*          24.1-14           Põe ao lume a panela. Ezequiel propõe aqui outra alegoria. A figura de linguagem é a de uma panela a ferver. A aplicação das alegorias é introduzida pela mesma frase: "Ai da cidade sanguinária" (vs. 6 e 9).

 

*          24.1 ano. A data tem sido identificada como 15 de janeiro de 588 a.C. (ver também 2Rs 25.1; Jr 52.4). O começo do cerco da cidade era recordado com jejum entre os exilados (Zc 8.19). Deus revelou ao profeta eventos que ocorriam centenas de quilômetros de distância, em Jerusalém.

 

*          24.3     panela. Ezequiel já empregou a figura de uma panela em 11.2-12 (cf. Jr 1.13,14; Mq 3.3). Através dessa descrição inicial da matança tem-se a impressão de que eram descritos os preparativos para uma refeição festiva; os melhores pedaços de carne deveriam ser cozinhados.

 

*          24.6     cheia de ferrugem. O profeta contemplou a corrosão que havia na panela, e compara isso com o derramamento de sangue e a culpa que havia na cidade de Jerusalém. Embora seus ocupantes fossem removidos da panela pedaço por pedaço, e dispersos para as extremidades do mundo, a culpa da cidade permaneceu como ferrugem, no fundo do caldeirão. Conferir as denúncias de derramamento de sangue na cidade, em 22.1-16; 36.18; 2Rs 21.16; 24.4; Is 26.21; 59.7; Lm 4.13; Os 4.2; Jl 3.21 e Mq 3.10.

 

*          24.7     para o cobrir com o pó. O sangue, uma vez derramado e deixado a descoberto, clama para ser vingado; note-se o mesmo conceito em Gn 4.10 e Jó 16.18.

 

*          24.11   para que ela aqueça. O caldeirão será esvaziado, no esforço para limpá-lo, mas a ferrugem era tão resistente que mesmo o aquecimento da panela ao rubro não a purificaria. Deus destruirá a cidade.

 

*          24.16,17 As lamentações costumeiras incluíam lamentações e choro, a remoção dos enfeites de cabeça e o cobrir a cabeça com pó e cinzas (Js 7.6; 1Sm 4.12; Jó 2.12), a remoção das sandálias (2Sm 15.30; Is 20.2) e o cobrir a cabeça ou o rosto (Et 6.12; Jr 14.3,4). Ezequiel, entretanto, não faria nenhuma dessas coisas; as práticas usuais, associadas à lamentação, não seriam suficientes para representar a profundeza de sua tristeza.

 

*          24.27 já não ficarás mudo. Ver 3.26 e nota. A mensagem de Ezequiel seria vindicada quando chegasse o recado, aos exilados, de que Jerusalém tinha sido destruída, e ele seria liberto do silêncio que Deus lhe impusera.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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