*          48.1-29   Na visão de Ezequiel, a repartição da terra entre as tribos é diferente daquilo que foi historicamente dividido. A cada tribo foi repartida uma faixa horizontal de terras, ligada com as fronteiras oriental e ocidental. A posição das esposas de Jacó e das tribos individuais parecem ser os fatores determinantes na disposição das tribos: cf. Nm 2 e 3. As tribos mais do norte (Dan, Aser e Naftali) eram tradicionalmente localizadas no norte; a tribo mais ao sul (Gade, v.27), historicamente foi uma tribo do norte. Essas quatro tribos são os filhos da serva Zilpa, de Lia, e da serva Bila, de Raquel (Gn 30.3-8,10-13). Como tais, elas estão localizadas nas extremidades externas das repartições tribais, de acordo com a visão de Ezequiel.

 

            Judá será a tribo ao norte mais próxima da área sagrada, no centro da terra (vs. 8-22; 45.1-8). Historicamente, Judá era uma tribo do sul; ao apresentar a tribo de Davi como parte das tribos do norte, Ezequiel podia estar dizendo que o norte fará “parte de Davi" (2Sm 20.1; 1Rs 12.16; 2Cr 10.16). Judá, pois, acha-se no lugar de honra que teria pertencido ao primogênito de Jacó, Rúben; Rúben ficará imediatamente ao norte de Judá. Em seguida estão as duas tribos de José: Efraim e Manassés, descendentes de Jacó através da esposa favorita, Raquel.

            A tribo ao sul mais próxima da área sagrada é Benjamim. Seu lugar reflete a posição favorecida de Raquel e equilibra a posição privilegiada das tribos de José, no norte. As três tribos remanescentes (Simeão, Issacar e Zebulom) são descendentes de Lia. Issacar, Zebulom e Benjamim historicamente tinham territórios alocados ao norte.

 

*          48.8-22   Esta descrição é uma elaboração de 45.1-8.

 

*          48.11 filhos de Zadoque. Ver nota em 44.15.

 

*          48.30-35   A cidade terá doze portas com os nomes das doze tribos (cf. Ap 21.12-14). Visto que uma das portas se chama Levi; Efraim e Manassés são substituídos por seu pai, José.

 

*          48.35 O SENHOR Está Ali. Desde o começo do Antigo Testamento, Deus revelou a sua intenção de estar com o seu povo. Ele andava e conversava com eles no jardim do Éden, e veio habitar nos santuários edificados no meio deles. A promessa de um filho chamado Emanuel prenunciava um dia em que Deus estaria "conosco" (Is 7.14). O Novo Testamento termina mais ou menos como termina o livro de Ezequiel. João também descreveu a cidade de Deus, bem como um tempo quando Deus viverá com os seres humanos (Ap 21.3); e ele terminou seu livro com a oração que diz: "Amém. Vem, Senhor Jesus" (Ap 22.20).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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