* 12.1-16 Temos aqui
outro ato simbólico (4.1-3, nota); o profeta encena o exílio de seus
compatriotas que estavam em Jerusalém.
* 12.2 casa rebelde. Ver 2.3-8;
3.9,26,27.
que tem olhos... tem ouvidos. Cf. Dt 29.4; Pv 20.12; Is 6.9,10; 32.3; Jr 5.21; Mt
13.15,16; Mc 8.18; At 28.26,27; Rm 11.8. A seção inteira faz alusões
frequentes ao ato de ver (vs. 4-7,12,13).
* 12.4 à tarde. Essa fuga na escuridão
seria tal como escavar a parede de uma casa (v.5). Ezequiel retratou o esforço
abortado de Zedequias para escapar de Nabucodonosor (vs. 10,11; 2Rs 25.3-7).
* 12.6 cobre o rosto. Encobrir
o rosto era um gesto de vergonha ou de tristeza (24.17,22; Lv 13.45; 2Sm 19.4;
Et 6.12; 7.8; Sl 44.15; 69.7). Neste contexto, esse ato sugere que os exilados
nunca mais veriam Jerusalém de novo, e, mais especificamente ainda, que
Zedequias perderia a vista (vs. 12,13; 2Rs 25.7).
* 12.13 minha rede. Deus é aqui descrito como
um caçador ou passarinheiro (17.20; 32.3; Jó 19.6; Is 8.14; 24.18; 51.20; Jr
50.24; Lm 1.13 e Os 7.12).
* 12.17-20 Temos aqui
outro ato simbólico (ver Introdução). O alimento e a água de Ezequiel
presumivelmente são as porções que lhe foram determinadas em 4.9-11. A fraqueza
física do profeta e seu tremor representavam a sorte dos habitantes de
Jerusalém.
* 12.21—14.11 Estas passagens estão unidas pela preocupação
diante das profecias falsas. O Antigo Testamento usa vários critérios para
distinguir a profecia verdadeira da falsa. Esses critérios enfocam sobre o que
dizia a mensagem, como ela foi recebida e quem a recebeu. (a) O critério mais
importante para uma profecia verdadeira ou falsa é o cumprimento das palavras
do profeta (Dt 18.21,22). Sua mensagem não deve contradizer revelações
anteriores (Dt 13.1-5). A mensagem de um profeta verdadeiro com freqüência
corre contra o sentimento popular, e os profetas foram perseguidos por causa de
seus pronunciamentos impopulares (Jr 20.7-10; 38.1-13; cf. Mt 23.34,35). (b)
Certos meios de discernir a vontade de Deus eram proibidos (Dt 18.9-14), como a
adivinhação, o espiritismo e a bruxaria. Entretanto, os profetas podiam receber
revelações através de sonhos e visões (Nm 12.6-8). (c) O verdadeiro profeta era
admitido à confiança de Deus (Jr 23.18). A experiência de admissão ao conselho
de Deus, como se fosse a admissão a uma assembléia divina, era, com freqüência,
anunciada em uma narrativa sobre o chamamento do profeta (1.4—3.15, nota).
Finalmente, o caráter do profeta precisa ser coerente com a glória do Deus a
quem ele servia.
* 12.27 ele profetiza de tempos que estão mui longe. O povo
zombava dizendo que as profecias de Ezequiel não teriam cumprimento no período
de vida deles. No Novo Testamento, uma atitude semelhante de incredulidade não
altera a certeza da segunda vinda de Cristo (2Pe 3.3,4,10; Ap 10.6).
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sergiovalentin