*          25.1—32.32    Entre as advertências quanto à destruição de Jerusalém (caps. 1—24) e profecias de esperança e restauração (caps. 33—48), Ezequiel incluiu uma seção de oráculos contra nações estrangeiras. Os profetas de Israel desempenhavam um papel importante nas guerras de Israel, com freqüência provendo oráculos acerca de batalhas em particular (1Sm 22.5; 1Rs 20.13,14,22; 22.5-23; 2Rs 3.11; 9.6,7; 20.14; 2Cr 16.7; 20.14-20; 28.9; Jr 28.8; 38.14). Há evidências arqueológicas, nas culturas que circundavam o território de Israel, de denúncias rituais ou ritos de destruição simbólica. As nações aqui denunciadas por Ezequiel incluíam a maioria dos estados do antigo Oriente Próximo e Médio, ficando a Babilônia como uma notável exceção (38.2, nota).

 

*          25.1-7 Ezequiel já havia falado contra Amom (21.28-32). O relacionamento de Israel com os filhos de Amom vinha de longa data, e era primariamente um registro de conflitos. Oráculos contra os filhos de Amom são também encontrados em Jr 49.1-6; Am 1.13-15; Sf 2.8,9.

 

*          25.5     sabereis que eu sou o SENHOR. Ver nota em 6.7.

 

*          25.6,7  Porque... Visto como. O castigo se equipara ao crime cometido: ao se regozijarem diante dos danos feitos contra Jerusalém, os filhos de Amom caíram presas de uma potência estrangeira. Embora muitos dos pequenos estados da área tenham escapado à destruição, durante a invasão dos babilônios de 587-586 a.C., fontes informativas fora da Bíblia indicam que Nabucodonosor dizimou Amom e Moabe em 582 a.C. O profeta Ezequiel destaca a mesma lição em 21.28-32.

 

*          25.8     Moabe. As relações entre Israel e Moabe eram, principalmente, uma história de conflitos; outros profetas incluíram oráculos contra a nação de Moabe (Is 15; 16; Jr 48; Am 2.1-3; Sf 2.8,9). Moabe compartilharia o destino de Amom.

 

*          25.12   Edom. Por ocasião da queda de Jerusalém, os idumeus fizeram incursões no território de Judá (35.15; 36.5; Sl 137.7-9; Lm 4.21,22). A inimizade entre Israel e Edom é ligada, na Bíblia, ao relacionamento entre Jacó e Esaú (Gn 25.23,30). No capítulo 35, Ezequiel incluiu um segundo oráculo contra Edom; e outros profetas fizeram pronunciamentos contra Edom, conforme se vê em Is 34.5-11; Jr 49.7-22; Am 1.11,12; Obadias e Ml 1.3-5.

 

*          25.15 os filisteus. As nações mencionadas até este ponto, ficavam a leste do rio Jordão e do mar Morto. Os filisteus ocupavam a planície costeira a oeste de Judá, controlando um longo segmento do vital sistema de estradas costeiras internacionais. Reivindicações territoriais em conflito e interesses estratégicos em competição compuseram uma história de relações inamistosas entre a Filístia e Israel. Ezequiel já havia falado sobre essa inimizade (16.27,57). Outros profetas também incluíram oráculos contra os filisteus (Is 14.29-31; Jr 47; Jl 3.4-6; Am 1.6-8; Sf 2.4-7; Zc 9.5-7). Os filisteus foram os inimigos mais proeminente de Israel nos tempos dos juízes e de Saul, Davi e Salomão.

 

*          25.16 os queretitas. Os filisteus parecem ter entrado na terra de Canaã na segunda metade do segundo milênio a.C., como parte da grande migração de povos que ficou conhecida nos registros egípcios como "povos do mar". Um grupo de filisteus tem sido identificado como os "queretitas", o que os associa à ilha de Creta. Ver 1Sm 30.14, nota.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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