*          9.1                   sucedeu o contrário. O tema de uma irônica reversão é novamente salientado. Ver Introdução: Características e Temas.

 

*          9.2                   o terror que inspiravam. O temor do Deus dos judeus estava por detrás do terror generalizado dos persas diante dos judeus (cf. Êx 15.14-16). A reversão (v.1, nota) foi tão completa que todos os oficiais que teriam dado o seu apoio ao extermínio dos judeus os ajudaram.

 

*          9.5                   fizeram... o que bem quiseram. É enfatizada a extensão da matança (vs. 6-11), mas também é destacado o fato que os judeus não saquearam os gentios (v.10). A recusa dos judeus em saquear faz-nos lembrar que os amalequitas saquearam os judeus, o que levou à morte de Saul (1Sm 15.17-19). Esse contraste (cf. 8.11) sugere a propriedade da conduta dos judeus nesse embate com os amalequitas, a despeito da extensão da matança.

 

*          9.12-15 O pedido de vingança maior ainda, por parte de Ester (v.13), que pode ter sido devido ao alto grau de anti-semitismo naquela cidade, levou a um segundo dia de derramamento de sangue em Susã (v.15). Notavelmente, a ênfase da narrativa é sobre a matança dos inimigos, e não apenas sobre a vitória lograda. Os dois dias de matança têm levado a diferenças entre os judeus sobre em qual dia se deve observar a festa de Purim (vs. 17-19).

 

*          9.14     dependuraram... dez filhos de Hamã. Os cadáveres dos filhos mortos de Hamã (v.12) foram exibidos como uma advertência e como um sinal de desonra final (2.23, nota).

 

*          9.16,17 A execução de outros setenta e cinco mil inimigos enfatizou a extensão do antagonismo contra os judeus por todo o império persa, o que, por sua vez, explica as celebrações que se seguiram.

 

*          9.16     tiveram sossego dos seus inimigos. O descanso concedido aos judeus, nessa ocasião, tornou-se a base da celebração anual da festa de Purim (ver também o v.22).

 

*          9.19     e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros. A troca de presentes, usualmente sob a forma de alimentos (v.22), capacitou até aos judeus mais pobres unirem-se às celebrações (Ne 8.10,12; Dt 16.11,14), e serviu de exemplo adicional dos cuidados providenciais pelos oprimidos, neste caso dentro da própria comunidade judaica.

 

*          9.20-32 Esses versículos esclarecem que o propósito do livro de Ester é o de estabelecer a festa de Purim como uma festividade a ser celebrada por cada nova geração de judeus, dando instruções acerca de sua observância.

 

*          9.20     Mordecai escreveu estas coisas. Ele enviou as cartas de instrução acerca da festa.

 

*          9.24,25 Este breve sumário dos eventos dos capítulos anteriores enfoca não Ester e Mordecai, mas o rei e Hamã, e apresenta Hamã como o adversário arquétipo de todos os judeus, passados e presentes (3.10; 8.1; 9.10).

 

*          9.29-32 Ester e Mordecai enviaram uma carta final oficial acerca do Purim que colocava a Festa dentro do arcabouço das práticas israelitas mais estabelecidas do jejum e da lamentação (v.31). Dessa maneira, a Festa de Purim tornou-se uma celebração religiosa oficial dos judeus, uma tarefa que o autor do livro de Ester parecia considerar importante, por causa da origem não-mosaica da festividade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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