* 29.1-30 Jacó experimentou as bênçãos da providência
divina conhecendo Raquel (vs. 1-14), e em uma ironia amarga o enganador se
tornou o enganado (vs. 15-29). Atrás das duas cenas pode ser discernida a mão
graciosa e justa do Deus soberano que trabalha todas as coisas de acordo com
seu próprio propósito e que prometeu estar com Jacó (28.15).
* 29.2 poço. A
semelhança deste encontro ao poço com o encontro em 24.11-33 sugere a
benevolência da providência divina, e ao mesmo tempo destaca o contraste entre
o servo de oração e o patriarca que não ora.
* 29.4
Meus irmãos. O cumprimento
foi um gesto de boa vontade.
* 29.10 removeu a pedra. A pedra era grande (v.2). Anteriormente as
jóias de ouro do servo de Abraão haviam atraído a atenção de Labão (24.30); agora
o ato de força de Jacó o impressionou com o tipo de serviço que Jacó poderia
fazer.
* 29.11 beijou. Uma forma de cumprimento comum entre
parentes (v. 14; 31.55).
* 29.16 Lia… Raquel. O nome de
Raquel significa “ovelha” enquanto que o de Lia talvez signifique “vaca
selvagem” ou “boi selvagem”.
* 29.23 À noite. Da mesma forma como Jacó tirou proveito da
cegueira de seu pai para o enganar, Labão usou a cobertura da noite para lograr
Jacó.
conduziu a
Lia, sua filha. O costume de cobrir a noiva (24.64, 65, nota) e de casar
primeiro a filha mais velha (v. 26) serviu às intenções egoístas de Labão. Ele
inescrupulosamente usou a filha desamada e introduziu uma fonte contínua de
discórdia na família de Jacó (30.1, 2; 31.15). As filhas de Labão não foram
enganadas pelo comportamento sem escrúpulos dele (31.14-16).
* 29.25 me enganaste. Ver 27.35.
* 29.26 a mais nova antes da
primogênita. Esta declaração salienta a ironia da situação de Jacó. Jacó
tinha roubado a bênção costumeiramente reservada para o primogênito (cap. 27),
e aqui Labão engana a Jacó para defender um costume semelhante.
* 29.27 Decorrida a semana desta. A semana
das bodas da noiva. O banquete prolongado (v. 22) celebrava a astúcia de Labão
e a humilhação de Jacó, transformando o que deveria ter sido uma ocasião de
alegria em uma piada de mau gosto.
* 29.31-30.24 Deus
abençoou a Jacó com doze filhos apesar da ausência de oração, e da rivalidade
entre Raquel e Lia que competiram por seus afetos dando-lhe filhos
(25.19-35.29, nota). Os nomes que as mães deram a estas crianças refletem essa
luta e também o seu reconhecimento da ajuda de Deus em seus estados de desprezo
ou de infertilidade. Deus graciosamente construiu a Israel socorrendo o
necessitado (p.ex., Ana em 1Sm 1), mas os fracassos espirituais da família de
Jacó resultaram depois em rivalidades entre as tribos Israelitas.
* 29.31-35 Deus deu graciosamente a Lia, a esposa não
amada, a metade dos filhos de Jacó, inclusive a linha sacerdotal de Levi (v.
34) e a linha messiânica de Judá (v. 35; 49.10). A primeira e última das
crianças nascidas em Padã-Arã são dadas pelo Senhor para compensar as esposas
desventuradas, primeiro Lia (v. 32), e depois Raquel (30.23, 24).
* 29.31 fê-la fecunda. Ver 16.2; 20.17, 18.
estéril. Ver 25.21
* 29.35 Judá.
O nome significa “louvado”, aqui com o sentido voltado ao Senhor, e em
49.8 ao próprio Judá.
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sergiovalentin