*           21.1-7   O relato do nascimento de Isaque conclui a história de esterilidade de Sara que havia começado em 11.27-32. A disposição pactual é destacada: Deus mantém a sua promessa de dar um filho a Abraão através de Sara (vs. 1-2; 17.1-6, 15-16; 18.1-15), e Abraão corresponde em obediência dando-lhe o nome de Isaque (v. 3; 17.19), e o circuncida (vs. 4, 5; 17.9-14), enquanto Sara corresponde com adoração (vs. 6, 7).

 

*           21.1   Visitou.   Ver 50.24 e nota para esta mesma expressão da intervenção graciosa de Deus.

 

*           21.2   na sua velhice, no tempo determinado.   Ver 17.17, 24; 18.11-14. O grande Descendente de Abraão também veio no tempo determinado (Gl 4.4).

 

*           21.3   Isaque. Ver referência lateral.   A princípio, tanto Abraão quanto Sara riram em descrença (17.17; 18.12), mas quando Isaque nasceu, Sara riu-se de alegria diante da obra sobrenatural da graça (v. 6).

 

*           21.4   circuncidou.   Ver nota em 17.12.

 

*           21.6   vai rir-se.   Ver nota no v. 3.

 

*           21.8-11   A expulsão de Hagar e Ismael retirou qualquer ameaça à herança de Isaque. Os relatos do nascimento de Isaque e da remoção de Ismael estão ligados entre si por uma outra referência a riso, o “caçoar” de Ismael sobre Isaque (v. 9, referência lateral).

 

*           21.8   desmamado.   Este rito de passagem do perigoso estágio dos primeiros anos até a parte posterior da infância ocorria por volta dos três anos de idade. Aqui a ocasião é celebrada com um banquete.

 

*           21.9   Vendo Sara.   Através de sua experiência com Hagar (cap. 16) Sara percebeu a importância do desdém de Ismael por Isaque e a ameaça à herança de seu filho.

 

caçoava.   A raiz hebraica significa “rir”, mas a forma aqui significa “rir de” ou “zombar de” (referência lateral). O filho da mulher escrava perseguiu o filho da mulher livre (Gl 4.29).

 

*           21.10   Rejeita.   A ponto de deserdar (cf. 25.5, 6).

 

escrava.   A palavra hebraica aqui difere da que foi traduzida “serva” em 16.1 (16.1, nota). Em sua ira, Sara enfatiza a posição servil de Hagar — uma indicação da animosidade entre as duas rivais.

 

*           21.11   penoso.   Como pai, Abraão sentia amor e afeição genuínos por Ismael (17.18). Além disso, pode ser que existissem costumes proibindo a expulsão de Hagar e seu filho (16.6, nota).

 

*           21.12   será chamada a tua descendência.   As promessas de Deus vão se cumprir através da semente miraculosa, Isaque, e não através da semente natural (Rm 9.7, 8). Ver nota em 17.7.

 

*           21.13    nação.   Ver v. 18. Por causa do grande amor de Deus por Abraão até mesmo a sua descedência natural é abençoada na terra, embora não fizesse parte da linhagem da promessa da aliança (17.6 e nota).

 

*           21.21   deserto de Parã.  Uma região na parte centro-leste da península do Sinai. A partida de Ismael do meio da família da aliança sela seu destino; ele não herdará as promessas divinas de descendência e terra.

 

Egito.   Ver 16.1.

 

*           21.22-34   Através da bênção divina, Abraão e sua casa se tornaram uma presença numerosa na terra (14.13; 23.6). O fato de que um rei filisteu e seu comandante buscaram um pacto permanente de não-agressão com Abraão e seus descendentes, nos dá uma evidência concreta das ricas bênçãos pactuais de Deus sobre Abraão.

 

*           21.22   Abimeleque.   Ver nota em 20.2. O primeiro encontro de Abraão com Abimeleque dizia respeito à descendência (cap. 20); este diz respeito a terra.

 

Ficol.   Provavelmente um título, e não um nome próprio, do comandante do exército filisteu (26.26).

 

*           21.23   por Deus.   Os juramentos eram em nome de Deus (vs. 31, 33; em Dt 6.13, nota).

 

nem a meu filho, nem a meu neto.   Embora esse pacto tivesse a intenção de durar, tensões apareceram logo na primeira geração (26.23-31).

 

*           21.30   receberás… sete cordeiras.   Aceitando o presente Abimeleque se obrigava a reconhecer o direito de Abraão sobre o poço. A aliança precisava ser ratificada por testemunhas e juramentos (v. 31).

 

*           21.31   juraram.   Um  consentimento verbal às condições do pacto não era suficiente (v. 23). Este precisava ser ratificado por um juramento (v. 31).

 

*           21.33   tamargueiras. O ato de plantar esta pequena árvore no Neguebe provavelmente servia como um marco da graça de Deus, um penhor de que Abraão permaneceria na terra, e talvez como um símbolo da presença de Deus, que fornecia sombra.

 

Deus Eterno.  No hebraico El Olam. Ver nota em 14.19.

 

*           21.34   foi… morador.   O termo hebraico aqui pode ser traduzido como “residente de curta permanência”. O termo denota um estrangeiro residente (Êx 6.4, referência lateral; Hb 11.9, 13).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

-----------------------------------------------------------------------------

www.sergiovalentin.teo.br

[email protected]

LOGO FACE cópia.jpgsergiovalentin