* 21.1-32 Todos os oráculos deste capítulo usam
a figura simbólica de uma espada (21.1-7,8-27,28-32). O Antigo Testamento com
freqüência descreve Deus como um guerreiro. Sua espada era ordinariamente
brandida contra os inimigos de Israel (Dt 32.41; Is 31.8; 34.5-8; 34.5-8;
66.16; Jr 25.31; 50.35-37; Sf 2.12). Mas agora a espada havia sido entregue aos
babilônios, e eles a usariam contra Judá e contra Jerusalém (vs. 2 e 12).
* 21.9 A espada. Provavelmente, Ezequiel uma
vez mais usava alguma forma de ato simbólico (4.1-3, nota). O profeta pode ter
rodopiado, cortado e golpeado com uma espada, em uma dança dramática, como
parte do oráculo.
* 21.10,13 O cetro. Estes
versículos, juntamente com o v.27, estão unidos em parte por suas alusões ao
cetro de Judá (Gn 49.10). Um cetro de madeira não era páreo para uma espada de
ferro, e Judá não era adversário à altura para Nabucodonosor.
* 21.18-23
Nabucodonosor atacaria vindo do norte, aproximando-se de uma encruzilhada na
estrada. Ezequiel, como é provável, desenhou um mapa, um tanto parecido com um
"Y" invertido, sobre a areia ou sobre uma tábua de argila (4.1-3,
nota). Vindo do norte, a bifurcação da esquerda na estrada levaria o exército
babilônico pela "Estrada do Rei", uma grande estrada que passava pelo
rio Jordão. Se enveredassem pela direita, os babilônios desceriam pela
"via Maris", uma importante estrada internacional que passava pela
planície costeira a oeste de Jerusalém. Essas estradas se encontravam próximo
de Damasco.
* 21.21
para consultar os oráculos. O rei da
Babilônia usava vários métodos para obter orientação dos deuses. (a) Os ídolos
do lar (no hebraico, teraphim) eram objetos religiosos usados na
adoração. (b) Adivinhação mediante o exame dos contornos e marcas nos fígados
de aves ou ovelhas sacrificadas (hepatoscopia), o que era uma prática comum nos
tempos antigos. (c) Flechas eram usadas como um meio de lançar sortes.
* 21.23
juramentos solenes.
Nabucodonosor iniciou o cerco a Jerusalém por volta de janeiro de 588 a.C.
* 21.25
príncipe de Israel. O príncipe
profano e perverso foi Zedequias, o último rei de Judá (17.1-10, nota).
* 21.28
filhos de Amom. À base dos
vs. 18-23, pareceria que os babilônios atacariam Jerusalém mas poupariam Amom.
Este terceiro e último cântico da espada explica que Amom também provaria o
gosto da ira de Deus, mediante a fúria dos babilônios (Jr 49.1-6). Amom era
aliado com Jerusalém e com o Egito, contra os babilônios, em 589 a.C. Entretanto,
quando Jerusalém sofreu o ataque dos babilônios, os filhos de Amom se
aproveitaram de seu anterior aliado (Jr 27.3; 40.11,14; 41.10,15; cf. 2Rs
24.2).
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sergiovalentin