1-29
3 Paulo
apela para a experiência dos gálatas 1-5
1-5.12 O
Evangelho da graça de Deus e a liberdade cristã
3:1 Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a
vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?
3:2 Quero apenas saber isto de vós: recebestes
o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?
3:3 Sois assim insensatos que, tendo começado
no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne?
3:4 Terá sido em vão que tantas coisas
sofrestes? Se, na verdade, foram em vão.
3:5 Aquele, pois, que vos concede o Espírito e
que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela
pregação da fé?
6-14 A
experiência de Abrão
3:6 É o caso de Abraão, que creu em Deus, e
isso lhe foi imputado para justiça.
3:7 Sabei, pois, que os da fé é que são filhos
de Abraão.
3:8 Ora, tendo a Escritura previsto que Deus
justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão
abençoados todos os povos.
3:9 De modo que os da fé são abençoados com o
crente Abraão.
3:10 Todos quantos, pois, são das obras da lei
estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não
permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las.
3:11 E é evidente que, pela lei, ninguém é
justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.
3:12 Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele
que observar os seus preceitos por eles viverá.
3:13 Cristo nos resgatou da maldição da lei,
fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito
todo aquele que for pendurado em madeiro),
3:14 para que a bênção de Abraão chegasse aos
gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito
prometido.
15-22 A
lei não pode invalidar a promessa
3:15 Irmãos, falo como homem. Ainda que uma
aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe
acrescenta alguma coisa.
3:16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e
ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos,
porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.
3:17 E digo isto: uma aliança já anteriormente
confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a
pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa.
3:18 Porque, se a herança provém de lei, já
não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu
gratuitamente a Abraão.
3:19 Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi
adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se
fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador.
3:20 Ora, o mediador não é de um, mas Deus é
um.
3:21 É, porventura, a lei contrária às
promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que
pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei.
3:22 Mas a Escritura encerrou tudo sob o
pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos
que crêem.
23-29 A
tutela da lei para nos conduzir a Cristo
3:23 Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob
a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de
revelar-se.
3:24 De maneira que a lei nos serviu de aio
para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.
3:25 Mas, tendo vindo a fé, já não
permanecemos subordinados ao aio.
3:26 Pois todos vós sois filhos de Deus
mediante a fé em Cristo Jesus;
3:27 porque todos quantos fostes batizados em
Cristo de Cristo vos revestistes.
3:28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego;
nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em
Cristo Jesus.
3:29 E, se sois de Cristo, também sois
descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
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sergiovalentin