* 44.1 a qual estava fechada. O profeta
estivera no átrio interior (43.5), mas foi agora levado ao portão oriental.
Esse portão permanecerá fechado porque a glória do Senhor entrou no templo
através do mesmo (v.2; 43.4; cf. Sl 24.7-10). O fato que esse portão está
fechado pode dar a entender que o Senhor nunca mais deixará o templo (43.7,9).
O chamado Portão Dourado, na muralha oriental da antiga cidade de Jerusalém foi
fechado por meio de uma parede. Esse portão, que vem do período bizantino (300
- 650 d.C.) foi restaurado no período das cruzadas (1000—1100 d.C.). Sem dúvida
está posicionado sobre os restos de portões de períodos mais antigos. Esse
portão foi murado durante o governo muçulmano de Solimão, o Magnífico, no
século XVI d.C. Visto que essa parte do livro de Ezequiel desempenha um papel
na escatologia muçulmana, pode ter provido uma razão para o portão ter sido
murado. Entretanto, todos os portões ao sul e a leste da plataforma do templo
foram fechados nessa ocasião, a fim de controlar o acesso às mesquitas na
plataforma acima.
* 44.3 Quanto ao príncipe. Visto que
o portão está fechado, o pórtico torna-se uma sala. Nessa sala o príncipe terá
a permissão de comer a sua porção das refeições sacrificais. Essa provisão
nunca foi observada por qualquer dos reis de Israel. Na visão de Ezequiel isso
representa o relacionamento especial que o rei prometido manteria com o templo.
Ver nota em 37.24.
* 44.4-9 Ao passo que algumas porções do Antigo
Testamento enfatizam restrições quanto à participação de estrangeiros na
adoração de Israel (Êx 12.43; Lv 22.25; Ne 9.2; Jr 51.51), outras passagens
prevêem a participação de estrangeiros (47.22,23; 1Rs 8.41,43; 2Cr 6.32,33; Is
56.3,6; cf. Zc 14.21; Ef 2.12,19). Restrições semelhantes, impostas a
estrangeiros, caracterizam outros escritos do período após o exílio babilônico
(Ed 4.1-3; 10.10-44; Ne 13.1-9; Ag 2.14). No período do Novo Testamento, havia
um aviso escrito, na entrada do templo, que proibia gentios de entrarem ali,
sob a pena de morte (cf. At 21.26-30). No novo Israel da nova aliança, a
Igreja, todas essas distinções entre judeus e gentios foram removidas. Parte do
propósito de Cristo era derrubar essas barreiras (Mt 10.18; Lc 2.32; At 9.15;
10.28,45; 11.1,18; 13.46-48; Rm 1.5,16; 2.10; 10.12; 15.16; Gl 3.8,28; Ef
2.11-18; 3.6).
* 44.10-14 Embora estrangeiros tenham servido no
templo, no passado (Js 9.3,6,21), eles não mais poderão entrar. As tarefas que
eles haviam realizado pertenciam aos levitas (Nm 1.50-53; 3.6,8,28-32; 1Cr
23.24-32; 2Cr 8.14,15). As famílias sacerdotais que tinham deslizado para a
idolatria, antes do exílio babilônico (8.6) agora se juntarão a seus colegas
levitas, nas tarefas mais braçais do templo, ou como assistentes dos
sacerdotes. O sacerdócio propriamente dito será restringido à linhagem de
Zadoque (v.15; 40.45,46).
* 44.12 serviram
à casa de Israel de tropeço de maldade. Lit. tornaram-se tropeço de
iniqüidade à casa de Israel.
* 44.15 Zadoque. Zadoque
tinha servido como sumo sacerdote paralelamente a Abiatar durante o reinado de
Davi (2Sm 15.24-29; 20.25). Abiatar foi desligado do sumo sacerdócio porque
havia apoiado Adonias contra Salomão (1Rs 1.7; 2.26), mas Zadoque apoiava
Salomão e tornou-se o único sumo sacerdote. Antes disso, o sacerdócio tinha
sido restringido, entre os levitas, aos descendentes de Arão (Êx 28.1; Lv
8.2-7; 9.1-24; Nm 20.25-28; 1Cr 6.48-53), e Ezequiel previu mais uma restrição
a uma única família descendente de Arão.
*
44.24 para a julgarem. Quanto ao
papel judicial dos sacerdotes, ver 1Cr 26.29; 2Cr 19.8-11.
* 44.25 nenhuma pessoa morta. O contato
com os mortos tornava uma pessoa cerimonialmente imunda; os sacerdotes, e,
especialmente, o sumo sacerdote, tinham que evitar tal contato (Lv 21.1-12).
* 44.31 Não comerão. A
proibição contra comer carne de um animal encontrado morto aplicava-se também a
todo o povo de Israel (Lv 11.39,40; Dt 14.21).
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sergiovalentin