* 11.1—9 Ver nota em 10.1—11.9. Alguns estudiosos identificam a torre nesta
narrativa como o templo zigurate de Marduque na Babilônia, com 91m de altura. O
mesmo orgulho arrogante que inspirou os rebeldes Adão e Eva a rejeitar o
conhecimento de Deus (3.5) e o ímpio Caim a construir sua cidade (4.17), agora
inspira “toda a terra” (v. 4). A menção de “Sinear” (v. 2; cf. 10.10) e “Babel”
(v. 9; cf. 10.10) relembra o reino rebelde de Ninrode (10.8-12 e notas).
* 11.1 toda
a terra. Ver nota em
10.1—11.9.
* 11.4 cidade. Ver notas em 4.17; 8.1—12.9; e 10.10.
torre…aos
céus. Esta descrição
sugere um esforço monumental motivado pelo orgulho (cf. Is 2.15-17). Os seres
humanos — desta vez numa tentativa titânica de auto-afirmação corporativa —
desafiam abertamente a Deus (3.6, nota).
tornemos
célebre o nosso nome. Esta expressão denota na busca pela fama. Esses
construtores estavam tentando obter relevância e imortalidade nos seus feitos,
porém, apenas Deus pode dar um nome eterno (12.2) àqueles que engrandecem seu
nome (4.26; 12.8; Is 63.12, 14).
para que
não sejamos espalhados. Assim como
Caim, no seu isolamento de Deus, esses pecadores orgulhosos temiam deslocamento
e talvez temessem também uns aos outros (4.14). Assim como Caim, eles
encontraram solução para isto numa cidade que se rebelava contra Deus —
estratégia que envolvia desobedecer a ordem de Deus de “encher a terra” (9.1).
* 11.5
desceu o SENHOR para ver.
A investigação divina antes do julgamento é freqüentemente descrita em
Gênesis (3.11-13; 4.9, 10; 18.21). Ao invés de conflitar com a doutrina da
onisciência divina (cf. 6.6, nota), esta descrição antropomórfica da atividade
de Deus serve para enfatizar que o julgamento divino é sempre de acordo com a
verdade. As torres da Mesopotâmia (zigurates) foram construídas como escadas
para a descida dos deuses. Deus, porém, desce em julgamento nesta torre de
orgulho humano.
* 11.6 é
apenas o começo. Ver nota em
10.8.
* 11.7 desçamos. Ver nota em 1.26.
* 11.8
dispersou. Ironicamente,
ao invés de ganhar relevância e imortalidade eles alcançaram alienação e
dispersão. A expulsão já fora a triste sorte de Adão e Eva (3.23) e de Caim
(4.12). Esse castigo foi também um ato da graça; no isolamento os povos
estariam mais inclinados a se voltar a Deus (12.3; At 17.26, 27).
* 11.9
Babel. Uma etimologia
irônica derivada do termo hebraico que significa “confundir”. Para os
babilônios, Babel significava “portão de deus”.
* 11.10-26 Ver nota em 5.3-32. Esta genealogia dos
eleitos, como em 5.3-32, é inicialmente linear e então segmentada em três
filhos (8.1, nota). Ela se sobrepõe a 10.21-31 e forma uma transição da
história primeva para o relato de Abraão (Introdução: Características e Temas).
Como é comum em antigas genealogias, esta genealogia aparentemente
contém lacunas. Se fosse precisamente seqüencial, os eventos dos caps. 9—11
cobririam menos de três séculos, todos os ancestrais de Abraão ainda estariam
vivos quando ele nasceu, e Sem sobreviveria ao período de Abraão em 14 anos. O
propósito desta genealogia é relatar os avanços da linhagem messiânica
(Introdução: Data e Ocasião).
* 11.10 São estas as gerações de. Ver nota em 2.4.
* 11.12 Na história sumeriana do dilúvio a idade dos
reis é também reduzida depois do dilúvio (5.3-32, nota).
* 11.14 Héber. Ver nota em 10.21.
* 11.16 Pelegue. Ver nota em 10.25.
* 11.26 Abrão. Ver notas em 17.5.
* 11.27-32 Esta introdução à história de Abraão
identifica os personagens principais na vida de Abraão: pai, irmão, esposa,
cunhada e sobrinho.
* 11.27 São estas as gerações de Terá. Ver nota em
2.4. Terá, o pai do personagem principal, Abraão, dá seu nome à história da
família, visto que a família envolvida nesta história descende dele
(Introdução: Características e Temas). Depois desta introdução, ele não é mais
mencionado, provavelmente porque não compartilhava da fé que Abraão possuía. A
família pode ter estado envolvida na adoração à lua, já que Ur e Harã eram
importantes centros de adoração dos deuses mesopotâmios da lua, Nanna e Sin.
Naor. Ver 22.20-24.
* 11.28 Morreu Harã. A morte prematura de Harã explica o destino
de seus filhos nesta família intimamente unida. Abraão adotou a Ló, filho de
Harã (v. 31; 12.4), e Naor casou-se com Milca, filha de Harã.
Ur dos
caldeus. Provavelmente a
importante cidade no sul da Mesopotâmia às margens do rio Eufrates (cerca de
3000-1900 a.C.), embora alguns estudiosos sugiram que seja Urfa (Edessa) ao
norte da Mesopotâmia. Porque os caldeus não atingiram o sul da Mesopotâmia até
depois de os tempos de Moisés (e quase um milênio depois de Abraão), esta
descrição de Ur pode representar uma atualização do texto posterior ao tempo de
Moisés (Introdução: Data e Ocasião).
* 11.29 Sarai. Esta era filha de Terá, de uma mãe diferente
da mãe de Abraão (20.2). A proibição de tais casamentos era desconhecida no
período patriarcal (cf. Lv 18.9; 20.17; Dt 27.22).
a de Naor…
filha de Harã. A lei mosaica posterior não proibe o casamento com uma
sobrinha.
* 11.30 estéril. Essa menção à impossibilidade de ter filhos
prenuncia a provisão miraculosa de uma descendência para continuar a linhagem
da promessa da aliança (18.1-15; 21.1-12).
* 11.32 duzentos e cinco anos. Se Abrão nasceu quando Terá tinha setenta
anos de idade (v. 26) e se Abrão partiu de Harã quando tinha setenta e cinco
anos (12.4), após a morte de seu pai Terá (At 7.4), Terá teria apenas 145 anos
quando morreu. Várias alternativas a esta aparente dificuldade tem sido
apresentadas. Alguns sugerem que Estevão em Atos 7.4 se apoia numa tradição
textual diferente (O Pentateuco Samaritano traz “145 anos”). Outros propõem que
a palavra hebraica “gerou” no v. 26 significa “começou a gerar” e que Abrão não
era o primogênito.
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sergiovalentin