1-28
1 A visão dos quatros querubins 1-14
15-23 A visão das quatro rodas
26-28 A visão da glória divina
1:1 Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia
do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se
abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
1:2 No quinto dia do referido mês, no quinto
ano de cativeiro do rei Joaquim,
1:3 veio expressamente a palavra do SENHOR a
Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio
Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do SENHOR.
1:4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso
vinha do Norte, e uma grande nuvem, com fogo a revolver-se, e resplendor ao
redor dela, e no meio disto, uma coisa como metal brilhante, que saía do meio
do fogo.
1:5 Do meio dessa nuvem saía a semelhança de
quatro seres viventes, cuja aparência era esta: tinham a semelhança de homem.
1:6 Cada um tinha quatro rostos, como também
quatro asas.
1:7 As suas pernas eram direitas, a planta de
cujos pés era como a de um bezerro e luzia como o brilho de bronze polido.
1:8 Debaixo das asas tinham mãos de homem, aos
quatro lados; assim todos os quatro tinham rostos e asas.
1:9 Estas se uniam uma à outra; não se viravam
quando iam; cada qual andava para a sua frente.
1:10 A forma de seus rostos era como o de
homem; à direita, os quatro tinham rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; e
também rosto de águia, todos os quatro.
1:11 Assim eram os seus rostos. Suas asas se
abriam em cima; cada ser tinha duas asas, unidas cada uma à do outro; outras
duas cobriam o corpo deles.
1:12 Cada qual andava para a sua frente; para
onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando iam.
1:13 O aspecto dos seres viventes era como
carvão em brasa, à semelhança de tochas; o fogo corria resplendente por entre
os seres, e dele saíam relâmpagos,
1:14 os seres viventes ziguezagueavam à
semelhança de relâmpagos.
15-23 A visão das quatro rodas
1:15 Vi os seres viventes; e eis que havia uma
roda na terra, ao lado de cada um deles.
1:16 O aspecto das rodas e a sua estrutura
eram brilhantes como o berilo; tinham as quatro a mesma aparência, cujo aspecto
e estrutura eram como se estivera uma roda dentro da outra.
1:17 Andando elas, podiam ir em quatro
direções; e não se viravam quando iam.
1:18 As suas cambotas eram altas, e metiam
medo; e, nas quatro rodas, as mesmas eram cheias de olhos ao redor.
1:19 Andando os seres viventes, andavam as
rodas ao lado deles; elevando-se eles, também elas se elevavam.
1:20 Para onde o espírito queria ir, iam, pois
o espírito os impelia; e as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas
havia o espírito dos seres viventes.
1:21 Andando eles, andavam elas e, parando
eles, paravam elas, e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas
juntamente com eles; porque o espírito dos seres viventes estava nas rodas.
1:22 Sobre a cabeça dos seres viventes havia
algo semelhante ao firmamento, como cristal brilhante que metia medo, estendido
por sobre a sua cabeça.
1:23 Por debaixo do firmamento, estavam
estendidas as suas asas, a de um em direção à de outro; cada um tinha outras
duas asas com que cobria o corpo de um e de outro lado.
1:24 Andando eles, ouvi o tatalar das suas
asas, como o rugido de muitas águas, como a voz do Onipotente; ouvi o estrondo
tumultuoso, como o tropel de um exército. Parando eles, abaixavam as asas.
1:25 Veio uma voz de cima do firmamento que
estava sobre a sua cabeça. Parando eles, abaixavam as asas.
26-28
A visão da glória divina
1:26 Por cima do firmamento que estava sobre a
sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta
espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem.
1:27 Vi-a como metal brilhante, como fogo ao
redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí
para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela.
1:28 Como o aspecto do arco que aparece na
nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da
glória do SENHOR; vendo isto, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem
falava.
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sergiovalentin