*          2.1                   apaziguado. O uso do mesmo verbo raro, em 7.10, sugere um paralelo entre a despedida de Vasti e o enforcamento de Hamã.

 

lembrou-se de Vasti. O rei talvez tenha-se arrependido de suas ações, mas já era tarde; a legislação dera um cunho definitivo às ações dele.

 

*          2.5                   Mordecai. Um nome pessoal derivado de Marduque, o deus da cidade da Babilônia. Mordecai, tal como Ester (Hadassa), pode ter tido também um nome judaico. A descoberta de textos antigos (incluindo um datado de cerca de 485 a.C.) do nome babilônico pessoal Mardukaya, e a descoberta de um arquivo de textos em Nipur, contendo os nomes de judeus dos tempos de Artaxerxes I e de Dario, salientam a autenticidade do nome de Mordecai bem como a historicidade dos eventos por detrás dessa narrativa. Mordecai era um judeu que vivia na cidade, o que pode dar a entender que ele era um oficial persa.

 

Jair... Simei... Quis. Os nomes podem referir-se à sua genealogia remota, e não imediata (Simei, 2Sm 16.5-14; Quis, 1Sm 9.1,2; 1Cr 8.33). Quis pode bem ter sido um ancestral mais antigo, e não o daquele que foi levado para o exílio. Que a família de Mordecai fora "transportada... com Jeconias" (o rei Joaquim) pode significar que sua família pertencia à nobreza dos judeus (v.6; 2Rs 24.6-17; 25.27-30). A conexão de Mordecai com Saul, que também era da tribo de Benjamim, assume grande significado quando encontramos Hamã, inimigo de Mordecai, que era um parente distante do amalequita Agague, inimigo de Saul (3.1, nota: Introdução: Características e Temas).

 

*          2.7                   Hadassa. Esse era o nome hebraico de Ester, um nome que significa "murta".

 

Ester. Nome talvez derivado da palavra persa que significa "estrela", ou uma forma de Istar, uma deusa babilônica.

 

*          2.9                   alcançou favor. Um uso secular da palavra hebraica que significa lealdade à Aliança (hesed, Êx 15.13, nota). Agradar o rei e obter o seu favor, tão necessários para a sobrevivência no império de Assuero, podem ser vistos como sinais do cuidado providencial de Deus e da orientação dada a Ester (cf. v.17; 5.2; contrastar as referências mais explícitas à providência divina em Dn 1.9).

 

os devidos alimentos. Lit. “suas porções”. O recebimento, por parte de Ester, de porções especiais de alimentos, contrasta com seu jejum intencional em 4.16. Diferente de Daniel, Ester não seguia as leis dietéticas dos judeus (v.10).

 

*          2.12 Os preparativos esmerados estavam em consonância com os outros excessos da corte (1.4-8).

 

*          2.18 A subida ao trono de Ester, celebrada com um banquete, contrastou com o banquete de Vasti, em 1.9.

 

concedeu alívio. Lit., "deu um descanso", uma celebração que pode ter incluído a remissão de impostos, a distribuição de presentes (provavelmente alimentos) e outros favores. Essas celebrações prefiguraram o grande banquete e o descanso dos judeus em 9.16-18,22. Ver Introdução: Características e Temas.

 

*          2.19     à porta do rei. Essa expressão (cf. v.21; 3.2; 5.9,13; 6.10,12) pode subentender que Mordecai fora nomeado um oficial do palácio, uma posição que não somente o capacitava a descobrir a conspiração para assassinar o rei (v.21), mas também para incitar os ciúmes de Hamã (5.13).

 

*          2.23     pendurados numa forca. Lit., "em uma árvore". Isso se refere a impalação em estacas de madeira, uma forma persa e assíria de execução. Para os judeus, isso seria um sinal de que os dois oficiais estavam sob a maldição de Deus (Dt 21.22,23, nota), confirmando quão apropriada era a lealdade de Mordecai ao rei pagão.

 

escrito no livro das crônicas. Mordecai não foi recompensado nessa ocasião (6.1-11); pelo contrário, o relato da promoção de Hamã aparece em 3.1.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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