*          3.1                   Hamã... agagita. Embora os nomes "Hamã" e "Hamedata" possam ser persas, a identificação de Hamã como "agagita" sugere uma importante associação com Agague, rei dos amalequitas, o arquiinimigo de Israel, que se opusera a Saul (Êx 17.8-16; Dt 25.17-19; 1Sm 14.47—15.35).

 

*          3.2                   Mordecai... não se inclinava, nem se prostrava. A recusa de Mordecai em honrar a Hamã não pode ser explicada à base da lei veterotestamentária, visto que os judeus não consideravam o ato de prostrar-se perante os reis e outras pessoas honradas como uma violação do primeiro e do segundo mandamentos (Êx 20.3-6; 1Sm 25.23; 2Sm 18.28; 2Rs 4.37). Hamã e Mordecai são melhor compreendidos como representantes de duas nações hostis — Israel e seu inimigo, Amaleque, uma nação sujeita à maldição divina (v.1, nota). A recusa de Mordecai de prostrar-se diante de seu inimigo hereditário, porque ele (Mordecai) era "judeu", é compreensível (v.4). Por igual modo, pode ser explicada a excessiva paixão de Hamã em destruir a nação judaica inteira, devido apenas à insolência de Mordecai (v.6).

 

*          3.7                   Pur, isto é, sortes. Hamã usava a antiga prática do lançamento de sortes (1Sm 14.41,42; Pv 16.33) para determinar o tempo mais propício para executar o seu plano de destruição dos judeus. A forma plural de pur, purim, é o nome da celebração que comemora a morte de Hamã, o "adversário dos judeus" (9.23-32).

 

*          3.9                   dez mil talentos de prata. Essa enorme peita é calculada como cerca de dois terços das rendas anuais do império persa, no reino de Dario.

 

*          3.10     tirou da mão o seu anel. Outra reação impulsiva do rei autorizava Hamã a expedir decretos reais (cf. Gn 41.42). A repetição do nome completo de Hamã, juntamente com a frase "adversário dos judeus", sublinha o predicamento terrível dos judeus, neste ponto.

 

*          3.12-14 Os planos de Hamã começaram a movimentar-se. A exagerada linguagem descritiva (por exemplo, os múltiplos verbos no decreto, "matassem, destruíssem e aniquilassem") exibe a paixão do decreto insensato e enfatiza o extremo perigo em que se achava o povo da Aliança com Deus. Ver Introdução: Características e Temas.

 

e que lhes saqueassem os bens. Isso deve ser comparado à recusa dos judeus quanto a saquearem (9.10,15,16).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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