* 14.1-24 Abraão demonstrou uma fé obediente, numa
guerra arriscada, para libertar seu sobrinho Ló. Sua vitória é surpreendente já
que esta confederação de saqueadores, composta por cinco reis, havia acabado de
conquistar muitos cananeus e uma confederação de cinco reis da região do mar
Morto. Ver nota no v. 4.
* 14.1, 2 Nenhum destes reis foi identificado
concretamente em fontes extra-bíblicas. Um vem de Elão (parte do Irã moderno),
um da Babilônia (parte do Iraque moderno), e dois provavelmente da região da Turquia
moderna.
* 14.1 Sinear. Ver nota em 10.10.
* 14.4
serviram. Eles foram
sujeitos como vassalos ao rei de Elão, com a obrigação de pagar tributo.
* 14.5
refains… zuzins… emins.
Ver nota em Dt 2.10-12. Zuzim é provavelmente um termo alternativo para
os zanzumins (Dt 2.20). A menção destes gigantes derrotados enfatiza ainda mais
quão impressionante foi a vitória de Abraão.
* 14.6 horeus. Ver nota em Dt 2.10-12.
* 14.12 morava em Sodoma. Note a
progressiva identificação de Ló com Sodoma: acampava perto dela (13.12), morava
nela, e residia como um respeitado cidadão da mesma (19.1, 6; cf. Sl 1.1).
* 14.13 o hebreu. Provavelmente uma identificação étnica
designando Abraão como um descendente de Éber (10.21, nota). Entretanto, alguns
sustentam que o termo é derivado de habiru,
uma palavra de desprezo usada para designar uma classe social de semi-nômades
amplamente dispersa no antigo Oriente Próximo do segundo milênio antes de
Cristo.
carvalhais
de Manre. Ver nota em 12.6.
amorreu. Às
vezes um termo genérico para os antigos habitantes da Palestina (48.22; Dt
1.44; Js 2.10). Manre, o amorreu, um aliado de Abraão que o acompanhou em
batalha, foi abençoado através de sua identificação com Abraão (v. 24; 12.3).
* 14.14 seu sobrinho. No hebraico, “seu irmão”, explicando o
caráter da ação de Abraão: os justos demonstram lealdade amorosa para com seus
irmãos.
homens dos
mais capazes. Homens treinados no
uso de armas. Uma força de trezentos homens era um exército considerável nos
tempos de Abraão.
Dã. O nome deste lugar foi mudado de Laís para
Dã depois dos tempos de Moisés (Introdução: Data e Ocasião; Jz 18.29).
* 14.18 Melquisedeque. Lit., “rei de justiça”. A palavra hebraica melech significa “rei” e zedek
significa “justiça”. Ver Introdução: Características e Temas; Hb 7.1-3 e notas.
rei de
Salém… sacerdote do Deus. A
apresentação de Melquisedeque não só enfatiza que ele era um rei mas também um
sacerdote. Desta forma, ele é um tipo de Cristo, que é nosso profeta, sacerdote
e rei. Salém é aparentemente um nome antigo para Jerusalém (Sl 76.2).
pão e
vinho. A combinação
significa uma refeição completa, um banquete.
* 14.19 abençoou ele. O autor de Hebreus entende que o fato de
Melquisedeque abençoar a Abraão indica que Melquisedeque é maior do que Abraão
(Hb 7.7)
Deus
Altíssimo. No hebraico El Elyon. O supremo deus no panteão
cananeu nos tempos de Abraão tinha títulos similares (p.ex., El Olam, “deus eterno”). Os patriarcas
usaram estes títulos para o SENHOR, o verdadeiro Deus, criador dos céus e da
terra. Abraão interpretou o louvor de Melquisedeque desta forma, repetindo os
mesmos títulos e adicionando o nome divino pactual de SENHOR (Yahweh) no v. 22.
Embora cananeu, Melquisedeque veio a conhecer o Deus verdadeiro — um sacerdote
pagão não poderia significativamente ter “abençoado” a Abraão, nem Abraão, que
estava consagrando a terra ao SENHOR (12.7, nota), poderia ter dado um “dízimo”
ao sacerdote do depravado deus El.
* 14.20 dízimo. A décima parte. A prática de se pagar o
dízimo ao rei ou a um deus era comum no antigo Oriente Próximo, e é anterior à lei
mosaica (28.22; 27.30-33; Nm 18.21-32). O presente de Abraão a Melquisedeque
provavelmente não era o pagamento do “dízimo do rei” (cf. 1Sm 8.15, 17), porém
uma oferta que refletia o respeito de Abraão para com Melquisedeque como
sacerdote do Deus verdadeiro.
tudo. Dos despojos.
* 14.22 SENHOR. Ver nota no v. 19.
* 14.23 nada tomarei. Em contraste com seu procedimento com
relação a Melquisedeque, de quem aceitou pão e vinho (v. 18) e a quem deu o
dízimo (v. 20), Abraão não queria nenhuma relação com o ímpio rei de Sodoma.
* 14.24 aos homens… comigo. Os despojos eram o seu justo quinhão. Esta
disposição dos bens enfatiza a justiça e generosidade de Abraão.
15.1-19 Depois da expressão de fé de Abraão na
recompensa de Deus (14.22, 23), Deus confirmou sua promessa de descendência
(vs. 1-6) e terra (12.7 e nota) fazendo uma aliança (Ne 9.8). As duas cenas
noturnas (vs. 5, 17) são paralelas: O Senhor promete uma recompensa (vs. 1, 7);
Abraão questiona o soberano Senhor a respeito da herança (vs. 2-3, 8); e o
Senhor responde com um ato visual (vs. 4-5, 9-21). A fé que Abraão possuia lhe
foi imputada por justiça (v.6).
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sergiovalentin