* 29.1—32.32 As proclamações contra as nações
estrangeiras, nos caps. 25—28 foram dirigidas, principalmente, contra os
estados menores e os vizinhos imediatos de Israel. Entretanto, estes quatro
capítulos foram dirigidos contra o Egito, um dos grandes impérios do mundo
antigo. Esses capítulos contêm sete profecias contra o Egito; todas elas são
datadas (29.1,17; 30.20; 31.1; 32.1,17), exceto o oráculo que começa em
30.1.
* 29.1 ano. Esta profecia foi feita em 587
a.C., cerca de um ano depois que Nabucodonosor cercou Jerusalém. Ver nota em
24.1.
* 29.3 crocodilo enorme. O Egito é
aqui comparado a um imenso crocodilo (vs. 3-5). O termo usado pode designar
tanto os inúmeros crocodilos do rio Nilo, quanto o monstro marinho que
representava o caos na mitologia do antigo Oriente Próximo. A Bíblia chama a
essa criatura mitológica de "monstro", "leviatã" ou
"raabe" (32.2; Jó 3.8; 7.12; 9.13, referência lateral; 41.1; Sl
74.13,14; 89.10; Is 27.1; 30.7; 51.9. cf. Ap 12.15 e 20.2). "Raabe"
também foi usada como uma designação poética do Egito (Sl 87.4; Is 30.7). Na
mitologia das culturas que circundavam Israel, o monstro marinho era um deus
que rivalizava com outros deuses; mas na Bíblia ele era simplesmente outra
criatura que vivia em submissão às ordens de Yahweh.
* 29.4 anzóis. Deus prenderia esse monstro
marinho tão facilmente como os pescadores apanham o peixe; e o deixaria
apodrecendo na praia. Ver nota em 28.2.
* 29.5 aos animais da terra... te dei por pasto. As aves e
os mamíferos foram dados à humanidade como alimento (Gn 1.30; 9.2,3); o reverso
desse relacionamento é uma maldição proverbial (32.4; Dt 28.26; Sl 79.2; Jr
7.33; 15.3; 16.4; 19.7; 34.20).
* 29.6 um bordão de cana. A
descrição do Egito, por parte de Ezequiel, como uma cana partida, nos faz
lembrar os comentários semelhantes feitos pelo comandante de campo assírio a
Ezequias (2Rs 18.21).
* 29.10 desde Migdol até Sevene. Ou seja,
do norte para o sul (ver também 30.6). Migdol ficava no norte do Egito, um
local que fez parte da rota do êxodo (Êx 14.2; Nm 33.7; Jr 44.1; 46.14). Sevene
ficava no sul do Egito, na primeira catarata do rio Nilo. Era o ponto terminal
da navegação em águas profundas do Nilo, e representava a fronteira sul do
Egito.
* 29.11 quarenta anos. É difícil
fixar um período histórico definido de quarenta anos para um exílio egípcio;
esse número pode ter sido simbólico.
* 29.17 No vigésimo-sétimo ano. Esse
oráculo foi entregue em abril de 571 a.C., dezesseis anos depois do oráculo
anterior (29.1). É a data mais avançada mencionada no livro.
* 29.18 não houve paga de Tiro. O cerco de
Tiro, por parte de Nabucodonosor, perdurou por treze anos (26.7). O cerco foi
longo e caro, e não houve recompensa que valesse o esforço.
* 29.21
o poder. No
original hebraico, "chifre". Um chifre é um símbolo comum de poder
político na Bíblia (Dt 33.17; 1Sm 2.10; 2Sm 22.3; Sl 18.2; 75.4,5,10; 89.24;
92.10; 112.9; 132.17; 148.14; Jr 48.25; Lm 2.3,17; Dn 7.7,8,20,21; Zc 1.18-21;
Ap 17.12). Este oráculo contra o Egito se encerra encontrando esperança para
Israel; cf. 28.24-26.
te darei que fales livremente. Ver notas
em 24.27 e 33.22.
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sergiovalentin