de Purim tornou-se uma celebração religiosa oficial dos judeus, uma tarefa que o autor do livro de Ester parecia considerar importante, por causa da origem não-mosaica da festividade.

 

*          10.1-3 Este pós-escrito enfoca a atenção sobre o rei Assuero e sobre Mordecai e convida a atenção dos leitores a fixar-se sobre os registros oficiais ("crônicas") dos reis da Média e da Pérsia, quanto a maiores informações (cf. 1Rs 14.19,29). Por alguma razão, o nome de Ester não foi incluído no pós-escrito.

 

*          10.3     Mordecai é estimado como um estadista judeu ideal. A importância dele como um modelo para os judeus seguirem, e no estabelecimento da Festa de Purim, foi reconhecida no livro apócrifo dos Macabeus, onde a festa de Purim é chamada de "o dia de Mordecai" (2 Macabeus 15.36).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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