*          20.1     sétimo ano. Uma vez mais os anciãos reuniram-se para buscar instruções da parte do profeta, cerca de um ano após a última data mencionada (8.1; cf. 14.1). A data seria o dia dez do mês de abe (agosto de 591 a.C.), exatamente cinco anos antes de Jerusalém ser incendiada (Jr 52.12).

 

*          20.5     levantando a mão, jurei. Esta frase é repetida por diversas vezes neste capítulo (vs. 5, 6, 15, 23, 28 e 42). Deus tinha assumido um compromisso com Israel, e cumpriria as suas promessas. Ver Êx 3.6-10; 6.2-8.

 

*          20.8     os ídolos do Egito. O Pentateuco não registra detalhes sobre a vida religiosa dos israelitas durante sua escravidão no Egito, mas é seguro inferirmos que, quando ali estavam, eles haviam assimilado a religião da cultura egípcia, tal como, mais tarde, sucedeu na terra de Canaã. O incidente com o bezerro de ouro (Êx 32) deve ser entendido contra o pano-de-fundo da idolatria egípcia. Ver 23.3; Js 24.14.

 

*          20.11   os meus estatutos. A lei foi uma dádiva graciosa de Deus ao povo de Israel; a lei era uma maneira de vida (Dt 4.40; 32.46,47; Js 1.7,8).

 

*          20.12 os meus sábados. O sábado (vs. 13, 16, 21 e 24) foi destacado como uma lei exclusiva de Israel, uma lei que mais distinguia Israel das nações ao redor. O sábado é, com freqüência, citado como um exemplo importante que representa a lei inteira (22.8,26; 23.38; 44.24; cf. Ne 13.18; Is 56.2,4,6; Jr 17.19-27).

 

*          20.13   se rebelou contra mim. A primeira geração de israelitas, no deserto, rebelou-se contra Deus (Êx 17.2; Nm 14.18; 16; 17; 20.10,24; 25; 26.9; 27.14; Dt 1.26,43; 9.7; 31.27).

 

profanaram grandemente os meus sábados. Ver Nm 15.32-36.

 

*          20.23 espalhá-los entre as nações. A ameaça do exílio já existia antes mesmo do povo de Israel entrar na Terra Prometida (Lv 26.32-35; Dt 28.64-67; Sl 106.26). Moisés predisse que eles se rebelariam contra o Senhor, uma vez que entrassem na terra (Dt 31.27,29).

 

*          20.26 tudo o que abre a madre. A lei era um dom gracioso de Deus (v.11, nota), mas se pervertida, ela trazia a morte. Ezequiel parece considerar a prática do sacrifício de criancinhas, no antigo povo de Israel, como uma perversão de suas leis acerca dos filhos primogênitos (Êx 13.1,11-16; 22.29; 34.19,20; Nm 18.15,16). Todos os primogênitos pertenciam ao Senhor, mas os filhos não deveriam ser sacrificados.

 

*          20.29   Lugar Alto. O livro de 2Reis aquilata quase todos os governantes de Judá em termos do que eles fizeram acerca dos lugares altos em volta de Jerusalém.

 

*          20.32-38         O desejo dos filhos de Israel de serem como as nações em derredor (v.32) reflete 1Sm 8.20; o povo tinha rejeitado a Deus (1Sm 8.7,8). Mas tal como Deus não abandonara gerações anteriores de seu povo escolhido, assim também, ele agora prometia um novo êxodo e uma volta à experiência no deserto (vs. 33-35). E da mesma maneira que somente os fiéis e obedientes dentre aqueles da geração do deserto entraram na Terra Prometida (Nm 14.30,38), assim também Deus expurgaria a nação para fazer um povo fiel entrar na Terra Prometida (vs. 36-38).

 

*          20.35 ao deserto dos povos. Possivelmente isso refere-se às desolações do exílio, que Israel estava prestes a experimentar. Israel seria julgada em um "deserto", tal como tinha acontecido à geração que perambulara pelo deserto.

 

*          20.37   passar debaixo do meu cajado. Esta frase alude à prática de contar os animais para efeito do pagamento de dízimos (Lv 27.32,33); e sugere que uma décima parte seria deixada (cf. Is 6.13).

 

*          20.38 separarei dentre vós os rebeldes. O alvo das catástrofes periódicas que sobrevieram a Israel era, comumente, produzir um remanescente purificado, expurgado e fiel (6.8, nota).

 

*          20.40 no meu santo monte. Sião. O remanescente fiel adoraria no santo monte de Deus. A glória da graça de Deus é que ele trata conosco com misericórdia, e não segundo os nossos pecados merecem (20.44; Ed 9.13; Jó 33.27; Sl 103.10; Lm 3.22,23,31-33).

 

*          20.45-48         Esta breve profecia contra o reino do Sul é explicada em 21.1-5. Aqui e em 21.4, a desgraça ocorreria "desde o sul até o norte", e ela não poderia ser evitada (v.48; 21.5). A ameaça fora decretada na Babilônia, e Israel é descrita como quem jazia no sul. A desgraça usualmente era retratada como se viesse do norte (Is 14.31; 41.25; Jr 1.13-15; 4.6; 6.1; 10.22; 25.9; 47.2; 50.9; 51.48; Jl 2.20).

 

*          20.49   Eles dizem de mim. O ridículo e a zombaria eram, com freqüência, dirigidos contra os profetas (2Cr 36.16; Mt 20.19; 27.29).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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