* 18.1-32 O exílio
não resultou dos pecados de uma única geração. Antes, a contínua desobediência
de Israel, através de muitas gerações, "desde o dia em que seus pais
saíram do Egito até ao dia de hoje" (2Rs 21.15), finalmente atraiu o
julgamento contra Judá. A culpa acumulada da nação estava sendo julgada por
Deus nos acontecimentos que resultaram na destruição de Jerusalém. A reação dos
exilados foi questionar a justiça de Deus. O provérbio popular (v.2; cf. Jr
31.29) com efeito dizia: "A culpa não é nossa — estamos sendo castigados
pelo que não fizemos. Nossos pais pecaram, e nós é que estamos pagando o
preço". Ezequiel replicou enfatizando que Deus responde de acordo com os
atos de cada indivíduo e geração. Os exilados não podiam escapar de sua culpa;
eles também estavam sofrendo por seus próprios pecados.
* 18.6 não comendo. Comer nos
santuários das montanhas referir-se-ia a refeições sacrificais nos lugares
altos (6.13; 20.28; 22.9; cf. Êx 32.5,6).
sua menstruação. A lei
proibia o contato sexual durante o período menstrual da mulher (22.10; Lv
15.16-33; 18.19).
* 18.7 a coisa penhorada. Ver os vs.
12 e 16; Êx 22.26; Dt 24.10-13,17; Pv 20.16; Am 2.8. Uma ostraca (um pedaço de
cerâmica quebrada com algum escrito na mesma), pertencente ao século VII a.C.,
registrou a queixa de um trabalhador no campo, a um oficial do vilarejo, de que
seu empregador tinha tomado suas vestes e as tinha retido.
* 18.10 um filho ladrão. Ter um pai
justo não significava que um filho injusto escaparia ao castigo por causa de
seu próprio pecado.
* 18.14 seu pai fez. Pela
proposição inversa, ter um pai injusto não levaria a julgamento um filho justo
(v.10, nota; Dt 24.16; 2Rs 14.6).
* 18.24 cometendo iniqüidade. Deus não
se permitiria ser meramente uma via de escape em tempos de dificuldade; ele não
pode ser considerado como Salvador sem também ser recebido como Senhor.
* 18.30-32 Essa é uma declaração sumária. O pecado
nunca pode ser considerado coisa superficial no relacionamento da pessoa com
Deus. No entanto, dentro das advertências solenes sobre a gravidade do pecado e
da ameaça que o mesmo representa, resta a certeza de que Deus não deseja e nem
se deleita diante da morte do ímpio (2Pe 3.9). O arrependimento é o caminho
para a vida (2Cr 6.37-39; Is 30.15; 59.20; Jr 18.8; Mt 4.17; Mc 1.4,15; Lc
13.3,5; 15.7,10; 24.47; At 3.19; 17.30; 2Co 7.10).
* 18.31 criai em vós coração novo e espírito novo. Conforme o
próprio Ezequiel reconheceu, o coração novo e o espírito novo são um dom de
Deus (36.26) e não o produto do esforço humano (cf. Ef 2.8,9). Ezequiel exortou
os seus ouvintes a buscarem essas coisas não através do mérito pessoal, mas
pelo arrependimento (v.32).
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sergiovalentin