* 19.1-14 Ezequiel
apresentou outra alegoria no tipo de poesia hebraica usada nos cânticos e
lamentos fúnebres. Esse tipo de poesia hebraica tem uma métrica específica que
os ouvintes de Ezequiel reconheceriam. O mesmo ritmo é usado em 26.17,18;
27.12-19; 28.12-19; 32.2-8.
* 19.2 Uma leoa. A leoa representa a nação
de Israel ou a cidade de Jerusalém, que produzia os leõezinhos, ou reis. Quanto
à figura de Jerusalém como uma mãe, ver Sl 87.5; Is 50.1; 54.1; Gl 4.26,27. O
leão, como uma figura de linguagem, é freqüentemente associado ao reinado
davídico (Gn 49.9; Mq 5.8). O Novo Testamento espera que "o Leão da tribo
de Judá" restabeleça o reino de Deus (Ap 5.5).
* 19.4 a terra do Egito. Jeoacaz
reinou apenas por um curto período de três meses, antes de haver sido levado ao
Egito como cativo de Faraó Neco, em 609 a.C. (2Rs 23.31-34; 2Cr 36.2-4).
* 19.5 outro. Ezequiel omitiu qualquer
descrição sobre o reinado de Jeoaquim, e passou para seu filho, Joaquim. O
segundo livro dos Reis não mencionou qualquer exílio no caso de Jeoaquim (2Rs
23.36—24.7; cf. 2Cr 36.5-8). Ao que parece, ele morreu em Jerusalém.
* 19.9 rei da Babilônia. Jeoaquim
tinha se rebelado contra Nabucodonosor, e a ira do rei da Babilônia se dirigiu
contra o filho dele, Joaquim. Ezequiel descreve sua deportação para a
Babilônia, em 597 a.C. (2Rs 24.8-16; 2Cr 36.9,10). Joaquim ficou aprisionado
até o reinado de Evil-Merodaque (562-560 a.C.; 2Rs 25.27-30).
* 19.12 o vento oriental. A mesma
figura de linguagem de 17.9,10. O vento oriental é um instrumento usado pela
vontade de Yahweh (Êx 10.13; 14.21; Sl 78.26; Os 13.15; Jn 4.8). O vento
oriental trazia o tremendo calor do deserto, e ressecava os vinhedos.
* 19.14
já não há nela galho forte. O fim do
reino de Judá foi descrito como um tempo em que a vinha foi desarraigada e
nenhum ramo restou para fazer o cetro de um governante. Quanto ao uso de um
ramo como símbolo do rei messiânico, ver nota em 17.22.
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sergiovalentin