* 13.1-18 A separação de Ló de Abraão o restringiu da
bênção. Ele voltou as costas para seu tio e ignorou os perigos de Sodoma. Mas
“ainda que pensasse viver no céu, ele já está quase que afundado no inferno”
(Calvino, comentário sobre Gn 13.10). Em contraste com Ló, Abraão confiou em
Deus e pela fé herdou “toda esta terra… para sempre” (v. 15) e “descendência
como o pó da terra” (v. 16).
* 13.2
rico. A palavra hebraica
aqui nos leva a contrastar a situação de Abraão antes e depois de ir ao Egito
(12.10-20, nota).
* 13.6
eram muitos os seus bens.
Paradoxalmente, a bênção de Deus, e não a fome, causou o problema (v.
10, nota).
* 13.8-17 Ló e Abraão são comparados e contrastados:
ambos olharam ao derredor (vs. 10, 14), receberam a oferta da terra (vs. 9,
15-17), e viajaram para sua porção designada (vs. 11-12, 18). Porém Ló, que
escolheu pelo que viu, por pouco escapará com vida em duas ocasiões (14.12, 16;
19.1-29), enquanto que pela fé Abraão será enriquecido para sempre.
* 13.9
se fores para… irei para.
A fé no Deus soberano deu a Abraão a liberade para ser generoso (cf.
14.19, 20). Sua generosidade tipificava a generosidade de Israel para com Moabe
e Amom, descendentes de Ló (Dt 2.8-19). Deus se compraz na generosidade e nos
pacificadores (Lv 19.18; Sl 133; Mt 5.43-48; Tg 3.17, 18).
* 13.10 campina do Jordão. A fronteira da Terra Prometida ou logo após
ela (Nm 34.2-12); esta área é contrastada com Canaã no v. 12.
como o
jardim do SENHOR. O ambiente do
homem não é a causa do pecado e sim, a depravação humana. No ambiente perfeito
do Éden, o pecado originou-se, e agora abundava neste rico território (v. 13;
18.16—19.29).
* 13.12 armando as suas tendas. Ver nota em 14.12.
* 13.14 Ergue os olhos… ocidente. Semelhantemente, o Senhor convidou Moisés a
uma visão panorâmica da terra (Dt 34.1-4). Em ambos os casos, o convite foi
feito para confirmar a promessa a alguém que não participaria pessoalmente na
expulsão dos cananeus.
* 13.15 terra… para sempre. Ver 12.1 e nota. As promessas de terra foram
cumpridas várias vezes, mas nunca consumadas. Deus cumpriu a promessa através
de Josué (Js 21.43-45), mas não completamente (Js 13.1-7); mais ainda através
de Davi e Salomão (1Rs 4.20-25; Ne 9.8), mas ainda não completamente (Sl 95.11;
Hb 4.6-8; 11.39, 40). Assim como o êxodo de Israel do Egito através da Páscoa
(Êx 12.1) é uma prefiguração do êxodo da igreja do mundo condenado, através de
Cristo (1Co 5.7; 10.1-4), também a antiga vida de Israel na terra é uma
prefiguração da vida do novo Israel em Cristo. Ambos são um dom (15.7, 18; Dt
1.8; Rm 6.23), são recebidos pela fé (Nm 14.26-44; Js 7 e Jo 3.16). Ambos, de
forma exclusiva, possuem a abençoada presença, vida e descanso de Deus (Êx
23.20-31; Dt 11.12; 12.9, 10; 28.1-14; Jo 1.51; 14.9; Mt 11.28) e exigem uma fé
perseverante (Dt 28.15-19; Hb 6). As promessas de terra são consumadas para
sempre no novo céu e nova terra (Hb 11.39, 40; Ap 21.1—22.6).
* 13.16 como o pó da terra. Ver 32.12. A promessa de descendência é
também cumprida no antigo Israel (Nm 23.10; 1Rs 4.20; 2Cr 1.9) e consumada no
novo Israel, composto de judeus e gentios (12.3 e nota; Rm 4.16-18; Gl 3.29; Ap
7.9).
* 13.17 Levanta-te, percorre. De acordo com um costume antigo, a
transferência de propriedade era finalizada com a visita do novo proprietário
ao lugar. Deus ordena a Abraão que reivindique simbolicamente a Terra Prometida
(12.7 e nota; Js 1.3; 18.4; 24.3).
* 13.18 carvalhais de Manre. Ver nota em 12.6.
Manre. Um amorreu que buscou segurança numa aliança
com Abraão (14.13). Ele será abençoado
através de Abraão (14.24).
levantou
ali um altar. Ver 12.7 e nota.
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sergiovalentin