* 13.4 raposas. Ezequiel usou duas figuras
de linguagem para descrever os profetas falsos. Estes eram como raposas do
deserto (v.4), separados da sociedade e inúteis para ela. Nos vs. 10 e 11, eles
são comparados a paredes fracas e caiadas, indignas de confiança e sem permanência.
* 13.5 Não subistes às brechas. O enfoque
recai sobre a conduta dos profetas falsos: o verdadeiro profeta se identificava
de tal maneira com o povo de Deus que se expunha a riscos em favor deles.
Quando uma muralha era arrombada por um exército atacante, a tarefa de maior
perigo era a tarefa de consertar a brecha. Em tais pontos, os profetas falsos
não podiam ser encontrados. O termo hebraico para brecha foi usado para
descrever Moisés, conforme se lê em Sl 106.23: "se Moisés... não se houvesse
interposto" em favor de Israel. Em última análise somente Jesus Cristo
pode se colocar na brecha entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5).
* 13.9 nos registos.
Provavelmente as listas de recenseamento e registro civil de Israel, a
contraparte terrestre dos registros celestes. Ver 9.2, nota.
* 13.10-12 A imagem da brecha na parede (v.5) pode
ter inspirado essa outra descrição dos atos dos profetas falsos. Suas visões
falsas e suas adivinhações mentirosas eram uma parede mal construída — quando
rebocada ou caiada (v.10) podia parecer bem feita, mas não resistia às
condições atmosféricas, e muito menos ainda ao dia do Senhor, quando o próprio
Deus traria juízo contra a cidade.
* 13.17-23 A Bíblia
menciona diversas profetisas autênticas, como Miriã, Débora, Hulda e Ana (Êx
15.20; Jz 4.4; 2Rs 22.14; 2Cr 34.22; Lc 2.36), e algumas que eram falsas (Ne
6.14; Ap 2.20). As mulheres mencionadas nestes versículos eram praticantes de
mágica e de bruxaria, atividades essas especificamente proibidas para Israel
(12.21—14.11, nota). Elas ganhavam a vida vendendo amuletos e encantamentos.
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sergiovalentin