6.1  vós... espirituais.  Aqueles que são guiados pelo  Espírito (5.25) devem estender a mão ao crente a quem o pecado enredou, mas devem ser cautelosos para, ao fazerem isso, não serem igualmente enredados pelo pecado.

 

6.2  a lei de Cristo.  Requer amor não apenas ao próximo (5.14; Mt 22.39) mas também aos inimigos (Mt 5.43), tendo o amor de Deus como modelo.

 

6.4  prove cada um o seu labor.  Paulo exorta os cristãos da Galácia a examinarem-se a si mesmos como indivíduos perante Deus ao invés de nutrirem falsa confiança com base em comparações relativas com outros (cf. 2Co 13.5, 6).

 

gloriar-se unicamente em si.  Como Paulo esclarece em seguida, a razão para alguém “gloriar-se” não deve estar na sua obediência à lei.  Enquanto os judaizantes “gloriavam-se” de seu sucesso na promoção legalista (v. 13), Paulo “gloria-se” somente na cruz de Cristo (v. 14; cf. 2Co 11.16-12.10).

 

6.5  fardo. Esse termo, no grego, é diferente daquele que, no v. 2, é traduzido como "cargas", assinalando uma mudança de metáfora.  Paulo encorajava os cristãos a ajudar aos outros com as "cargas”  (v. 2), que são a luta e a vitória contra as tentações. Aqui, porém, Paulo está dizendo que não devemos nos tornar orgulhosos julgando-nos melhores que os outros, pois somente Deus é nosso juiz.

 

6.10  A igreja tem a responsabilidade de ajudar a aliviar o sofrimento dos que estão fora de sua comunhão, mas  tem especial responsabilidade de ajudar irmãos e irmãs em Cristo que estejam passando necessidade (1Ts 3.12).

 

6.11  Paulo ditava, algumas vezes, suas cartas a um secretário (Rm 16.22) mas geralmente escrevia ele mesmo a conclusão (1Co 16.21; Cl 4.18; 2Ts 3.17).  As  “letras grandes” a que se refere talvez indiquem que a sua vista estava enfraquecida (cf. 4.15).

 

6.12  circuncidardes.  Ver nota em 2.3.

 

não serem perseguidos.  É possível que os advogados da circuncisão na Galácia estivessem agindo sob pressão de nacionalistas judeus extremadamente zelosos da Judéia (4.17, nota).

 

6.14  gloriar-me... na cruz.  Para um desenvolvimento mais detalhado desse conceito, ver 1Co 1.18-2.5.

 

6.15  circuncisão.  Ver nota em 5.6.

 

nova criatura.  A atividade do Espírito Santo na vida dos crentes reverte os efeitos da queda e produz um povo regenerado (2Co 5.17), que subseqüentemente ocupará o lugar que lhes pertence no novo céu e na nova  terra (Ap 21.1).

 

6.16  Israel de Deus.  Essa locução pode designar o povo de Deus recentemente constituído, do qual a marca de identificação é o Espírito Santo e não a circuncisão. Esse  povo seria constituído de gentios e judeus.  Mas também pode referir-se à “plenitude” de Israel, os eleitos da nação judaica por cuja salvação Paulo estava profundamente preocupado (cf. Rm 9.1-5; 11.12,26,31).

 

6.17  marcas.  O termo grego designa o ferro em brasa utilizado para marcar um escravo como propriedade de determinado senhor.  A mesma palavra também era empregada para designar a marca que os sacerdotes pagãos traziam para identificar o deus ao qual serviam.  Paulo refere-se, com essa palavra, às cicatrizes adquiridas em sua atividade missionária (2Co 11.23-25).  Essas cicatrizes  eram as marcas que Paulo trazia como um escravo de Cristo (Rm 1.1; Fp 1.1; Tt 1.1).

 

6.18  Uma conclusão apropriada para a carta em que Paulo preocupa-se ao máximo com a graça de Deus.  Essa bênção resume a esperança de Paulo de que, entre os gálatas, o evangelho da graça de Deus triunfará.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

LOGO FACE cópia.jpgsergiovalentin