*           26.1-33   Depois da introdução da narrativa de Isaque (25.19-34), Isaque é relacionado com as promessas da aliança (cap. 26). Acontecem duas revelações de promessas pactuais (vs. 2-6, 24). Também, os extensos paralelos entre a experiência de Isaque, no capítulo 26, e a experiência de Abraão nos capítulos 12; 13; 20; 21 — fome (v. 1; cf. 12.10), engodo envolvendo o estado marital da matriarca (v. 7; cf. 12.13; 20.2), prosperidade material (vs. 13, 14; cf. 12.16; 13.6), conflito a respeito de terras (vs. 20, 21; cf. 13.7) e a aliança com os filisteus em Berseba (vs. 26-33; cf. 21.22-34) —, são incluídos para mostrar que Isaque era de fato aquele que deveria receber as promessas pactuais feitas a Abraão. Embora eles ainda fossem viajantes (v. 3, nota), os patriarcas tiveram uma breve experiência da vida naquela terra.

 

*           26.2-6   A forma e conteúdo do mandamento e a promessa de Deus a Isaque, e a obediência deste estão vinculados a Abraão (12.1-4 e notas).

 

*           26.3   habita nela.   A palavra hebraica traduzida como “habitar” indica um “forasteiro” ou um estrangeiro residente na terra (21.34, nota; Hb 11.9, 13). Isaque deve permanecer no lugar como um “estranho” que ainda não possui a terra.

 

abençoarei.   Ver nota em 12.2.

 

darei todas estas terras.   Ver nota em 13.15.

 

confirmarei o juramento.   Ver 15.18; 17.21; e especialmente 22.16-18 e notas. A promessa a Abraão é garantida, mas a participação de Isaque nas bênçãos da aliança requer que ele seja obediente.

 

*           26.4   estrelas dos céus.   Ver 15.5.

 

descendência.   Ver notas em 12.3, 7.

 

*           26.5   porque.   Ver 22.18; notas em 17.2; 18.19.

 

meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.   A obediência de Abraão é descrita em termos que recordam a exigência feita a Israel para que obedeça à lei de Moisés (cf. Dt 11.1). Abraão é um tipo de Cristo, que, pela sua obediência, cumpriu as justas exigências da lei e assegurou as suas bênçãos sobre a sua descendência (Mt 5.17, 18).

 

*           26.6   ficou.   Assim como seu pai Abraão, Isaque respondeu com obediência à promessa de Deus (12.4; 17.23; 22.3 e notas).

 

*           26.7-11   Esta narrativa de engano e de risco à vida de Rebeca é um paralelo próximo àquilo que aconteceu com Sara (12.10-20; cap. 20), mas diferenças significativas nos relatos indicam que eles não são o mesmo evento simplesmente repetido. Embora pai e filho tivessem cometido o mesmo erro, eles são protegidos.

 

*           26.7   irmã.   Ver 12.13; 20.2.

 

*           26.8   olhando da janela.   Enquanto Abraão foi salvo por uma revelação especial a Abimeleque (20.3), Isaque é salvo pela providência.

 

acariciava.   O hebraico significa “brincar” e é da mesma raiz que o nome de Isaque.

 

*           26.9   Abimeleque.   Ver nota em 20.2.

 

*           26.10   atraído sobre nós grave delito.   Ver nota em 20.9.

 

*           26.12   Semeou.   Isaque se estabilizava mais em um lugar do que seu nômade pai. Seu sucesso dependia da chuva do céu.

 

cento por um.   Sua obediência durante o período de fome foi recompensada (vs. 2-6). A bênção de Deus é tão evidente sobre Isaque, o sucessor escolhido para as promessas de Deus, quanto foi sobre seu pai Abraão (21.22).

 

*           26.15   lhe entulharam todos os poços.   Com a morte de Abraão, os filisteus renegaram, com efeito, o pacto de não agressão (21.22-34, nota). Eles não tinham fé verdadeira no Deus de Abraão.

 

*           26.16   já és muito mais poderoso do que nós.   Ver 21.22, 23; Êx 1.9.

 

*           26.17-22   O rico Isaque retirou-se da terra fértil para o vale de Gerar, dependendo dos poços originalmente cavados por Abraão (v. 18). Nenhum dos patriarcas arriscou-se precipitadamente em guerra pela terra prometida. Eles confiavam que Deus daria a terra a seus descendentes na hora certa (15.13, 14). O nome dos poços celebra a provisão e proteção de Deus.

 

*           26.21   Sitna.   Ver referência lateral. Esta palavra vem da mesma raiz hebraica do nome “Satanás”.

 

*           26.22   nos deu lugar o SENHOR.   A proteção de Deus sobre Isaque, durante esta rivalidade com relação aos poços, relembra a recompensa de Deus a Abraão durante a controvérsia com Ló (13.6-18).

 

*           26.23   Berseba.   O lugar do pacto original de não agressão com os filisteus (21.32).

 

*           26.24   A forma e conteúdo da bênção de Deus a Isaque mais uma vez realça o tema de continuidade das promessas segundo a aliança com Abraão (vs. 2-5; 15.1; 17.7).

 

*           26.25   levantou ali um altar.   Como seu pai, Isaque construiu um altar em resposta à revelação de Deus (12, 7 8).

 

*           26.26   Abimeleque.   Ver nota em 20.2.

 

Ficol.   Ver nota em 21.22.

 

*           26.28   Vimos claramente que o SENHOR é contigo.   Esta declaração, não intencionalmente, deu testemunho da promessa de Deus nos vs. 3-4 (21.22; cf. 1Rs 10.9).

 

juramento… aliança.   Ver 21.23 e notas.

 

*           26.33   Berseba é o nome daquela cidade.   Ver referência lateral. A proteção por Deus de Abraão em Berseba é agora estendida a Isaque (21.32).

 

*           26.34—27.46   O tema do conflito familiar, entre os pais e entre os gêmeos, agora se manifesta cabalmente na busca da bênção do patriarca. Isaque depende mais de seus sentidos falíveis do que da orientação divina (27.4; cf. 25.23), e Rebeca usa de engano (27.6-17). Esaú quebrou seu juramento (27.5, nota) e Jacó mentiu abertamente (27.19, 20). Embora a bênção seja passada de acordo com a vontade de Deus, o veredicto divino sobre suas ações é pronunciado nas conseqüências desastrosas: A resolução de Esaú em matar a Jacó (27.41; cf. 4.8) e a fuga de Jacó da terra. Rebeca morreu sem um memorial (35.8 e nota) e Isaque vive a partir de então sem grande significado (35.28 e nota).

Está aqui implícito um contraste entre Abraão, que em fé olhava para o futuro de Isaque de acordo com o propósito eletivo de Deus (cap. 24), e Isaque, que parece não ter feito nenhuma tentativa de encontrar esposas apropriadas para seus filhos (cf.24.2-4), e que tentou opor-se à eleição divina (27.1-4; cf. 25.23).

 

*           26.34, 35   A história da bênção roubada é estruturada por referências ao casamento de Esaú com mulheres hetéias e o desprazer de seus pais por isto (27.46). O profano Esaú mostrou seu desrespeito pelas bênçãos da aliança ao se casar com filhas da terra (24.3-4; 31.50 e notas). Casando-se com cananéias e conseqüentemente aborrecendo seus pais (27.46), ele efetivamente se desligou da herança sagrada (21.21; 25.6).

 

*           26.34   heteu.   Ver nota em 10.15.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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