*           19.1-29   Assim como Deus salvou o justo Noé do mundo pecador ante-diluviano (caps. 6-8), da mesma forma ele também salva a Ló de Sodoma. Em última análise, Ló foi salvo por causa da misericórdia de Deus para com ele (v. 16) e por causa do compromisso pactual para com Abraão (v .29). A destruição de Sodoma passa a ser um paradigma do julgamento de Deus sobre o pecado (Is 1.9, 10; Ez 16.46-49; Am 4.11; Rm 9.29; 2Pe 2.5, 6).

 

*           19.1-11   Ver o episódio registrado em Jz 19.15-25.

 

*           19.1   dois anjos.   Ver nota em 18.2 e “Anjos”, índice. Os dois anjos continuam até Sodoma, mas o Senhor mesmo não aparece depois de 18.33; ele fará chover o castigo dos céus (v. 24).

 

a cuja entrada estava Ló. Ver 14.12 e nota. O fato de Ló estar assentado ao portão da cidade indica a sua posição como um respeitado membro da comunidade. Assuntos jurídicos eram decididos nos portões da cidade por anciãos da comunidade, tais como Ló (Dt 21.18-21; Am 5.15).

 

prostrou-se.   Em toda a história Ló demonstrou sua justiça pela hospitalidade a estranhos (18.2 e notas; cf. 2Pe 2.6, 7).

 

*           19.4   moços... velhos… de todos os lados.   Estes detalhes são importantes para demonstrar que todos os que foram destruídos eram ímpios (18.23) Ver também 6.5; 8.21; Rm 1.26-32.

 

*           19.7   não façais mal.   O caráter do apelo de Ló demonstra sua justiça (2Pe 2.6,7).

 

*           19.8   Ver notas em 18.2 e 19.1. Por estar obrigado pelo código de hospitalidade do antigo Oriente Próximo, que requeria a proteção dos hóspedes, Ló estava arriscando a sua própria família para não permitir que se fizesse mal algum a eles.

 

*           19.10   fecharam a porta.   Ver nota em 7.16.

 

*           19.15   mulher… filhas.   A família é salva da destruição da cidade como uma unidade; esta família, porém, assim como a de Noé, mostra que é uma mistura daqueles que perseveram (Ló) e daqueles que não perseveram (a mulher de Ló e suas filhas, vs. 26, 30-38).

 

*           19.16   se demorasse.   A posição social de Ló na cidade era provavelmente em razão de sua grande riqueza (13.6) e porque seu tio Abraão havia salvo a cidade (cap. 14). Agora, tendo que fugir deixando todos os confortos da cidade (vs. 18-21), Ló hesita.

 

*           19.24   fez o SENHOR chover enxofre. É difícil dar uma explicação detalhada do inferno que envolveu aquelas cidades. A Bíblia se preocupa com a causa divina do fato e não com fatos secundários. O termo enxofre refere-se ao sulfato combustível, cujos depósitos podem ser encontrados nas proximidades do mar Morto. Alguns sugerem que um terremoto tenha causado a mistura de enxofre, asfalto (também abundante nesta área, 14.10) e gases do interior da terra que causaram a combustão (cf. Is 34.9, 10).

 

*           19.26   a mulher de Ló olhou para trás. O exemplo da mulher de Ló é uma lição contra a vacilação quando o julgamento divino está próximo (Lc 17.28-37).

 

*           19.29   lembrou-se.   Ver nota em 8.1. Por duas vezes Ló foi salvo em razão da fidelidade de Abraão (14.1-16; 19.1-29).

 

*           19.30-38   O ato desesperado das filhas de Ló no intento de preservar uma descendência de seu pai embriagado nos leva à conclusão trágica da narrativa de Ló que começou com sua separação de Abraão em 13.11. A despeito da afiliação de Ló com Sodoma e da incredulidade de sua família, o Senhor protegeu a sua linhagem e terra por causa de sua fé e seu relacionamento com Abraão (Dt 2.16-19).

 

*           19.30   receavam permanecer em Zoar.   Ver nota no v. 16. Ironicamente, enquanto Ló procurou viver em Zoar por causa de seu temor em viver nos montes (v. 19), ele agora vive nos montes por temer Zoar. Note o contraste da prosperidade e perspectiva de Ló em 13.1-13.

 

*           19.31   velho.   Ele estava muito velho para se casar novamente e provavelmente não teria outros descendentes.

 

*           19.32   beber vinho, deitemo-nos.   Ver nota em 9.21. A iniciativa das filhas se contrasta com a de Ló, que aparentemente não se esforçou para encontrar marido para elas. A sua imoralidade sexual prenuncia a sedução de suas descendentes sobre os homens de Israel (Nm 25).

 

*           19.37, 38   Esta conclusão genealógica (vs. 37, 38) inicia a história amarga de animosidade de Moabe e Amom contra Israel (Nm 23—25; 2Rs 3). Os moabitas e amonitas foram rejeitados por Deus não por causa de sua linhagem questionável, mas porque destrataram a Israel (Dt 23.3-6; Ne 13.1, 2). Rute, uma ancestral de Jesus Cristo, era moabita (Rt 4.18-22; Mt 1.5), mas por causa de sua fé acabou sendo contada entre os da tribo de Judá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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