* 11.1 vinte e cinco homens. Esses
homens parecem ser líderes políticos, e não sacerdotes. Assim sendo, não seriam
os mesmos que os vinte e cinco adoradores do sol, em 8.16.
Jaazanias, filho de Azur. Não era a
mesma pessoa que Jaazanias, o filho de Safã (8.11).
* 11.3 a panela... a carne. A
liderança de Jerusalém já havia sido deportada por Nabucodonosor, em 597 a.C.;
esta deportação incluiu grande parte da família real, dos líderes militares e
dos artífices, deixando na Terra Prometida apenas "o povo pobre da
terra" (2Rs 24.13-16). Aqueles que se elevaram à proeminência, na ausência
da classe governante anterior, parecem ter sido iludidos por manias de
grandeza. A analogia que eles usaram acerca de uma panela e sua carne parece
ser que eles consideravam que aqueles que foram deportados da cidade eram as
partes inúteis de um animal esquartejado, enquanto que eles eram a melhor
parte.
* 11.7 são a carne. O profeta
deixou claro que a melhor parte, a "carne" da cidade, compunha-se
daqueles que tinham sido mortos. Os novos líderes tinham se considerado a
melhor parte (v.3, nota).
* 11.13 Pelatias. Esse nome significa
"Yahweh provê escape". Quando esse homem morreu, súbita e
inesperadamente, durante a visão de Ezequiel, este temeu que toda esperança de
escape tinha morrido juntamente com ele. Assim sendo, o profeta intercedeu
junto ao Senhor, uma vez mais, em favor do remanescente. Ver nota em 6.8; cf.
9.8.
* 11.15 os homens do teu parentesco. Em casos
de emergência, como a bancarrota comercial, os parentes próximos de uma pessoa
tinham a obrigação de preservar a família e a propriedade (Rt 2.20, nota). Se
esses parentes estivessem distantes, a propriedade não estaria segura.
* 11.16 santuário. Visto que os exilados
estavam longe do templo de Jerusalém, o próprio Deus seria o santuário deles.
Posteriormente, Jesus tomaria o lugar do templo (Mt 26.61; 27.40; Jo 2.19) e,
através de seu Santo Espírito, seus seguidores tornar-se-iam o seu templo (1Co
3.16,17; 2Co 6.16; 1Pe 2.5).
* 11.22-24 No fim
dessa visão, Ezequiel viu a nuvem gloriosa partir da cidade de Jerusalém e
dirigir-se para o leste, tendo atravessado o vale do Cedrom, até o monte das
Oliveiras. Deus, entretanto, não se esqueceu de Jerusalém para sempre. Mais
tarde, Ezequiel descreveu a glória de Deus retornando a Jerusalém (cap. 43).
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sergiovalentin