* 31.1 No undécimo ano. Junho de
587 a.C., poucos meses depois do oráculo anterior (30.20). Jerusalém estava
cercada, e a apenas algumas semanas de ser destruída por Nabucodonosor.
* 31.3 a Assíria. O profeta
usou o destino da Assíria como advertência ao Egito, pois o antes poderoso
império assírio tinha entrado em colapso entre 640 e 609 a.C. Alguns eruditos
pensam que é improvável que em um oráculo contra o Egito, o enfoque primário
tivesse caído sobre a Assíria (vs. 3-17). Esses eruditos têm sugerido que um
erro de copista alterou uma das letras consoantes do texto, e traduzem
"Assíria" como "cipreste", ou como "ao que vos posso
comparar", o que seria um paralelo melhor com a última frase do v.2. Com
essa correção, a passagem inteira fica girando em torno do Egito.
era um cedro. Ezequiel
já havia usado um símbolo semelhante (cap. 17). As árvores de porte grande
podem ter dezenas de metros de altura e viver por milhares de anos; essas árvores
provêem aptas metáforas que representam reinos e dinastias (17.22-24). Grande
parte da descrição dessa árvore assemelha-se à árvore do sonho de
Nabucodonosor, em Dn 4.1-12,19-27. A prodigalidade da descrição de Ezequiel
quanto a essa árvore compara-se com a extravagância de sua descrição de Tiro,
como um navio mercante ricamente preparado (27.3-11).
-----------------------------------------------------------------------------
sergiovalentin