* 4.1-3 rasgou as suas vestes... clamou... luto...
jejum, e choro. Essas reações de Mordecai (vs. 1,2) e dos judeus, em
todas as províncias (v.3), serviram de sinais convencionais de horror e
tristeza intensos, diante do recebimento das más notícias (cf. Gn 37.29,34; Dn
9.3; Jn 3.6). Os persas reagiram do mesmo modo, depois de sua derrota pelos
gregos, na batalha de Salamina.
* 4.4 roupas para vestir. Ester
talvez quisesse que Mordecai estivesse devidamente vestido, a fim de que
pudesse falar com ele em pessoa (v.2).
* 4.5 Hatá. O nome
dele significa "o bom" ou, talvez, "correio".
* 4.8 decreto. Mordecai
certificou-se que Ester recebesse um exemplar do decreto, e também que ele
fosse explicado a ela (talvez traduzido) antes de encarregá-la de rogar ao rei
por misericórdia pelo povo judeu. A ordem anterior de Mordecai de que Ester
ocultasse sua identidade como judia foi agora alterada (2.10).
* 4.12-14
Sutilmente, Mordecai alude à sua crença de que Deus, em sua Soberania, tem
providencialmente disposto os eventos na vida de Ester para colocá-la em
posição de livrar todos os judeus. Mordecai cria que o Deus Soberano traria
alívio e libertação para os judeus, que Ester poderia ser o canal para essa
libertação, e que Deus não se limitava a esse plano, caso Ester escolhesse não
se envolver.
* 4.16 Vai, ajunta... jejuai por mim. Com
convicção, fé e temor, Ester pede em seu favor um jejum (orações sempre
acompanhavam os jejuns religiosos, Dt 9.9; Jz 20.26,27; Ed 8.21-23; 2Sm 12.16;
Dn 9.3), em seu favor. Deus honrou a fé dos judeus nessa ocasião, salvando-os
da destruição.
três dias, nem de noite nem de dia. Usualmente
os jejuns eram preceituados somente por um dia. Esse jejum desusadamente longo
indica a seriedade da situação e contrasta eficazmente com as festas que
aparecem no começo e no fim do livro (1.3,5,9; 2.18; 9.17,18).
contra a lei. O dilema
de Ester reintroduz o tema da obediência a Deus, visto que, para Mordecai, a
obediência importava em desobedecer à lei dos persas.
se perecer, pereci. Vemos aqui
a coragem de Ester, e não uma resignação passiva (cf. Gn 43.14).
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