* 26.1—28.26 O trecho de Ezequiel 26—28 dedica-se a
oráculos contra os vizinhos fenícios de Israel, mormente Tiro (26.1—28.19), mas
também contra Sidom (28.20-26). Esses capítulos são divididos em subseções,
cada qual introduzida pela frase "a palavra do SENHOR veio a mim"
(26.1; 27.1; 28.1,11,20). Houve ocasionais conflitos militares entre Israel e
os fenícios, mas a Bíblia menciona Tiro e Sidom primariamente como fontes de
cultos pagãos, sobretudo a adoração a Baal por parte de Jezabel, uma princesa
fenícia (Jz 10.6; 1Rs 11.1,5,33; 16.31; 2Rs 23.13). Os fenícios proviam Israel
com comércio e serviços técnicos (2Sm 5.11; 1Rs 5.1,6; 7.13,14; 9.11; 2Cr
2,3,13,14; Ed 3.7; Ne 13.16; At 12.20). Outros livros proféticos também
incluíram oráculos contra Tiro e Sidom (Is 23; Jl 3.4-6; Am 1.9,10; Zc 9.2-4).
* 26.2 eu me tornarei rico. O reino de
Judá, ocasionalmente, controlava as rotas comerciais que passavam pelas
planícies costeiras de Israel e que levavam ao Egito bem como à Arábia e à
África, por meio do porto israelita de Ezion Geber. Tiro tiraria proveito se
Jerusalém viesse a perder o controle dessas rotas comerciais.
* 26.7 Tiro. Pouco tempo depois da queda de
Jerusalém, Nabucodonosor lançou cerco contra a cidade de Tiro. A parte
continental dessa cidade caiu rapidamente, em 585 a.C., mas a fortaleza
existente na ilha desafiou os exércitos babilônicos por treze anos, até 572
a.C. (29.17,18).
* 26.19,20 muitas águas... à cova. Águas e cova
são comuns metáforas bíblicas que indicam a morte ou o reino dos mortos (águas:
Êx 15.5,8,10; Jó 26.5; Sl 32.6; 69.2,14; Lm 3.54; cova: 31.14,16;
32.18,23,24,30; Jó 33.18-30; Sl 30.3,9; 55.23; 88.4-6; 103.4; 143.7; Pv 1.12;
Is 14.15; 38.18). Essas duas figuras de linguagem são combinadas em 28.8; Sl
69.15; Jn 2.5,6. O profeta descreveu aqui as águas mitológicas do caos
engolfando a ilha e seus habitantes (28.2, nota).
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sergiovalentin