* 17.1
Deus Todo-poderoso. Ver
referência lateral. Este nome divino pode indicar o domínio universal de Deus.
Ele aparece freqüentemente em Jó e nas narrativas patriarcais, geralmente num
contexto onde a promessa de descendência é enfatizada (28.3; 35.11; 43.14;
48.3; 49.25).
anda na
minha presença e sê perfeito.
Estas frases denotam o serviço devido a um rei. Até mesmo os reis de
Israel eram ordenados a “andar diante” do seu soberano maior, o próprio Senhor
(1Rs 9.4; 2Rs 20.3). O acerto pactual aparece novamente: as promessas graciosas
de Deus esperam uma resposta obediente da parte de Abraão.
* 17.2
uma aliança entre mim.
No hebraico “minha aliança”. O relacionamento pactual entre Deus e
Abraão inclui tanto promessas de Deus obrigando-o a cumprir a sua parte para
com Abraão (“Quanto a mim” vs.4-8, 16), e ordens de Deus obrigando Abraão e
Sara a cumprirem a sua para com ele (“Disse mais Deus a Abraão: Guardarás…” vs.
9-15). Esse padrão de obrigação mútua não representa um relacionamento entre partes
iguais (como em um contrato humano), entretanto, Deus, soberanamente, aplica a
aliança, dá a graça da fé e obediência ao homem, e, graciosamente fornece a
solução para a desobediência humana (28.20, nota). A história da aliança no
Antigo Testamento em geral demostra a incapacidade humana em obedecer aos
requerimentos pactuais. Entretanto, o Deus gracioso da aliança continua fiel às suas promessas, mesmo quando
os seres humanos são infiéis (v. 7, nota; Lv 26.44, 45; Dt 4.30, 31; 2Tm 2.13 e
nota).
* 17.5
Abrão… Abraão. Abrão, um
antigo nome semítico oriental, significa “pai exaltado”, talvez originalmente
uma referência ao pai de Abraão, Terá. “Abraão” soa como uma expressão hebraica
que significa “pai de uma multidão de nações.” Seu antigo nome representava seu
passado aristocrático; o novo representa sua grande descendência.
já não será
o teu nome. A mudança de nome do
patriarca e matriarca mostram que eles estão sob o governo de Deus (1.5, nota)
e são chamados a um novo destino e missão.
pai de
numerosas nações. Abraão foi o
pai físico de muitas nações — o Israel étnico através do filho prometido,
Isaque; os ismaelitas (v. 20; 21.13; 25.12-18); os edomitas (25.23; 36.1-43); e
seus descendentes através de Quetura (25.1-4). Porém, esta promessa encontra
seu cumprimento final na multidão de cada tribo, língua e nação que compartilha
a fé de Abraão e são batizados em Jesus Cristo (Rm 4.16, 17; 15.8-12; Gl 3.29;
Ap 7.9).
* 17.7
a tua descendência. Os
descendentes de Abraão através do filho da promessa, Isaque (Rm 4.19; 9.6-9).
Os crentes gentios participam desta aliança através da incorporação espiritual
em Israel (Ef 2.11-13; 1Pe 2.10, nota) pela união com Cristo, o grande
Descendente de Abraão (Gl 3.16, 26-29).
perpétua. A natureza unilateral e graciosa da aliança
de Deus com Abraão é enfatizada pelo seu caráter eterno (v. 2, nota). A aliança de Deus dura para sempre porque ele
não muda e porque Jesus Cristo cumpre cada condição dela (2Co 1.20; Ef 2.12,
13).
para ser o
teu Deus. Embora exista uma
dimensão jurídica da aliança (v. 2, nota), o relacionamento pactual de Deus com
o seu povo é primeira e principalmente de comunhão (Êx 6.7; Dt 29.13). Deus
graciosamente habita com seu povo e estes agradecidamente respondem com fé,
amor e obediência.
* 17.8
terra de Canaã… possessão perpétua. Ver 13.15 e nota.
* 17.10 circuncidado. Por meio deste ritual o orgão de procriação
era consagrado a Deus (cf. Lv 19.23). Mais ainda, Deus queria o coração e
ouvidos consagrados a ele (Dt 10.16; 30.6; Jr 4.4; 6.10; Ez 44.7, 9). A simples
circuncisão da carne é inadequada para agradar a Deus (17.11-14, notas; Jr
9.25, 26).
* 17.11 sinal de aliança. Ver nota em 9.12.
* 17.12 oito dias. Ver Lc 1.59; 2.21; Fp 3.5. Algumas culturas
do antigo Oriente Próximo circuncidavam seus filhos na puberdade como um rito
de passagem da infância para a idade adulta. Deus empregou este sinal para
crianças para mostrar que os filhos de pais crentes são “santos” (são separados
do mundo profano e pertencem à comunidade da aliança, Rm 11.16; 1 Co 7.14).
Deus continua a usar a instituição da família (At 16.31). O rito de iniciação
para entrada na comunidade da aliança hoje é o batismo. Em Cristo não há mais
homem ou mulher, judeu ou gentio, de forma que todos podem participar (Gl
3.26-29; Cl 2.11, 12). Ver a nota teológica “Batismo Infantil”, índice.
* 17.13 nascido… comprado. As promessas da aliança eram estendidas a
todos dentro da família da fé. Até mesmo no Antigo Testamento o escopo da
comunidade da aliança não era determinado por linhagem — prefigurando a
expansão da aliança a uma multidão de toda tribo e nação. Ver notas nos vs. 6,
7.
na vossa
carne e será aliança perpétua.
Ver nota no v. 7. A aliança da graça entre Deus e seu povo é de fato uma
aliança eterna, embora o modo de administração tenha mudado com a transição de
Israel para a igreja (a circuncisão é substituída pelo batismo, v. 12, nota).
Ver “Os Sacramentos”, índice.
* 17.15 Sarai… Sara. Ver referência lateral. Ambos os nomes parecem
ser variantes significando “princesa”. O seu nome de nascimento provavelmente
pretendia lembrar sua nobreza de família, enquanto o nome pactual tinha em
vista a sua nobre descendência (v. 5 e nota).
* 17.16 Abençoá-la-ei. Ver nota em 12.2.
* 17.17 riu.
Ver nota em 21.3
* 17.20 doze príncipes. Ver 25.12-16.
* 17.21 com Isaque. Pelo seu próprio conselho soberano o Senhor
elegeu Isaque e não Ismael (Introdução: Data e Ocasião). O nascimento
miraculoso de Isaque significa que o povo de Deus resulta da promessa e da
graça sobrenatural do Espírito Santo e não de uma simples geração natural (Rm
4.17; Gl 4.21-31).
* 17.23 naquele mesmo dia. Abraão demonstrou sua fé na graciosa aliança
de Deus pela sua obediência (v. 1, nota; Rm 4.9-12).
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sergiovalentin