*          33.1-20 Este capítulo assinala o começo da segunda parte do livro de Ezequiel. A primeira parte do livro diz respeito, primariamente, a Jerusalém, no passado e no presente; a segunda parte enfoca a futura Cidade de Deus. Esta parte do livro começa repetindo dois temas importantes: primeiro, uma reiteração da chamada de Ezequiel como atalaia (vs. 1-9; cf. 3.16-21); e segundo, a doutrina da responsabilidade moral individual (vs. 10-20; cap. 18). Os exilados ouviram as notícias da destruição de Jerusalém, no v.21; o resto das declarações de Ezequiel, acerca de Jerusalém, não prevê juízo e destruição, mas sim, restauração.

 

*          33.21 No ano duodécimo. Jerusalém foi incendiada e destruída no quinto mês do décimo primeiro ano do governo de Zedequias (2Rs 25.8-10; 2Cr 36.10-21; Jr 52.12-14). Se as notícias dessa destruição só chegaram aos ouvidos dos exilados no décimo mês do décimo segundo ano, então foi preciso mais que um ano e meio para as notícias cobrirem uma distância que Esdras cobriu em quatro meses (Ed 7.9). Alguns poucos textos hebraicos e uma antiga tradução da Bíblia dizem "décimo primeiro" ano, em lugar de "décimo segundo" ano. A diferença é apenas de uma letra no original hebraico, e "décimo segundo" pode ter sido um erro de algum copista.

 

*          33.22 abrira-se-me a boca. O profeta Ezequiel estivera mudo por um período prolongado; ver notas em 3.26 e 24.27. Mas agora, que as notícias da destruição de Jerusalém tinham chegado aos exilados, sua boca foi aberta, e Ezequiel dirigiu a palavra (a) àqueles que tinham permanecido em Judá, depois da destruição da cidade (vs. 23-29) e (b) a seus colegas de exílio (vs. 30-33).

 

*          33.25 Comeis a carne com sangue. Essa prática tinha sido proibida em Gn 9.4; Lv 7.26,27; 17.10; Dt 12.16,23.

 

*          33.26             cada um a mulher do seu próximo. Ver 18.6,11,15.

 

*          33.30     falam de ti. Ezequiel havia sido ignorado e até mesmo ridicularizado; mas agora que os eventos tinham confirmado a veracidade de suas palavras, ele se tornara popular diante do povo. Não obstante, continuavam a não lhe dar ouvidos, continuavam surdos no tocante a arrepender-se e a obedecer (v.11).

 

*          33.32     como quem canta canções de amor. Agora os exilados tinham começado a considerar Ezequiel como uma fonte de entretenimento. Ouvi-lo falar parecia-lhes ser uma maneira de passar uma tarde ou uma noite de inatividade (cf. 20.49, nota).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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